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Em outubro, estoque subiu 0,5%, contra alta de 0,8% no mês anterior.

Pessoas físicas procuram menos cheque especial e cartão de crédito.

O volume total de crédito bancário subiu 0,5% em outubro, para R$ 2,6 trilhões, o que representa uma desaceleração frente ao crescimento de 0,8% registrado no mês anterior, informou o Banco Central nesta quinta-feira (28).
A expansão do crédito em outubro também ficou abaixo da média dos últimos doze meses, informou a autoridade monetária. Com isso, o crédito das instituições financeiras, na proporção com o Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,1 ponto percentual, para 55,4%, no mês passado.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, o crescimento menor do crédito bancário em outubro está relacionado com alguns fatores, como a greve dos bancos, que se estendeu até o dia 11 de outubro, além da alta dos juros bancários e, também, do dólar – fator que encarece o endividamento atrelado à variação da moeda norte-americana.

Procura menor por crédito mais caro
Os números do Banco Central mostram que, após procurar um crédito mais caro em setembro (cheque especial e cartão de crédito rotativo – modalidades pré-aprovadas), por conta da greve dos bancários, essa demanda diminuiu no mês passado.
O volume do crédito do cheque especial, por exemplo, subiu 0,4% em outubro – após avançar 4,3% em setembro. O mesmo aconteceu com a procura pelo crédito do cartão de crédito rotativo. Em setembro, o estoque de financiamentos desta modalidade havia avançado 2,8%. Já no mês passado, houve queda de 2,2%. O cheque especial e o cartão de crédito rotativo estão entre as modalidades de crédito mais caras do mercado para pessoas físicas.
Ao mesmo tempo, o volume do crédito consignado (com desconto em folha de pagamentos), uma das modalidades com taxas mais baixas para pessoas físicas, continuou crescendo em outubro. No mês passado, o estoque de crédito desta modalidade subiu 1% – o mesmo percentual de setembro. No crédito consignado, o trabalhador precisa ir nas agências bancárias para contratar o financiamento.
“Não se pode afirmar com certeza que é isso, mas é natural pensar que aquele indivíduo que estava propenso a tomar um empréstimo no início do mês [de outubro] tenha feito depois [do fim da greve]. Os dias posteriores ao fim da greve podem ter tido uma concentração maior de concessões [de crédito]”, avaliou Maciel, do Banco Central.

Fonte Do G1, em Brasília – Alexandro Martello

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