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Ajuda do corretor, características do perfil e grupos de afinidades podem reduzir o preço da apólice

Um dos custos mais impactantes na manutenção do carro ou da moto é o seguro. O valor anual pode se aproximar dos 10% do veículo. Há, contudo, algumas dicas para reduzir o preço da apólice. “O segurado tem de avaliar o quanto se expõe a riscos na hora de contratar o serviço.

O preenchimento do perfil é o primeiro passo para a mitigação de risco por parte da seguradora, o que pode trazer um diferencial positivo no preço”, explica o diretor técnico-atuarial da Bradesco Auto/RE, Saint Clair Pereira Lima.

Características como local de moradia e de trabalho, presença de condutores de até 25 anos na mesma residência e uso de garagem influenciam mais no preço do que a cobertura escolhida.

Para escolher o tipo de cobertura com melhor custo-benefício, entrar em contato com um corretor é importante. De acordo com o diretor da corretora Willis Brasil, Tiago Neves, esse profissional indicará um plano que reúna o respaldo que o segurado precisa, abrindo mão de alguns serviços que não são essenciais a seu perfil.

“Uma boa consultoria evitará que o cliente pague por coberturas que não precisa ou que compre planos insuficientes para o seu perfil”, explica o executivo.

Neves também aborda uma facilidade ainda pouco utilizada: planos a partir de grupos de afinidade. “Se a pessoa trabalha em alguma empresa ou pertence a uma associação de classe, por exemplo, ela deve verificar se tem à sua disposição um programa para funcionários ou associados”, recomenda o diretor. Em relação ao serviço contratado no varejo, a economia pode chegar a 40%.

MODO DE USAR

Outro item que alivia o bolso do segurado são as classes de bônus. O funcionamento é simples: quanto menos ocorrências, maior o desconto que o cliente tem na hora de renovar a proteção. Caso haja sinistro e o seguro seja acionado, perdem-se bônus.

Por isso, nem sempre vale a pena acionar o serviço. “Se o custo do conserto, retirando o valor da franquia, for menor que entre 20 a 30% do prêmio, usar o seguro é uma má ideia”, diz Neves. Ele exemplifica: caso o cliente possua uma franquia de R$ 2 mil e pague, anualmente, R$ 1.500 de prêmio, só é interessante acionar o seguro caso o orçamento para um reparo supere os R$ 2.450.

Diretor executivo da Allianz Seguros, Pedro Pimenta ressalta que, mesmo em serviços sem acionar a franquia, reparar o carro em oficina credenciada pela seguradora é importante. Em alguns casos, rendem descontos e outras facilidades ao cliente.

Verifique também se o plano oferece descontos em estacionamentos. Nesse caso, além de economizar com esse serviço, o cliente ajuda a não expor o carro a sinistros.

Outra forma de economizar é utilizar os serviços paralelos que as seguradoras oferecem, como consertos domésticos ou descontos em estacionamentos. Além de evitar gastos extras, esses serviços – como no caso dos estacionamentos – podem ajudar a não expor o veículo ao risco e diminuir as chances de um sinistro.

O QUE VALE

  • Procurar um corretor
  • Utilizar equipamentos de segurança (alarme, rastreador) no carro
  • Parar o veículo somente em garagens e estacionamentos
  • Utilizar serviços previstos na apólice para reparos em imóveis
  • Analisar se vale a pena acionar seguro para pequenos reparos no automóvel

O QUE NÃO VALE

  • Mentir no perfil
  • Aumentar em demasia o valor da franquia
  • Contratar coberturas pouco abrangentes
  • Promover alterações mecânicas no veículo
  • Trocar de seguradora com frequência

Fonte Jornal do Carro
Fonte http://www.cqcs.com.br/

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