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Com o endividamento das famílias em alta, a solução é procurar taxas de juros mais baixas 

O percentual de famílias paulistanas com alguma dívida atrasada chega a 55%. A dificuldade de colocar as contas em ordem está acompanhada da alta das taxas de juros e do aumento do custo de vida.

A melhor solução para amenizar este cenário desfavorável é fazer um planejamento financeiro e trocar as dívidas com taxas de juros mais altas por empréstimos mais baratos. “O consignado é a modalidade de crédito com menor risco para o banco e, por isso, tem as taxas menores”, disse Cristina Martinucci, assessora técnica do Procon-SP, órgão de defesa do consumidor.

A taxa média de juros do consignado é de 2,03% ao mês. No empréstimo pessoal ela sobe para 5,28%. Os bancos cobram, em média, 8,25% ao mês no limite do cheque especial. A taxa mais alta, sem dúvida, é a do cartão de crédito, que está em 9,37%. “O cliente precisa buscar sempre as opções de taxas mais baratas. Isso ajuda muito na hora de sanar as dívidas com os bancos”, afirmou Ricardo Pereira, consultor financeiro do programa Consumidor Consciente da MasterCard.

No caso de uma dívida de R$ 1 mil parcelada em dez vezes, o consumidor que troca a taxa mais alta do cartão de crédito (9,37%) pela taxa do empréstimo consignado (2,03%) terá uma economia de R$ 468 no final do prazo.

Para Maurício Galhardo, executivo da Praxis Business, o endividamento das famílias paulistanas já fez acender a luz de alerta no comércio da capital. “A inadimplência vem num ritmo crescente desde o segundo semestre do ano passado. Para este Natal, a expectativa de vendas no comércio é superar o ano passado em 3% ou 4% apenas.

Na comparação com anos anteriores, esta é uma performance muito inferior”, disse Marcel Solimeo, economista chefe da Associação Comercial de São Paulo.

Confira a vantagem na taxa de juros

O empréstimo de R$ 1 mil em dez vezes com as taxas médias de mercado teria parcelas de R$ 111,50 no consignado, R$ 131,27 no empréstimo pessoal, R$ 150,71 no cheque especial e R$ 158,37 no cartão. Veja a economia total trocando a dívida de taxa alta pelo empréstimo consignado.

Confira o programa de redução de dívidas elaborado por Maurício Galhardo, executivo da Praxis Business. São sete passos importantes:

1- Interromper a dívida
Parar de fazer novas dívidas é o pontapé inicial do programa de reorganização financeira. “Dívida é como uma guerra: temos de entrar para vencer, com vontade.”

2- Definir o tamanho da dívida total
É importante ter um panorama claro da situação. “Um desafio pode parecer muito grande à primeira vista, mas dividindo-se em partes menores, conseguiremos entendê-lo.”

3- Estabelecer o potencial de pagamento
Analisando as receitas e as despesas mensais, é possível chegar ao valor disponível para quitação de dívidas.

4- Priorizar os pagamentos
Como não dá para pagar todas as dívidas de uma vez, o caminho é priorizar aquelas que são mais caras.

5- Renegociar as dívidas
“Renegociar é estabelecer prazos, preços e garantias de forma que esse negócio possa ser honrado.”

6- Cancelar, vender e refinanciar
Quando a dívida toma dimensões muito grandes, talvez seja melhor pensar em algumas mudanças, como se desfazer do carro ou cancelar gastos com a TV a cabo, por exemplo.

7- Mudar hábitos
Mude a sua relação com as finanças. Faça mais cálculos e evite comprar por impulso.

Fonte http://www.redebomdia.com.br/ – Juca Guimarães

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