SMS: auxilio contra fraudes

SMS: auxilio contra fraudes

Segundo José Neto, a ferramenta SMS é essencial para que o cliente saiba, em tempo real, sobre transações suspeitas feitas com seu cartão

As simples mensagens de texto podem ser grandes aliadas na hora de combater a fraude do cartão de crédito. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o SMS enviado após cada transação foi o instrumento de segurança que mais surpreendeu no combate às fraudes em 2015. O mecanismo apresentou melhor desempenho do que opções como leitor biométrico e token.

Dentre os motivos para o impulsionamento do SMS como mecanismo de segurança estão a popularização dos smartphones entre os brasileiros ‘bancarizados’ e também pela familiaridade com que os mesmos usam esses aparelhos. O serviço funciona do seguinte modo: o titular do cartão recebe uma mensagem de texto após cada transação feita com o dispositivo.

Bancos e operadoras que enviam SMS para confirmar as transações feitas pelos clientes relatam uma diminuição de até 90% na quantidade de fraudes. Isso ocorre, geralmente, porque após receber a mensagem de uma compra que não efetuou, em minutos a pessoa pode entrar em contato com a instituição financeira, relatar o fato, cancelar a operação suspeita e ainda bloquear o cartão clonado.

O diretor comercial da Fortbrasil Administradora de Cartões de Crédito, José Neto, explica que a ferramenta ajuda o cliente a identificar a fraude. “Basicamente, essas mensagens ajudam ao informar pelo celular que uma compra foi efetuada, o horário e local da transação. Você toma ciência do uso do cartão e, se a pessoa não fez o uso, vai estranhar e entrar em contato com a empresa do cartão. Esta tem tempo de atuar, bloquear o cartão e inibe que o fraudador continue fazendo compras. O SMS também leva comodidade e conveniência ao cliente, ao informar o saldo para compras no cartão”. A própria Fortbrasil implantou, há mais de dois anos, a plataforma “Fortbrasil Alerta”, que, por uma taxa adicional, realiza disparos de SMS aos clientes, a cada compra com cartão.

Aceitação

O serviço de confirmação de transações através de SMS não foi imediatamente bem aceito pelas instituições financeiras devido ao alto custo da operação e também pelo receio de incomodar os clientes. Foi expandido em 2015, quando a maioria dos cartões de débito e crédito já possuíam chips no País.

O envio de mensagens para confirmar transações é um serviço opcional que os clientes precisam contratar e, na maioria das instituições financeiras, é cobrado, por mês, cerca de R$ 5. Alguns bancos, porém, enviam a mensagem de texto sem custo para transações acima de determinados valores, como R$ 20.

No ranking de reclamações do Banco Central, as cobranças irregulares nos cartões eram o segundo maior motivo de queixas procedentes em novembro, depois de problemas na contratação de crédito consignado por cartão. Como um todo, as perdas dos bancos com fraudes nos pagamentos eletrônicos somaram R$ 1,8 bilhão por ano.

Os investimentos em tecnologia no sistema financeiro foram de R$ 21,5 bilhões, sendo que R$ 2,6 bilhões foram gastos com segurança. (Texto com informações da Folhapress).

Saiba mais

O envio de mensagens para confirmar transações é um serviço opcional que os clientes precisam contratar e, na maioria das instituições financeiras, é cobrado, por mês, cerca de R$ 5.

Alguns bancos, porém, enviam a mensagem de texto sem custo para transações acima de determinados valores, como R$ 20. Existem instituições financeiras que assumem os custos no caso de cartões gold ou platinum.

Fonte: Diário do Nordeste
Fonte DIARIODONORDESTE TECNOLOGIA
Fonte http://boainformacao.com.br/2016/02/01/sms-auxilio-contra-fraudes/

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Fraudes em seguros: demora nas investigações e dificuldades para punir

As fraudes comprovadas em seguros são 15% das suspeitas, embora esse número possa subir, em média, para quase 20% no caso do DPVAT, de acordo com o diretor executivo da CNseg, Neival Freitas. “O importante para detectar as irregularidades é compartilhar informações. Só assim será possível avançar”, defende.

Ele aponta que os índices continuam muito elevados, uma vez que as fraudes em seguros são enquadradas como estelionato e têm apenas de um a cinco ano de prisão. “As investigações são demoradas e as seguradoras se sentem desmotivadas a entrar com ações judiciais pois, via de regra, o Judiciário não aceita as provas da esfera privada e, além disso, os segurados podem se voltar contra as companhias por meio de processos de reparação por danos morais”, explica Neival.

Segundo sua argumentação, é preciso melhorar a subscrição e contar com regulação mais rigorosa na averiguação dos sinistros. “É comum, por exemplo, o segurado assumir a culpa da colisão, enquanto o terceiro paga a franquia para que todos sejam beneficiados pelo seguro”, exemplifica.

“Esse tipo de fraude é cometida para que a indenização não seja negada, de modo que temos um longo caminho de inteligência aplicada para trilhar, evitando a fraude e protegendo o segurado de boa-fé”, conclui Neival.

Fonte CQCS – Pedro Duarte

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