Startup fintech: uma nova proposta de serviços financeiros

Startup fintech: uma nova proposta de serviços financeiros

Que tal a sua próxima conta bancária ser oferecida por uma startup fintech? Se ainda não está por dentro da nova proposta de serviços financeiros, vamos apresentá-la para você e explicar por que é a melhor opção ao microempreendedor individual (MEI)

RICARDO CAPUCIO
ADVOGADO, ESCRITOR, EMPREENDEDOR E FUNDADOR DA CONTA.MOBI
Você sabe o que é startup? E fintech o que é?A união das duas palavras de origem estrangeira constrói um termo que ganha evidência também no Brasil: a startup fintech.

Estamos falando de serviços financeiros oferecidos por negócios de base tecnológica. São empresas que conquistam espaço no mercado com uma proposta diferenciada e que, não por acaso, tem caído no gosto especialmente do público mais jovem.

Neste artigo, vamos explicar o que é uma startup fintech e que tipo de facilidades ela oferece, da conta digital ao cartão de crédito. Também abordaremos as principais diferenças para os bancos, justificando por que esse tipo de empresa é mais vantajosa para um MEI.

Acompanhe a leitura, fique por dentro dessa novidade e descubra tudo sobre as fintech brasileiras, uma nova proposta de serviços financeiros.

O que é startup fintech?
Maior eficiência por um preço mais baixo. Quem não gostaria que seu banco fosse assim? Pois essa é uma característica das startups fintech, modernas empresas que aliam tecnologia e finanças.

Não por acaso, elas vêm causando uma verdadeira revolução em todo o mundo, desafiando e colocando dúvidas sobre um sistema bastante antigo e tradicional.

Mas é um tanto precipitado vê-las como inimigas dos bancos, especialmente porque as semelhanças até existem em alguns dos serviços oferecidos, mas desaparecem na forma como isso acontece.

O que marca as fintechs é a atuação online. Exclusivamente pela internet, as empresas conseguem realizar o que um banco faz, mas de forma única: com tecnologia de ponta e por um custo bastante inferior, o que se justifica pela estrutura bem mais enxuta.

Em todo o mundo, conforme dados da empresa de pesquisa Venture Scanner, eram mais de 1.400 startups fintech no início de 2016. No Brasil, há muitos casos famosos e com milhares de usuários fascinados pela experiência de gestão online do dinheiro.

Desde a administração da conta bancária até a solicitação de empréstimo, passando pelo controle do cartão de crédito, nada mais precisa ser realizado presencialmente. Basta estar conectado à internet, até mesmo pelo celular.

É ou não uma proposta que tem tudo a ver com mentes mais jovens e antenadas?

Quais serviços oferece?
As startups fintech que já atuam no Brasil são uma bela amostra de que não existe limite para elas. É possível, a partir delas, ter acesso a todo o tipo de serviço financeiro. Vamos conhecer alguns deles:
Conta bancária digital: todos os serviços oferecidos por bancos tradicionais, com recursos extras.
Cartão de crédito: sem tarifas e sem anuidade para compras à vista e a prazo.
Microsseguros: para automóveis, motocicletas, empresas, residências, seguro de vida e seguro viagem.
Empréstimos: para pessoas físicas e jurídicas, com taxas de juros mais baixas.
Investimentos: como aplicar seu dinheiro com segurança e rentabilidade.
Gestão de benefícios: pagamentos de alimentação, refeição e combustível.
Soluções em recebimentos para empresas: cobranças em cartões de crédito, débito online e boleto.
Máquina de cartão de crédito: com conexão à internet e gerenciamento por aplicativo.
Controle financeiro pessoal: aplicativo organiza as finanças e fica conectado à conta corrente e ao cartão de crédito.

Como funcionam essas empresas?
São muitos serviços oferecidos em condições diferenciadas, por um custo inferior e agregando as vantagens da tecnologia de ponta. Como isso é possível?
Diferentemente de um banco tradicional, uma fintech não precisa de milhares de funcionários e agências físicas espalhadas pelo país, pois têm funcionamento eletrônico. Por isso, seus custos são menores.

Já a eficiência encontra razão na parceria com a tecnologia. Essas startups têm na inovação um modo de operação e ela aparece na forma como os usuários vivenciam a experiência financeira.

Mais detalhes interessantes sobre a forma como as fintechs funcionam estão no relatório FintechLab. Segundo a publicação, a revolução por elas provocada no mercado se explica por quatro razões principais:

1. Desenho centrado no usuário
O termo remete à maneira como a solução oferecida é desenhada. Isso significa que muitas fintechs tem na forma como se relacionam com o usuário seu principal diferencial. Conforme o documento, desenhar serviços centrados em pessoas exige pesquisa, empatia, co-criação e metodologia.
Essa estratégia desperta o interesse também dos bancos tradicionais. O presidente do Itaú, Roberto Setúbal, declarou em evento no ano passado que os clientes desejam maior velocidade. “Sem dúvida é uma mudança grande, onde o cliente está no centro da proposta”, afirmou.
2. Serviços inovadores
A proposta é de reversão do foco: em vez de o objetivo central estar na geração imediata de receita imediata, opta-se por atender a necessidades latentes do usuários, como a gestão financeira.
3. Eficiência
Uma característica que torna os processos mais eficientes em uma startup fintech é base a tecnológica consistente, com plataformas modernas e com armazenamento de informações na nuvem. Tudo isso reduz seu custo de operação e o tempo para a tomada de decisões.
4. Blockchain
A tecnologia blockchain é utilizada para validar e certificar operações financeiras em ambientes invioláveis devido à sua alta criptografia, o que garante a privacidade e segurança das informações. Não é por acaso que tem despertado interesse também dos bancos tradicionais.
Startup fintech são seguras?
Essa é um receio comum, talvez até capaz de postergar a adesão dos mais experientes à nova proposta de serviços financeiros. Afinal, são anos e anos de convivência com o sistema dos bancos tradicionais. Como encontrar a mesma segurança em um celular?
Se você tem essa dúvida, pode ficar tranquilo. É incomparável o nível de proteção oferecido em uma transação eletrônica com o ato de carregar dinheiro em espécie para ir ao banco, por exemplo.
Além disso, se você tem conta bancária, certamente a instituição que a oferece disponibiliza canais online para consulta de saldo, transferências e pagamentos. Se você já acha que o internet banking, da forma como conhece, é um ambiente seguro, saiba que a tecnologia encontrada nas fintechs amplia essa proteção.
No tópico anterior, acabamos de falar sobre um das razões. A tecnologia blockchain é uma das responsáveis por tornar seguras as operações realizadas por fintech.
E o melhor: a indústria de segurança da informação está permanentemente buscando criar alternativas de tornar o meio digital definitivamente inviolável a práticas criminosas. O esforço é contínuo e já produz um ambiente bem menos ameaçador do que as ruas da sua cidade.
Startup fintech x bancos
De início, quando surgiram as primeiras startups fintech, o tom de concorrência com os bancos era mais elevado do que é hoje.
Atualmente, ao mesmo tempo em que a tecnologia diferencia a nova proposta, estimula uma aproximação de quem está há mais tempo no mercado. Afinal, é preciso fugir do conservadorismo para não perder clientes.
Uma prova vem da pesquisa da Goldman Sachs, divulgada pela Revista Época no ano passado: 33% dos millennials (termo que define jovens nascidos entre 1980 e 2000) acreditam que não vão precisar de um banco em cinco anos e metade espera que seus serviços sejam prestados por startups.
Neste vídeo, o vice-presidente de Markets do Itaú Unibanco, Caio David, fala sobre o impacto das fintechs sobre os bancos.
Mas o foco das fintechs não está apenas serviços bancários. Como veremos a seguir, em exemplos de startups brasileiras já atuantes, todo o tipo de solução financeira já tem entre aqueles que as oferecem um representante de base tecnológica.
Exemplos de startup fintech brasileiras
O relatório FintechLab mapeou no Brasil mais de 130 iniciativas de startups atuantes no setor financeiro por aqui. Elas foram divididas em 10 categorias:
Pagamentos
Gerenciamento Financeiro
Empréstimos e Negociação de Dívidas
Investimento
Funding
Seguros
Eficiência Financeira
Segurança
Conectividade
Bitcoin/Blockchain.
As três primeiras categorias são as que concentram o maior número de empresas: 31% oferecem pagamentos, 18% focam no gerenciamento financeiro e 16% atuam na concessão de empréstimo e negociação de dívidas.
Outra características das fintechs brasileiras reveladas pelo relatório é que 31% delas são direcionadas exclusivamente para o consumidor final, 27% para empresas e 42% atendem ambos os públicos.
Também segundo o levantamento, em 2015, a cada 10 fintechs, três tiveram faturamento superior a um milhão de reais. No conjunto, a receita bruta dessas empresas seria equivalente ao resultado operacional do 16º banco que mais fatura no país e que, em 2015, arrecadou R$ 173 milhões.
O FintechLab cita, entre os cases de sucesso no país, as seguintes empresas: GuiaBolso, ContaAzul, Bank Fácil, Stone, Nubank, Asaas, Kitado, Vindi, Intoo, Biva, Geru, Eqseed, FoxBit e CloudWalk.
A conta.MOBI é também uma das fintechs brasileiras, oferecendo a conta digital mais vantajosa ao microempreendedor individual. Pelo computador ou aplicativo, é possível realizar pagamentos e transferências, consultar o saldo, planejar-se financeiramente e emitir boletos de cobrança.
7 razões das fintech serem mais vantajosas para o MEI
Ainda na dúvida? Reunimos agora as principais razões para afirmar porque as fintechs oferecem as mais vantajosas soluções para um MEI. Perceba pelas características em comum que é quase um casamento perfeito.
Descomplicação: tudo se resolve de forma online
Custo baixo: as menores tarifas para a melhor solução de suas demandas
Segurança: ambientes criptografados afastam possíveis intrusos
Flexibilidade: no celular, tablet ou computador, basta estar conectado para utilizar os serviços
Autonomia: com soluções focadas no usuário, é tudo do seu jeito, assim como é na sua empresa
Eficiência: a proposta compreende oferecer o melhor resultado sem perda de tempo
Suporte: atendimento personalizado por diferentes canais.
Qual o futuro das startups fintech?
Quem tentou responder essa pergunta foi o FintechLab, que estabeleceu ao final do relatório algumas possibilidades.
Uma das mais interessantes se refere à internacionalização das empresas, com o aumento de investimentos externos. É bom destacar que 77% delas buscam parceiros e 30% estão se preparando para o mercado internacional. Qual será a nossa primeira fintech a faturar milhões do outro lado da fronteira?
Melhor organização institucional das fintechs, maior atuação tecnológica dos bancos e o aumento na participação de grandes empresas nesse mercado são outras projeções.
Neste vídeo, você confere uma entrevista com Fábio Ullmann, consultor do setor financeiro da IBM Brasil, que aborda justamente o futuro das fintechs
Conclusão
Neste artigo, apresentamos um pouco sobre o mundo das startups fintech, empresas que aliam finanças e tecnologia e que vem conquistando o mercado com sua proposta diferenciada.
Para quem precisa de soluções financeiras de baixo custo e alta eficiência, vale se informar mais sobre as opções disponíveis no mercado nacional e experimentar na prática as suas vantagens.
Certamente, essa é uma demanda que se encaixa no perfil do MEI. E foi especialmente para esse público que a conta.MOBI surgiu. Tornar mais fácil a vida de quem tem um negócio a gerir é uma missão com a qual a tecnologia muito pode contribuir.
Que tal deixar o futuro entrar na sua empresa?

Fonte http://www.otempo.com.br/interessa/tecnologia-e-games/startup-fintech-uma-nova-proposta-de-servi%C3%A7os-financeiros-1.1450702

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Fintech Creditas inicia busca por parceiros off-line

Fintech Creditas inicia busca por parceiros off-line

Felipe Zullino comanda a empresa que empresta dinheiro a 1,1% ao mês


Felipe Zullino comanda a fintech Creditas que empresta dinheiro a 1,1% ao mês

A fintech [startup que cria inovações na área de serviços financeiros, com processos baseados em tecnologia] Creditas anunciou que está buscando parceiros off-line. A companhia, criada em São Paulo em 2013, resolveu colocar a estratégia em ação depois de ganhar um aporte de R$ 60 milhões liderado pela International Finance Corporation (IFC), braço do grupo do Banco Mundial para mercados emergentes. Agora, a Creditas se apoia na modalidade de crédito com garantia para dobrar de tamanho neste ano, além de trabalhar para reduzir os juros no país, uma das missões da empresa. Em 2016, de acordo com o sócio e diretor de desenvolvimento de negócios da Creditas, Felipe Zullino (foto), a empresa triplicou de tamanho. “Em número de acessos [pessoas buscando a plataforma on-line] foi um crescimento de mais de quatro vezes. Hoje estamos com 800 mil acessos por mês. [E] esse novo aporte já estava já nos nossos planos. Como toda startup clássica, precisamos de investimento para ampliar. Com um produto [crédito com garantia] pouco difundido [no país] para ser vendido [apenas] on-line, agora vamos buscar também parceiros off-line”, contou Zullino em reportagem veiculada pelo jornal Gazeta do Povo desta quarta-feira (15).

“Entre os parceiros buscados estão, por exemplo, consultores financeiros que já ajudam pessoas físicas e jurídicas em investimentos e também na reestruturação de dívidas. Dentro da ideia de que o dinheiro oriundo dos empréstimos também pode ser usado em uma reforma, por exemplo, a Creditas também procura parceiros como lojas de varejo, arquitetos e empresas de engenharia. Em números, a empresa pretende dobrar a atual carteira de ativos de crédito de R$ 135 milhões e também o atual número de 120 funcionários”, revela a matéria.

“A Creditas oferece dois tipos de empréstimos com garantia e, com isso, não muito segredo quanto as razões que permitem à fintech emprestar a taxas abaixo do mercado. O segredo maior do sucesso da empresa talvez esteja na clareza de missão da Creditas – que faz com que, por exemplo, ela repasse as quedas na taxa básica de juros diretamente para os clientes sem o questionamento dos seus acionistas – e também na desburocratização de todo o processo de empréstimo. Outra vantagem da Creditas, segundo a própria empresa, é que ela também funciona como um marketplace, ou seja, serve de ponte entre várias entidades de financiamento (investidores institucionais e instituições financeira), apresentando para o cliente a melhor opção de crédito possível. Por essas características, é que a empresa também resolveu mudar de nome, para se distanciar cada vez mais da figura do banco e se aproximar mais da imagem de uma plataforma de serviços de crédito”, explica a reportagem veiculada no jornal paranaense.

Linhas de crédito
No caso do crédito com garantia do automóvel, a linha começa com um empréstimo mínimo de R$ 2 mil e taxas de 1,99% ao mês. O prazo máximo para pagamento é de cinco anos. A regra básica é que os valores emprestados sejam de até 80% do valor do carro na tabela Fipe. Já o crédito concedido tendo como garantia imóveis começa com um mínimo de R$ 30 mil e taxas de 1,15% mais a correção monetária pelo IPCA. O prazo máximo de financiamento da dívida é de 20 anos e o valor máximo que pode ser emprestado é de R$ 2 milhões. Nesse caso, a regra é de que o empréstimo seja de até 50% do valor do imóvel. A reportagem revela que a Creditas também está atuando no mercado C2C, de consumidor para consumidor, tendo por meta a comercialização de carros entre pessoas físicas. “Como nos financiamentos oferecidos pelos bancos, essas linhas exigem a mesma documentação e também a vistoria do imóvel ou do automóvel. Novamente, o que, segundo a Creditas, a diferencia das instituições financeiras tradicionais, é que isso tudo ocorre em menos tempo e com o auxílio dos consultores. Segundo Zullino, para os empréstimos com garantia de automóvel o tempo médio entre solicitação e aprovação é de dois dias; no caso dos imóveis, esse tempo fica entre 35 e 40 dias”, detalha a Gazeta do Povo.

Fonte http://www.amanha.com.br/posts/view/3714/fintech-creditas-inicia-busca-por-parceiros-off-line

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Startup facilita crédito a negativados e já arrecadou R$ 800 mil

Startup facilita crédito a negativados e já arrecadou R$ 800 mil

A EasyCrédito foca em pessoas com pouco acesso a instituições financeiras – e, em uma campanha de equity crowdfunding, arrecadou 800 mil reais


Mulher pensa em dinheiro

Dinheiro: todos os dias, cerca de 100 propostas são fechadas pela EasyCrédito (./Thinkstock)
São Paulo – Se você já tomou um crediário ou conhece alguém que já o tenha feito, deve saber quão penoso costuma ser tal processo – especialmente para quem sente na pele os efeitos da crise econômica.

O cliente vai a uma loja; olha os produtos vendidos, fazendo sua lista de desejos; negocia os valores com o vendedor; e então submete suas informações para uma análise de risco. Muitas vezes, esse longo procedimento não dá resultado: o consumidor tem seu crédito negado e sai da loja de mãos abanando.

O consultor financeiro Marco Túlio Ramos logo percebeu esse problema. Combinando tal demanda com o sonho de abrir uma startup, fundou em 2015 a EasyCrédito: um marketplace de serviços de crédito para quem tem nenhum ou pouco acesso às instituições financeiras.

Com dois anos de vida e quatro acelerações, a EasyCrédito já conta com 200 mil usuários cadastrados e 32 empresas oferecendo serviços (incluindo fintechs). Todos os dias, cerca 100 propostas são fechadas.

Na última rodada de investimentos recebido pela startup, por meio de uma campanha de equity crowdfunding, o negócio arrecadou 800 mil reais. Agora, a EasyCrédito negocia novos aportes e planeja uma expansão internacional.

Começo de negócio

Ramos já conhecia a área e o mundo do empreendedorismo: seu primeiro negócio foi uma consultoria de crédito para pequenas e médias empresas, aconselhando os documentos que deveriam ser apresentados e como se portar em uma negociação com um banco.

“O negócio começou a crescer bastante, beneficiando tanto para as empresas quanto os bancos. Mas eu não sabia nada sobre startups ainda, só sobre mercado financeiro. Então, me sugeriram que eu começasse a trabalhar em um espaço de coworking de Goiânia”, conta o empreendedor.

O começo foi estranho para Ramos, mas logo ele abandonou o jeitão de advogado e se inseriu no mundo de startups. Eventualmente, virou o sócio desse espaço de coworking por um tempo.

Ele só via um problema: ainda que fomentasse muitos negócios inovadores, seu próprio empreendimento continuava sendo tradicional. “Eu quis me desafiar a montar uma startup de finanças, que é a área pela qual me apaixonei.”

Aí surgiu a ideia da EasyCrédito – uma plataforma que antecipa a análise de crédito, para fazer com que a pessoa só vá à loja tendo a certeza de que poderá comprar.

“Quem precisa de crediário costuma ser quem tem nenhum ou pouco acesso ao sistema financeiro: o usuário que não conhece poderes de compra, como cartões”, explica Ramos. “A pessoa se frustra ao ir ao estabelecimento, escolher os produtos, negociar com o vendedor e, só depois de todo esse processo emocional e operacional, vê que seu crédito foi reprovado e volta de mãos vazias.”

Essa proposta se tornou realidade em março de 2015, quando a EasyCrédito foi lançada, em Goiânia. Ramos começou o negócio, mas hoje há outros quatro sócios-fundadores: Bárbara Moreira, Douglas Jason, Egio Arruda e Rodrigo Siqueira.


Espaço da EasyCrédito no Google Campus, em São Paulo (Google Campus/Divulgação)

Como funciona, para os bancos e os usuários?

A EasyCrédito funciona tanto em uma versão para desktop quanto para smartphones (aplicativo), ambas gratuitas. O usuário se cadastra, escolhe o serviço de crédito desejado e confirma a solicitação. A resposta é enviada por e-mail.

As modalidades oferecidas são empréstimo pessoal, financiamento de bens de consumo, crediário, cartões bandeirados de crédito e abertura de conta corrente. Para sair apenas do crediário, incluiu instituições financeiras na plataforma e se transformou em um marketplace. A plataforma fica com uma porcentagem variável por contrato, cobrada da instituição, indo até 17% do valor combinado.

Segundo Ramos, a EasyCrédito é interessante a essas instituições porque oferece mais dados colocados pelo usuário, como perfis em redes sociais. Isso facilita a análise real do risco de crédito do candidato e permite, portanto, que mais operações de crédito possam ser aprovadas.

Já do lado do consumidor, a pessoa pode consultar suas informações de crédito sem nenhum atrito ou constrangimento que podem existir em um atendimento presencial. Ele também afirma que a burocracia é menor, fazendo com que a concessão ou não de crédito saia mais rápido.

O público maior da EasyCrédito pertence às classes C, D e E, com uma renda média de dois mil reais por mês. O ticket médio de empréstimo é de 3 mil reais, por exemplo.

Pessoas que já tiveram crédito negativado podem participar da plataforma. “Hoje, no mercado, existe o que chamamos de assimetria de informações: se você foi reprovado em uma loja, pode ser aprovado em outra. É algo que depende do apetite de risco da instituição que concede o crédito, então é possível tentar em novas assim que houver uma reprovação”, afirma Ramos.

Mesmo assim, o empreendedor diz orientar que uma pessoa muito endividada, com dezenas de restrições, pondere se adquirir mais crédito será a solução ou apenas uma bola de neve de dívidas. Na plataforma, é possível consultar a situação do CPF e acessar conteúdos gratuitos sobre educação financeira.

Infelizmente, as taxas de juros dos serviços financeiros não costumam abaixar em relação aos pedidos comuns: o diferencial do negócio está mais na facilidade de uso. As taxas variam de 0% (financiamento sem juros) até 5% ou 6% ao mês.

“Esse público que está entrando no mercado financeiro agora não dá informações suficientes para que as taxas consigam ser menores. Os bons acabam pagando pelos maus. O que nós fazemos é insistir em taxas mais justas, apresentando as informações que coletamos”, afirma.
Acelerações e investimentos

A EasyCrédito passou por diversas acelerações ao longo de seus dois anos de vida. A primeira foi em dezembro de 2014: o programa Start-Up Brasil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Com o processo, os empreendedores conseguiram modelar o negócio e lançá-lo alguns meses depois.

Depois, passou pelos processos InovAtiva Brasil (do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços) e Inovabra (do banco Bradesco).

Em agosto de 2016, a startup foi selecionada para a primeira turma de residentes no Google Campus, espaço da gigante de tecnologia localizado no bairro do Paraíso, em São Paulo.


Marco Túlio Ramos, da EasyCrédito, em Demo Day no Google Campus, em São Paulo (Google Campus/Divulgação)

Em uma rodada de equity crowdfunding feita também em 2016, a EasyCrédito arrecadou 800 mil reais ao todo. Hoje, o negócio continua no Campus e conversa com investidores.

A meta para 2017 é terminar o ano com ao menos 700 mil usuários, além de iniciar a conversa com instituições financeiras de outros países de língua portuguesa, da América Latina e do Leste Europeu.

Fonte Exame Por Mariana Fonseca
Fonte http://exame.abril.com.br/pme/startup-facilita-credito-a-negativados-e-ja-arrecadou-r-800-mil/

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Bancos, o fim de uma era!

Bancos, o fim de uma era!

“É o mesmo sol que derrete a cera que seca a argila”.

Bancos - Fim de uma Era

Selecionado pela Korn Ferry, e por Alex Cerqueira Leite Thiele, recebi a missão de montar e comandar a 1ª área de marketing de um banco no Brasil. A do Itaú, 1971. Na época, um banco com 300 agências, decorrente de uma sucessão de fusões e incorporações, e em busca de unidade/identidade.

Numa das primeiras reuniões com Olavo Setubal, e convencido o quanto a falta de unidade/identidade inibia o crescimento do banco, perguntou sobre a possibilidade de fazermos uma campanha para resolver esse grave problema.

Em 1º de setembro daquele ano, numa convenção no Cine Regina na Av. São João, lançamos a campanha assinada pela DPZ, “AJUDE O ITAÚ A SER O PRIMEIRO, UM DIA PODERÁ AJUDAR VOCÊ”. E no dia seguinte anúncios nos principais jornais do país convidando, pelo nome, centenas de líderes e formadores de opinião para abrirem uma conta.

Dentre os inconvenientes do sistema de administração por campanha, alertamos ao Dr. Olavo que, muito especialmente em organizações em processo de formação, o estimulo é de tal ordem que os envolvidos – no caso os gerentes – cometem todas as barbaridades possíveis para alcançarem as metas e ganharem prêmios e reconhecimento. E assim foi.

No dia 1º de setembro, a relação era Itaú 60, Bradesco 100. No dia 31 de dezembro, fechamento de balanço, a relação saltou para Itaú 99, Bradesco 100. Um mês depois o Itaú tinha uma única e mesma identidade, os gerentes conscientes que trabalhavam numa mesma organização, mas, os depósitos voltaram para o nível original e assim permaneceram por décadas. Até o Itaú comprar o Unibanco e alcançar, finalmente, o 1º lugar do ranking.

Meses atrás, o Bradesco comprou o HSBC e retomou a briga pela liderança. Matéria de capa da Exame 1095, com Lázaro Brandão e Luiz Carlos Trabuco na capa, “A Revanche do Bradesco – Com uma agressividade incomum, o Bradesco vence a disputa para comprar o HSBC e encosta no Itaú na luta para ser o maior banco do privado do país”.

A foto revelada, hoje, aponta o Itaú “focinho” na frente do Bradesco. Mas, com a “digestão” do Unibanco praticamente concluída. Enquanto o Bradesco terá que encarar semelhante desafio – a “digestão” do HSBC –, no mínimo, pelos próximos dois anos. De qualquer maneira essa emocionante disputa, chega ao fim. No dia da compra do HSBC pelo Bradesco postei o seguinte comentário em meu blog com o título, OS BANCOS SUBIRAM NO TELHADO:

“Não necessariamente virarão pó. Mas sofrerão, em todos os próximos anos, uma redução sensível em seus territórios de atuação. Depois de décadas de soberania e risco zero os bancos até ontem navegavam em céu de brigadeiro e no piloto automático. Agora, e ainda bocejando, descobrem que tempestades se aproximam e ingressarão em período de graves turbulências. Vai acontecer com os bancos o mesmo que aconteceu com os táxis e com a hotelaria. Centenas, para não dizer milhares de aplicativos, tipo UBER e AIRBNB tornarão absolutamente desnecessárias dezenas de transações que até hoje passam pelos bancos e custam muito caro para seus clientes. E assim, e à semelhança do ataque de “APPS CUPINS” – silenciosos e incansáveis – correm o risco de, comidos pela base, cantos e lados, mergulharem em suave e irreversível decomposição.”

Apenas isso.

Fonte Antoine Saint-Exupéry – http://www.inteligemcia.com.br/bancos-o-fim-de-uma-era/

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ATENÇÃO

Este site NÃO tem NENHUMA relação com o serviço de consulta cadastral chamado CREDINFO POSTAL.

Enquanto este site, o www.credinfo.com.br, refere-se a um software de gestão para Correspondentes, o serviço CREDINFO POSTAL parece ser um serviço interno de consultas dos bancos, onde deve funcionar como um serviço de consulta cadastral, tipo o Serasa. Também ouvimos relatos que tal serviço chamado de CREDINFO POSTAL é consultado nas agências dos Correios.

Portanto se seu CPF foi negativo pelo CREDINFO POSTAL, procure o banco ou uma agência dos Correios e se informe sobre a origem desta negativação. Nós não temos condições de ajuda-lo, já que desconhecemos a origem deste serviço.

Então o site www.credinfo.com.br nunca foi um sistema de consulta cadastral e nem será. É apenas um site que oferece um software para download para correspondentes calcularem suas comissões de propostas.

É apenas uma coincidência dos nomes, enquanto este site chama-se Credinfo.com.br, o serviço de consulta cadastral, onde provavelmente negativou seu CPF, chama-se CREDINFO POSTAL.