Verificar configuraes
BC: concentração cresce e BB, Itaú, Bradesco e Caixa têm quase 80% do crédito

BC: concentração cresce e BB, Itaú, Bradesco e Caixa têm quase 80% do crédito

A concentração aumentou e os quatro maiores bancos já têm praticamente 80% do mercado de crédito brasileiro. Dados apresentados nesta segunda-feira, 3, pelo Banco Central mostram que as quatro maiores instituições financeiras – Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Caixa Econômica Federal – terminaram dezembro com 78,99% do mercado de crédito. O porcentual revela aumento na comparação com junho, quando o índice estava em 76,95%.

A concentração também cresceu nos outros dois temas acompanhados pelo BC. Em depósitos, a participação das quatro instituições aumentou de 74,56% para 78,48% no mesmo período. Em total de ativos, a parcela do BB, Itaú, Bradesco e Caixa passou de 70,48% para 72,70%.

Ativos problemáticos

O diretor de Fiscalização do Banco Central, Anthero Meirelles, nega que eventual aumento do risco gerado pela expansão da carteira de ativos problemáticos vá prejudicar a recuperação do mercado de crédito das empresas. O diretor disse que essa piora na margem seria relacionada a “riscos já compreendidos”.

“Esses riscos já estão na conta dos bancos e podem ou não continuar se materializando. Isso depende do cenário idiossincrático de cada empresa. Isso não vai atrasar eventual retomada do crédito”, disse o diretor em entrevista para apresentar o Relatório de Estabilidade Financeira (REF).

Durante a apresentação, o diretor citou que a perspectiva de aumento dos ativos problemáticos é basicamente pelas grandes empresas. “Houve eventos significativos como Lava Jato, Oi e Sete Brasil. Essa perspectiva é muito impactada por eventos específicos”, disse, ao comentar que o risco de ativos problemáticos para pessoa física e pequenas e médias empresas parece ter ficado para trás.

Anthero Meirelles ressaltou que o importante é que os riscos “já estão sobre a mesa” e bancos continuam com indicadores sólidos, como elevados níveis de capital, liquidez e provisão para esses riscos. “O sistema financeiro tem capacidade de absorver esses choques”, disse.

Fonte http://www.istoedinheiro.com.br/bc-concentracao-cresce-e-bb-itau-bradesco-e-caixa-tem-quase-80-do-credito/

Read More
Bradesco, BB e Caixa lideram ranking de reclamações no Banco Central

Bradesco, BB e Caixa lideram ranking de reclamações no Banco Central

Pela metodologia do BC, ranking leva em consideração apenas o número de reclamações consideradas procedentes


Bradesco, BB e Caixa lideram ranking de reclamações no Banco Central. Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

O Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal lideraram o ranking das instituições financeiras que mais receberam reclamações dos clientes no primeiro bimestre de 2017. O ranking foi publicado nesta quarta-feira (15) pelo Banco Central e considera instituições financeiras com mais de quatro milhões de clientes.

No topo da lista está o Bradesco, com índice de reclamações de 17,28. Neste caso, são consideradas todas as instituições que fazem parte do conglomerado, como o próprio banco Bradesco, o Banco Boa Vista e o Bradesco BBI, entre outras.

Pela metodologia do BC, o índice é calculado com base no número de reclamações consideradas procedentes dividido pelo número total de clientes do banco e multiplicado por um fator fixo (1.000.000). No caso do Bradesco, foram 1.598 reclamações consideradas procedentes em janeiro e fevereiro sobre uma base total de 92.474.594 clientes.

Na segunda posição entre as instituições, aparece o BB com índice de 17,25 no segundo semestre (1.024 reclamações procedentes e 59.336.099 clientes). Em seguida, está a Caixa, com índice de 15,37, resultado de 1.286 reclamações procedentes numa base de 83.628.417 clientes.

Na sequência do ranking, ainda considerando bancos e financeiras com mais de 4 milhões de clientes, aparecem Santander (índice de 13,75), Itaú (11,54), Banrisul (9,79), Votorantim (5,09), Midway (1,07), Pernambucanas (0,22) e Banco do Nordeste (0,17).

O BC também divulga o ranking de instituições com menos de 4 milhões de clientes. Neste segmento, a liderança das reclamações no primeiro bimestre é do Safra, com índice de reclamações de 83,27. Depois aparecem Pan (72,92), Paraná Banco (49,50), Agiplan (32,55) e Citibank (32,18).

Entre os assuntos que mais motivam reclamações por parte dos clientes, o campeão é o item “irregularidades relativas à integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços”. Ao todo, de acordo com o BC, este assunto gerou 790 reclamações com indícios de descumprimento das regras em vigor e teve liderança da Caixa, com 277 reclamações procedentes.

Na sequência dos assuntos mais reclamados aparecem “oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada” (756 reclamações) e, em seguida, “débito em conta de depósito não autorizado pelo cliente” (672 reclamações).

Fonte Estadão Conteúdo
Fonte http://www.gazetadopovo.com.br/economia/bradesco-bb-e-caixa-lideram-ranking-de-reclamacoes-no-banco-central-5hceinac4bz8xsm7kri7i7i5n

Read More
Bradesco é condenado por negativar nome de cliente contemplado

Bradesco é condenado por negativar nome de cliente contemplado


Cliente que perdeu inscrição em programa habitacional será indenizado em R$ 20 mil

Bradesco é condenado por negativar nome de cliente contemplado

A Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT) manteve a condenação de primeira instância e determinou que o Banco Bradesco Financiamentos pague R$ 20 mil – a titulo de dano moral – a uma pessoa que perdeu a chance de ser contemplada com o programa habitacional “minha Casa, Minha Vida”, por estar com o nome indevidamente negativado junto aos órgãos de proteção ao crédito (SPC).

Segundo o entendimento da câmara o caso, em especial, teria provocado sofrimento extra ao requerente, pois lhe privou de conquistar sonho da casa própria.

“As angustias sofridas pelo ofendido quando, pretendendo se inscrever na ‘minha casa, minha vida’, sonho de todo brasileiro da classe mínima, deve ser vista com grande dose de sofrimento moral. O valor de R$ 20.000,00, para este caso extraordinário, está dentro do previsto, embora não negue certa dose de subjetivismo, devendo ser mantida a sentença recorrida”, destacou.

A ação foi proposta após o requerente ter seu nome incluso no SPC, mesmo sem ter contraído a divida, ou aberto conta na instituição financeira. O autor da ação explicou que no mês de outubro de 2013 foi surpreendido ao ter seu cadastro no programa ‘Minha Casa Minha Vida’ suspenso, por estar com seu nome negativado.

Segundo relato do requerente, ele ficou sabendo da existência de um financiamento em seu nome na monta de R$ 35 mil. A partir dai, pediu a inexigibilidade do débito junto ao banco, bem como a condenação do requerido ao pagamento de indenização por danos morais no importe de 40 salários mínimos, e ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios. Os pedidos fora deferidos pelo juiz de primeira instância e mantidos pelo TJMT.

Fonte http://www.24horasnews.com.br/noticias/ver/bradesco-e-condenado-por-negativar-nome-de-cliente-contemplado

Read More
MG – Leilão da folha de pagamento pode salvar 13º do Estado

MG – Leilão da folha de pagamento pode salvar 13º do Estado

Banco que comprar a folha terá pela frente uma movimentação de R$ 40,35 bilhões por ano

0Filão. Bradesco levou a folha de pagamentos da Prefeitura de Belo Horizonte por R$ 140 milhões
PUBLICADO EM 26/10/16 – 03h00

QUEILA ARIADNE
Sem dinheiro suficiente em caixa até mesmo para pagar os salários em dia, o governo de Minas Gerais parece ter encontrado a saída para conseguir arcar com o 13º. O Estado está leiloando a folha de pagamento e, segundo apurou a reportagem, espera receber cerca de R$ 1,5 bilhão, que é pelo menos metade do valor estimado para as despesas com o benefício. Hoje, os servidores recebem pelo Banco do Brasil, mas o contrato com a instituição vence em dezembro. O banco que pagar mais pelo direito de administrar a folha vai levar uma carteira de aproximadamente 632 mil clientes, que recebem algo em torno de R$ 3,1 bilhões por mês.

A assessoria de imprensa da Secretaria da Fazenda informou que, por enquanto, não há detalhes da renovação do contrato, pois a negociação ainda está em andamento. Entretanto, informações de bastidores indicam o Bradesco e o Itaú como favoritos.

Procurado pela reportagem, o Bradesco não quis comentar o assunto. Mas a instituição tem apostado na compra de carteiras de servidores públicos. Em setembro, arrematou a folha dos servidores da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) por R$ 140 milhões. São 65.592 contas, incluindo aposentados e pensionistas. O banco pagou R$ 2.134,41 pelo direito de administrar cada uma. Se o valor for o mesmo no caso do governo estadual, a venda da carteira dos servidores do Estado arrecadaria R$ 1,35 bilhão.

O Itaú Unibanco disse que somente poderá se manifestar sobre eventual interesse “se e quando o governo do Estado publicar o respectivo edital de licitação”.

O professor de contabilidade governamental do Ibmec Thiago Borges explica que, diante do rombo das contas do governo, a venda da carteira é uma ótima alternativa para pelo menos salvar o 13º. A forma de pagamento será definida em uma reunião, marcada para novembro. Na semana passado, o governador Fernando Pimentel declarou que ainda não sabia se conseguiria pagar o 13º antes do Natal.

“A situação realmente está muito crítica. O que o Estado tem recebido com a arrecadação de impostos só dá para saldar a folha de pagamento e fazer uma manutenção básica. Os programas já estão paralisados, e o governo não tem mais onde cortar gastos. Portanto, a venda dos direitos da gestão da folha de pagamento é uma estratégia viável para levantar recursos para o 13º e garantir o benefício, que é a salvação de muita gente” afirma o especialista.

O banco que comprar a folha terá pela frente uma movimentação de R$ 40,35 bilhões por ano, somente com as despesas previstas para pagamento de pessoal e encargos sociais, segundo previsões da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016.
Banco do Brasil. Questionada sobre o interesse de continuar com a folha do Estado, a instituição disse que não se manifesta sobre questões que envolvam sigilo bancário ou comercial.

BANCO DO BRASIL

Em 2007, valor pago foi R$ 1,23 bilhão
Na última vez que o Estado vendeu a folha de pagamento, em 2007, o Banco do Brasil pagou R$ 1,23 bilhão por ela. Na época, eram 541 mil servidores. É como se cada conta tivesse sido vendida por R$ 2.273. Se o negócio for fechado por R$ 1,5 bilhão, o valor de cada conta aumentará só R$ 100, sem considerar a inflação.

“Não houve valorização porque hoje a situação é diferente. O Estado é quem está desesperado para vender. O banco pode oferecer outros produtos, como empréstimos, mas os clientes também estão mais endividados”, diz o professor de contabilidade governamental Thiago Borges.

PBH

Servidores já estão trocando a conta
Quem trabalha na Prefeitura de Belo Horizonte já está sendo convocados para escolher uma agência e abrir sua conta no Bradesco. A partir de janeiro do ano que vem, os 49.760 servidores, além dos 15.832 aposentados e pensionistas, já não receberão mais os salários pelo Banco do Brasil. Entre 31 de outubro e 29 de novembro deste ano, todos já terão sido convocados para efetuarem a troca.

De acordo com publicação no “Diário Oficial do Município” (DOM) do dia 13 de setembro, o Bradesco venceu a queda de braço com o Santander e arrematou a folha dos servidores municipais por R$ 140 milhões. No começo do leilão, o vencedor teria oferecido R$ 123,96 milhões, contra R$ 124 milhões do concorrente. Mas, à medida em que os lances foram sendo feitos, o Bradesco aumentou a oferta e levou uma carteira de 65.592 servidores, que recebem mensalmente, entre salários e benefícios, cerca de R$ 335,55 milhões, segundo dados disponíveis no Portal da Transparência, referentes ao pagamento do mês de agosto.

A partir de janeiro, o Bradesco será responsável, de forma exclusiva, pelos serviços de processamento de créditos de remunerações, proventos de aposentadorias, pensões, benefícios e bolsas de estágio. Também vai gerenciar o pagamento das pensões alimentícias concedidas administrativa e/ou judicialmente, devidas aos beneficiários e aos seus dependentes, da administração direta e indireta do município de Belo Horizonte.

Read More
Bradesco avalia se vale a pena reatar com o Postal

Bradesco avalia se vale a pena reatar com o Postal


O Bradesco estuda se vale a pena desembolsar ao menos R$ 1,2 bilhão para reassumir o balcão do banco Postal, que já comandou por uma década. O negócio, avaliam fontes, tem a cara da instituição e, além disso, não estaria enquadrado na restrição do Cade. Explica-se: por levar o HSBC, o Bradesco ficou impedido de fazer compras por 30 meses. Mas depois que perdeu a parceria com os Correios para o Banco do Brasil, em 2011, o Bradesco abriu mais de mil agências para compensar o Postal. Até agora, só Bradesco e BB solicitaram o edital.
Nem me viu. O Postal foi oferecido para o mineiro BMG antes da abertura do edital de concorrência, que aceita propostas até 11 de novembro. As conversas, porém, nem chegaram em preço. O BMG viu e não quis. O mineiro se considera bem arrumado, após vender a fatia na joint venture com o Itaú Unibanco em consignado.

Fonte http://economia.estadao.com.br/blogs/coluna-do-broad/bradesco-avalia-se-vale-a-pena-reatar-com-o-postal/Economia & Negócios

Read More
Programa “Porteiro Amigo do Idoso”, do Grupo Bradesco Seguros, inicia 100ª turma

Programa “Porteiro Amigo do Idoso”, do Grupo Bradesco Seguros, inicia 100ª turma

Iniciativa pioneira, que já capacitou mais de 2 mil profissionais de portaria, chega esta semana a Santos

Começou hoje, na cidade de São Paulo, a 100ª turma do programa “Porteiro Amigo do Idoso”, iniciativa pioneira do Grupo Bradesco Seguros que visa a capacitar profissionais de portaria a oferecer soluções e cuidados adequados às necessidades de moradores idosos. Com metodologia de ensino desenvolvida pelo Senac RJ, as aulas – inteiramente gratuitas – serão realizadas no bairro República, na sede da corretora Vila Velha. Ainda nesta terça, o município de Santos – cuja população de idosos equivale a 19% do total, segundo o IBGE – recebe a primeira turma do programa. Ambas as turmas acontecem nos dias 20, 21 e 22 de setembro.

Criado em 2010, a partir de pesquisa realizada pelo Grupo Bradesco Seguros com cidadãos longevos do bairro de Copacabana, que apontou o porteiro como o “melhor amigo do idoso”, o programa “Porteiro Amigo do Idoso” está presente nos principais centros urbanos dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, somando mais de 2 mil profissionais capacitados. Na capital paulista, já foram capacitados cerca de 500 porteiros e 750 no estado, incluindo as cidades de Campinas, Ribeirão Preto e Santo André.

A metodologia de ensino inclui uma vivência para que os alunos aprendam a se colocar no lugar dos idosos. Óculos para dificultar a visão, pesos nos pés e aparelho auricular, entre outros artifícios, são utilizados de forma que os porteiros sintam as limitações da idade e reflitam sobre as dificuldades enfrentadas pelos mais velhos. Para participar do programa, o porteiro deve estar autorizado pelo síndico.

De acordo com o último censo demográfico divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, a população de idosos no Brasil (65 anos ou mais) era de aproximadamente 20 milhões de indivíduos, equivalente a cerca de 10% do total. Até 2050, a estimativa é que esse universo triplique, o que significa que, para cada grupo de dez pessoas, três serão idosas.

São Paulo

Lançado há seis anos em Copacabana, no Rio de Janeiro, o programa chegou, dois anos mais tarde, ao bairro de Higienópolis, em São Paulo. Em 2015, o programa foi expandido para o interior paulista, Minas Gerais – em Belo Horizonte e Betim – e Espírito Santo, nas cidades de Vitória e Vila Velha. Este ano, além de Ribeirão Preto, o interior do estado inclui, pela primeira vez, a cidade de Santos, que receberá três turmas entre setembro e novembro.

— Com a extensão das aulas a novos bairros e cidades, o programa “Porteiro Amigo do Idoso” passa a atingir os principais centros urbanos da Região Sudeste, colaborando para que os porteiros se tornem ainda mais amigos dos idosos e possam entender o processo de envelhecimento em todos os seus aspectos — explica Eugênio Velasques, Diretor do Grupo Bradesco Seguros.

O programafaz parte de uma série de ações desenvolvidas pelo Grupo Bradesco Seguros com o objetivo de difundir a importância da prática regular de exercícios físicos, adoção de hábitos saudáveis e difusão de conhecimento sobre envelhecimento ativo, como pilares para a conquista da longevidade com saúde, qualidade de vida e bem-estar.

O “Porteiro Amigo do Idoso” foi desenvolvido pelo Grupo Bradesco Seguros, sob a orientação do médico e pesquisador em saúde pública Alexandre Kalache, conselheiro sênior sobre Envelhecimento Global da Academia de Medicina de Nova York (The New York Academy of Medicine) e ex-coordenador de programas de envelhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS). Considerado uma das maiores autoridades internacionais em gerontologia, Kalache é consultor do Grupo Segurador para questões relacionadas à longevidade.

Pesquisa realizada pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) com os participantes do curso revelou que 86% tiveram suas expectativas superadas, 92% avaliaram o programa “Porteiro Amigo do Idoso” como ótimo e 92% o recomendariam a outros profissionais.

Fonte http://jrscomunicacao.com/2016/09/21/programa-porteiro-amigo-do-idoso-do-grupo-bradesco-seguros-inicia-100a-turma/

Read More
Rio deve quitar nesta sexta repasses de consignado

Rio deve quitar nesta sexta repasses de consignado

itau_bradesco

 

O Estado do Rio vai quitar nesta sexta-feira, 16, metade dos repasses atrasados de operações de crédito consignado tomadas por seus servidores nos bancos, conforme apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. O débito total em aberto supera os R$ 500 milhões e corresponde aos meses de março e abril, quando as contas do governo fluminense foram afetadas por arrestos. Enquanto isso, o Amapá começa a preocupar as instituições financeiras ao completar o segundo mês de atraso, segundo uma fonte.

Os bancos com maior exposição no Rio são o Bradesco, que detém a folha de pagamento, além do Itaú, que já respondeu pela folha no passado. Outras instituições como Santander e Banco do Brasil também estariam sendo afetadas, mas em menor proporção.

Recentemente, o governo do Rio, que pretendia abrir edital e arrecadar R$ 1 bilhão com a venda da folha de pagamento de seus servidores, estendeu o contrato com o Bradesco. Estado e banco assinaram um termo aditivo que ampliou até a metade de 2017 o contrato da folha de pagamento, o que representou a entrada de R$ 250 milhões aos cofres fluminenses.

No caso do Amapá, o atraso dos repasses de crédito consignado chegou a dois meses no final de agosto. O valor em aberto, conforme fonte, está em torno de R$ 40 milhões. O Estado deve os meses de julho e agosto, além de uma cifra residual de junho. A carteira total soma cerca de R$ 570 milhões.

Os grandes bancos estão entre os mais expostos no Amapá. O BB é responsável por 45% do total e já teria notificado o Estado de que considera a possibilidade, inclusive, de bloquear o convênio. Outros bancos como Bradesco, Itaú, Santander e instituições menores como o Pan (ex-Panamericano) também teriam exposição ao Amapá.

O problema de calotes ocorre em um segmento, até então, visto como de baixo risco para os bancos. Não por acaso, as grandes instituições travaram no passado disputas por folhas de pagamento de servidores públicos nos últimos anos.

Procuradas, as secretarias de Fazenda do Rio de Janeiro e do Amapá não se manifestaram. Os bancos citados também não quiseram comentar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/economia/20160916/rio-deve-quitar-nesta-sexta-repasses-consignado/413866

Read More
Bancos empurram cartão Elo e clientes reclamam

Bancos empurram cartão Elo e clientes reclamam

Cartões Elo
cartoes_elo
Cartões Elo: taxa mais alta cobrada de comerciantes pode justificar falta de aceitação
Marília Almeida Marília Almeida, de EXAME.com

São Paulo – Bradesco, Caixa e Banco do Brasil priorizam emitir cartões com a bandeira Elo, da qual são sócios, o que vem provocando queixas de clientes em sites como o Reclame Aqui.

O principal motivo de descontentamento com a bandeira, criada em 2010, é a falta de aceitação do cartão em estabelecimentos pelo país, o que provoca constrangimentos (e já gerou até memes). Surpreendidos com o cartão, clientes buscam mudar a bandeira do plástico para as líderes do mercado, Visa e MasterCard.

É o caso da professora Elza Mauricio Moreira, 61, que tinha um cartão com a bandeira Visa e aponta que o Banco do Brasil fez, sem motivo aparente, a troca para a bandeira Elo. Foi aí que começaram os problemas, conta Elza, que pede a troca do plástico ao banco para outro com a bandeira antiga.

“Percebi que o cartão não é aceito em muitos lugares. Alguns colocam cartazes, mas outros parecem disfarçar e acabam dizendo que a máquina que aceita o cartão está sem conexão. Não costumo andar com dinheiro e estou nervosa de tanto passar vergonha e ter de deixar as minhas compras no caixa”, desabafa.

Segundo estudo da consultoria especializada em varejo Boanerges & Cia, a prioridade que Bradesco e Banco do Brasil têm dado à emissão de cartões Elo explica, em parte, o avanço da bandeira no mercado, que já reúne 17,9% dos cartões de débito ativos no país. Antes, esses bancos costumavam impulsionar a emissão de cartões Visa Electron.

Mas apesar da participação da bandeira no mercado ter crescido, o número de transações registradas em cartões Elo ainda é baixo se comparado ao de concorrentes. “A falta de aceitação pode ser uma das justificativas”, diz Vitor França, consultor da Boanerges & Cia.

Procurado, o Banco do Brasil enfatiza que cabe exclusivamente ao cliente a decisão final quanto à bandeira de sua preferência e toda a rede de agências é frequentemente orientada a deixar clara a liberdade que os clientes têm em suas escolhas.

Já a Caixa diz, em nota, que “as reclamações são objeto de atuação do banco, em parceria com a bandeira, para verificar as condições de aceitação na cidade ou região indicadas pelos clientes e promover a rápida ampliação da rede credenciada”.

O Bradesco disse que segue uma estratégia de distribuição de cartões e que o cliente sempre tem a opção de solicitar o produto com a bandeira de sua preferência.

“O banco busca constantemente adotar medidas que aprimorem os serviços prestados, por isso todas as manifestações dos clientes são atenciosamente recebidas, analisadas e respondidas. Vale acrescentar que o Bradesco tem o selo RA8000 no Reclame Aqui, o que reforça o seu comprometimento com os clientes.”

Taxa alta pode ser barreira

Levantamento da Boanerges & Cia indica que a Cielo cobra uma taxa mais alta do que a média de mercado a comerciantes por cada transação com cartões de débito Elo. A cobrança poderia ser um dos obstáculos para a maior aceitação do cartão Elo até setembro do ano passado, quando a bandeira ainda era aceita somente em máquinas da Cielo.

No quarto trimestre de 2015, a credenciadora cobrava em média 1,6% nestas transações, enquanto a média do mercado era de 1,51%.
França, da Boanerges & Cia, faz a ressalva de que a taxa média é apenas um indicador, já que a tarifa varia conforme o tipo e porte do estabelecimento. “Uma credenciadora que atue em segmentos no qual as taxas são mais altas terá, naturalmente, taxas maiores”.

O comerciante William Herbert Mac Laren, 53, tem conta no Bradesco há mais de 10 anos, e sempre teve cartão de débito com bandeira Visa. Quando o seu cartão expirou, um funcionário do banco disse que o banco passou a emitir somente cartões com a bandeira Elo. William reclamou. “Como lojista, sei que o cartão não é aceito em muitos lugares porque a taxa cobrada é alta. Empurrar o cartão ao consumidor parece uma forma de pressionar os lojistas a aceitarem o cartão”.

Aceitação do cartão cresce

Desde que as regras para arranjos de pagamentos foram modificadas pelo Banco Central em setembro de 2015, a exclusividade do contrato entre Elo e Cielo foi encerrada. Desde então a bandeira passou a ser aceita também em máquinas da Getnet, Rede, BIN e Sipag.

Como consequência, a aceitação da bandeira deu um salto e praticamente dobrou, segundo dados da própria Elo. De acordo com a companhia, a rede de estabelecimentos que aceitam o cartão com a bandeira passou de 1,45 milhão em 2014 para 2,6 milhões este mês.

Ainda assim existe um espaço no mercado a ser preenchido, já que a estimativa é de que 3 milhões de estabelecimentos aceitem cartões no país, segundo informações da bandeira.

A partir de julho, o cartão da Elo também passou a ser aceito em compras no exterior por meio de uma parceria com uma rede americana. Desde então a bandeira é aceita em 185 países e mais de 39 milhões de estabelecimentos lá fora. A parceria também vale para compras em sites internacionais.

Quais são seus direitos

Ione Amorim, economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), diz que o consumidor não é obrigado a aceitar o cartão pelo qual não tenha interesse e que não tem aceitação consolidada, de acordo com o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor. “A prática é abusiva e pode ser considerada como venda casada”.

Ao realizar qualquer mudança em contratos de cartões, como troca de bandeira, por exemplo, o banco deve consultar o cliente, diz Ione.

Consumidores que se depararem com um cartão não solicitado da bandeira e a justificativa de que não pode ser trocado por outro deve registrar a queixa no Banco Central, além de sites como o Consumidor.gov.br e o Procon, que podem aplicar penalidades à instituição financeira, como multas.

Estabelecimentos que não aceitem o plástico devem deixar a informação visível de forma ostensiva e em local acessível, tanto em meios eletrônicos como ambientes físicos. “O comerciante não pode induzir o cliente a consumir e somente depois dizer que não trabalha com a bandeira. O cliente passará por uma situação constrangedora se não tiver outro meio de pagamento alternativo”, diz Ione.

Fonte http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/bancos-empurram-cartao-elo-e-clientes-reclamam

Read More
Caixa, Santander e Bradesco lideram ranking do BC de reclamações contra bancos

Caixa, Santander e Bradesco lideram ranking do BC de reclamações contra bancos

Logotipos de Bancos

A Caixa Econômica Federal, o Santander e o Bradesco são as instituições que aparecem na liderança do mais recente Ranking de Instituições por Índice de Reclamações, divulgado pelo Banco Central. No topo do ranking, referente a julho e agosto, está justamente o banco público, com índice de reclamações de 16,69. Neste caso, são consideradas as instituições com mais de 4 milhões de clientes.

Pela metodologia do BC, este índice é calculado com base no número de reclamações consideradas procedentes, dividido pelo número total de clientes do banco e multiplicado por um fator fixo (1.000.000). No caso da Caixa, foram 1.364 reclamações consideradas procedentes em julho e agosto, numa base total de 81.683.644 clientes.

Na segunda posição entre os bancos que foram alvos de reclamações aparece o Santander, com índice de 15,86 (578 reclamações procedentes e 36.438.353 clientes). Na terceira posição do ranking está o Bradesco, com índice de 15,75, resultado de 1.464 reclamações procedentes numa base de 92.939.302 clientes.

Na sequência do ranking, ainda considerando os bancos e as financeiras com mais de 4 milhões de clientes, aparecem Itaú Unibanco (índice de 15,18), Banco do Brasil (9,52), Banrisul (9,45), Votorantim (5,63), Midway (1,48), Pernambucanas (0,23) e Banco do Nordeste (0,17).

O ranking principal divulgado nesta quinta-feira, 15, que passou a ser bimestral, trouxe mudanças na forma de organização das instituições. O BC já havia informado que a base de clientes para formulação do ranking passaria a contemplar operações iguais ou superiores a R$ 200. Antes, a base era de R$ 1 mil. Ao mesmo tempo, as instituições foram organizadas levando-se em conta o parâmetro mínimo de 4 milhões de clientes.

Com isso, instituições como BMG e Banco Pan, que figuravam no ranking antigo, passaram a aparecer em outro ranking, de instituições com menos de 4 milhões de clientes. Neste caso, a liderança é do Daycoval, com índice de reclamações de 92,90. Depois aparecem CCB (88,34) e BMG (84,61).

Motivação.

Entre os assuntos que mais motivam reclamações por parte dos clientes, o campeão é a “oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada”. Ao todo, de acordo com o BC, este assunto gerou 768 reclamações com indícios de descumprimento das regras em vigor.

Na sequência dos assuntos mais reclamados aparecem “outras irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações” e, em seguida, “irregularidades relativas a operações e serviços relacionados a cartões de crédito”.

Fonte http://istoe.com.br/caixa-santander-e-bradesco-lideram-ranking-do-bc-de-reclamacoes-contra-bancos/

Read More
Banco é condenado a pagar R$ 30 mil por investigar vida financeira de gerente

Banco é condenado a pagar R$ 30 mil por investigar vida financeira de gerente

espionar

Os bancos não têm o direito de quebrar o sigilo bancário de seus empregados para investigar suas vidas financeiras. Em caso de movimentações suspeitas, o dever da instituição é simplesmente informar ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Por isso, a 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho julgou que o Bradesco extrapolou os limites impostos pela norma legal ao quebrar sigilo de um de seus gerentes e chamá-lo para prestar explicações. Para a Justiça do Trabalho, a empresa expôs a dignidade e a honra de seu empregado, pois o fato chegava ao conhecimento dos outros funcionários da agência. O banco foi condenado a pagar R$ 30 mil ao gerente.

O relator do caso no TST, desembargador convocado Marcelo Lamego Pertence, explicou que o artigo 11, incisos I e II, da Lei 9.613/98 (Lei de Lavagem de Dinheiro) dispõe que as instituições financeiras deverão informar as movimentações financeiras que apresentem “sérios indícios” do crime de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores. A Circular 3.461/2009 do Banco Central do Brasil, que fixa as regras para a prevenção e o combate às práticas de lavagem, determina que as instituições bancárias comuniquem ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) as operações superiores a R$ 10 mil feitas por seus clientes.

O relator destacou que há entendimento da Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do TST quanto à inexistência de dano moral se demonstrado que a atuação da instituição bancária se deu de forma indiscriminada em relação a seus correntistas, e na estrita observância aos dispositivos da Lei 9.613/98. “Em tais circunstâncias, a instituição age por dever legal, não se configurando conduta de caráter fiscalizador ou punitivo dirigida apenas aos empregados”, afirma a decisão.

Assim, o desembargador convocado concluiu que o banco extrapolou os limites impostos pela norma legal, “cometendo ato ilícito, violando a intimidade do empregado, causando-lhe, com essa conduta, dano moral, passível de reparação, na forma do disposto nos artigos 186 e 927 do Código Civil”.

“Além de praticar uma conduta antijurídica, ao cobrar explicações acerca de movimentações extraordinárias, o banco não adotou nenhuma medida para evitar que tal situação constrangedora fosse conhecida por outros trabalhadores da agência”, ressaltou. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.

RR-78700-51.2006.5.17.0011

Fonte http://www.conjur.com.br/2016-set-11/banco-pagara-30-mil-investigar-vida-financeira-gerente

Read More
Ceará – Cliente deve receber R$ 20 mil do Bradesco por cobrança indevida

Ceará – Cliente deve receber R$ 20 mil do Bradesco por cobrança indevida

A 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) manteve sentença que condenou o Banco Bradesco Financiamentos S/A a pagar R$ 20 mil de indenização moral para servidor público que recebeu cobrança após quitar débito. A decisão teve a relatoria do desembargador Francisco Gladyson Pontes.

Para o magistrado, “restou provado haver o servidor pago a dívida, sem que o banco-réu houvesse requerido a extinção do processo respectivo, por isso, a reparação por dano moral”.

Segundo os autos, em fevereiro de 2008, o servidor realizou empréstimo com o Bradesco para financiamento de veículo automotivo. Após a quitação da dívida, a instituição prosseguiu com uma ação de busca e apreensão, como se o empréstimo não tivesse sido pago.

Por isso, diante da cobrança ilegal, o consumidor ajuizou ação contra o banco requerendo indenização por danos morais.

Na contestação, a instituição financeira sustentou que agiu dentro do estrito dever legal. Também defendeu que o cliente não comprovou o abalo patrimonial sofrido, inexistindo assim dano a ser reparado.

Em junho de 2015, o juiz José Edmilson de Oliveira, titular da 5ª Vara Cível de Fortaleza, condenou o Bradesco a pagar R$ 20 mil de indenização moral.

Inconformados com a decisão, empresa e servidor apelaram (nº 0131265-61.2015.8.06.0001) no TJCE. O banco pleiteou ser absolvido da condenação ou a redução do valor arbitrado. Já o consumidor alegou que a quantia estipulada é desproporcional e solicitou uma indenização maior.

Ao julgar o recurso na última segunda-feira (25/01), a 3ª Câmara Cível manteve integralmente a decisão de 1º Grau, seguindo o voto do desembargador Gladyson Pontes. “Estão bem aplicados na sentença os princípios da razoabilidade e proporcionalidade a não merecer reparo o valor da condenação imposta”.

Fonte http://www.tjce.jus.br/noticias/cliente-deve-receber-r-20-mil-do-bradesco-por-cobranca-indevida/

Read More
Compra do HSBC pelo Bradesco “eleva nível de concentração bancária”

Compra do HSBC pelo Bradesco “eleva nível de concentração bancária”

A Superintendência-Geral do Cade considerou complexa a aquisição de 100% das ações do HSBC Brasil pelo Bradesco e determinou novas diligências antes de dar sua palavra final sobre o caso – que poderá ser pela aprovação ou recomendar a impugnação do negócio ao tribunal administrativo.

A medida, prevista no artigo 56 da nova Lei do Cade, é usada na prática em poucas operações de fusão e aquisição. A maioria dos Atos de Concentração, como são chamados tecnicamente, passam pela análise da SG e são aprovados sem restrições. Um ato é considerado complexo quando há potenciais efeitos danosos à concorrência do mercado.

Segundo Nota Técnica divulgada pelo Cade, “a instrução realizada até o momento pela Superintendência-Geral apontou que a operação eleva o nível de concentração bancária, gerando a necessidade de se analisar, de forma cuidadosa, a eventual propensão a aumentos de preços para os consumidores na oferta de produtos e serviços financeiros e não financeiros.”

A compra das operações do HSBC no Brasil foi anunciada em agosto do ano passado pelo Bradesco. O negócio é avaliado em US$ 5,2 bilhões. O Banco Central do Brasil aprovou a aquisição no mês passado, mas condicionou seu aval a um termo de compromisso do HSBC mantendo agências e valores de tarifas. A consumação do negócio – com uma nova estrutura de agências e de funcionários, por exemplo – só pode acontecer depois de um aval do Cade.

Instrução adicional

Nos últimos meses, a SG vem recebendo informações adicionais do HSBC, do Bradesco e dos principais concorrentes dos bancos sobre número de agências, serviços prestados aos consumidores, número de postos de trabalho que podem ser eventualmente fechados e valores de operações bancárias diversas.

Dessa forma, pretende identificar e mapear onde a fusão das operações do Bradesco com o HSBC pode ensejar uma cobrança em valor maior pelos concorrentes – uma vez que haverá menos um player no sistema financeiro – ou pelo banco resultante da fusão – já que vai deter maior poder e participação de mercado.

“Sem prejuízo de outras”, a SG determinou as seguintes diligências adicionais para analisar a aquisição do HSBC pelo Bradesco:

1 – Elaboração de um “estudo quantitativo a respeito de impactos concorrenciais decorrentes da operação”, que será feito pelo Departamento de Estudos Econômicos do próprio Cade.

2 – Requisição ao HSBC e ao Bradesco de dados que comprovem que a operação vai gerar eficiências e quais são esses ganhos para o consumidor e para as instituições financeiras.

3 – Os dois bancos poderão apresentar estudos “quantitativos e qualitativos” para auxiliar na análise e “que possam mitigar as eventuais preocupações concorrenciais identificadas pela Superintendência-Geral”

4 – A SG também vai aguardar as respostas de questionários enviados a outros bancos e instituições com questionamentos sobre o mercado bancário e as operações oferecidas por HSBC e Bradesco.

A operação foi apresentada ao Cade no dia 25 de novembro e, pela lei, o conselho tem prazo de 240 dias, prorrogáveis por mais 90 dias, para avaliação do ato. Caso ultrapasse o prazo, a operação pode seguir em frente com a união das empresas.

Ao declarar que a operação é complexa, a SG pode solicitar aumento deste prazo. Mas isso não foi feito no caso específico do Bradesco-HSBC. Na nota técnica, a SG informou que poderá solicitar a dilação do prazo mais à frente.
Operação “pró-competitiva” reforça Bradesco na alta renda

Ao notificar a operação no ano passado, Bradesco e HSBC informaram ao Cade que o negócio “não terá o condão de suscitar preocupações de natureza concorrencial”.

O argumento das instituições financeiras na versão pública do documento indica que integrações verticais dos dois bancos são “pré-existentes” e, portanto, seriam “incapazes de suscitar impactos ao ambiente concorrencial”.

A compra das ações do HSBC Brasil pelo Bradesco “propiciará benefícios agregados para os clientes”, “ao mesmo tempo em que colaborará para a dinamização do setor bancário brasileiro, que é marcado tanto pela presença de grandes players, quanto pela existência de players de menor porte e que também exercem pressão competitiva e rivalizam em certos mercados”, assinalam as instituições no documento.

Além disso, a operação pode aumentar a competitividade do Bradesco “com a melhora de indicadores de eficiência e rentabilidade”. O banco, de acordo com a notificação ao Cade, terá “ganho de escala e otimização de plataformas, com aumento da cobertura nacional, impulsionando sua presença em número de agências em vários estados, além de reforçar sua presença no segmento de alta renda.”

Fonte http://jota.info/compra-do-hsbc-pelo-bradesco-aumenta-concentracao-de-mercado-diz-cade
Por Iuri Dantas – Brasília

Read More
Lucro do Bradesco cresce para R$ 17,19 bilhões em 2015

O Bradesco anunciou na manhã desta quinta-feira (28) que seu lucro líquido cresceu para R$ 17,19 bilhões em 2015, um aumento de 14% em relação aos R$ 15,08 bilhões registrados no ano anterior.

No quarto trimestre, os ganhos também cresceram em relação ao três meses anteriores. De R$ 4,12 bilhões, o lucro passou para R$ 4,35 bilhões, alta de 5,6%.

No final do ano passado, a carteira de crédito expandida do Bradesco somou R$ 474,0 bilhões, mostrando estabilidade em relação ao trimestre anterior. As micro, pequenas e médias empresas e as grandes empresas registraram queda de 1,2% e de 0,8%, respectivamente. Já a pessoa física cresceu 1,7% no período.

O índice de inadimplência das operações com atrasos superiores a 90 dias, aumentou, principalmente, em função do menor ritmo de crescimento da carteira de crédito e pelo processo de desaceleração da atividade econômica. De setembro para dezembro, a taxa subiu de 3,81% para 4,06%.

No 4º trimestre de 2015, a despesa de provisão para devedores duvidosos chegou a R$ 4,192 bilhões, uma alta de 8,8% frente ao 3º trimestre, “devido, em boa parte, à inadimplência no período, decorrente, principalmente, da desaceleração da atividade econômica”, diz o balanço.

Fonte http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2016/01/lucro-do-bradesco-cresce-para-r-1719-bilhoes-em-2015.html

Read More
Pará & Amapá – Bradesco terá que pagar R$ 1 milhão por dano moral coletivo

O Ministério Público do Trabalho informou que o Bradesco terá de pagar indenização de R$ 1 milhão, por dano moral coletivo, por uso de funcionários administrativos no transporte de valores, em vez de profissionais habilitados. A sentença, em primeira instância (para a qual cabe recurso), é da 10ª Vara do Trabalho de Belém, em ação civil do MPT. O banco também fica proibido de contratar policiais militares para a atividade, sob pena de multa de R$ 50 mil por trabalhador contratado nessa situação.

Segundo o MPT, o Bradesco foi processado em maio do ano passado, após comprovação de denúncia do Sindicato dos Bancários do Pará e do Amapá. A entidade chamava a atenção para a morte de um policial e o ferimento de um funcionário do banco, baleado de raspão, durante tentativa de assalto no transporte de valores, em junho de 2011, entre os municípios de Abaetetuba e Muaná, no Pará.

Além disso, informa o MP, em fevereiro do ano passado um gerente foi interceptado em barreira da Polícia Federal quando transportava R$ 60 mil em uma pasta de plástico – episódio que resultou em um auto de infração por parte do Ministério do Trabalho e Emprego. “Com a sentença, o Bradesco também deverá divulgar a decisão, conforme pedido do MPT, em todos os seus quadros de aviso, inclusive nas agências, pelo prazo mínimo de um ano, sob pena de multa”, diz o Ministério Público.

Fonte Rede Brasil Atual
Fonte http://www.vermelho.org.br/

Read More
Rondônia – Justiça condena Bradesco e Santa Marcelina se beneficiará com R$ 70 mil

O banco foi sentenciado ao pagamento de indenização por dano moral individual e coletivo; cliente receberá R$ 30 mil, totalizando cem mil reais em condenação

Porto Velho, RO – O juiz de direito Jorge Luiz dos Santos Leal, da 1ª Vara Cível em Porto Velho, tem sido duríssimo ao condenar empresas que prejudicam repetidamente seus clientes pelo mesmo motivo.

Desta vez o magistrado condenou o banco Bradesco ao pagamento de indenização, a título de danos morais individual e coletivo, no valor de R$ 100 mil. R$ 30 mil para a cliente lesada e outros R$ 70 mil para o Hospital Irmãs Marcelina. Cabe recurso da decisão.

Cláudia de Souza, a cliente, propôs a ação alegando que ao realizar compras no comércio da capital emitiu dois cheques. Disse ainda que ao serem apresentados os cheques no dia 10 de outubro de 2012, o Bradesco informou que não havia fundos. Cláudia afirmou que a devolução dos cheques causou estranheza, eis que o banco, de acordo com ela, tinha obrigação de fazer o pagamento.

A cliente ainda disse que no dia 14 do mesmo mês e ano o credor dos cheques os apresentou novamente, e estes foram novamente devolvidos, salientando que na data da segunda apresentação, possuía crédito suficiente para o pagamento das cártulas, tendo em vista que houve transferências por parte de sua irmã, que cobriam na integralidade o valor dos cheques depositados. Em razão disso, teve seu nome negativado.

O juiz disse que o Bradesco limitou-se a alegar a inexistência de danos morais. E mesmo depois de intimado para trazer comprovação das transferências e compensações ocorridas, deixou de se manifestar.

Condenação para mudar postura das empresas

‘Este processo deve servir de paradigma para a empresa ré mudar a sua posição quanto à questão de atendimento ao público e, por isso, deverá ser fixado um valor que tenha significativo peso. Por isso, fixo o valor da indenização em R$ 100.000,00’ enfatizou Leal.

Ainda foi destacado pelo juiz que esse tipo de causa é de grande repercussão em Rondônia, onde há, segundo ele, muitas ações sobre o mesmo assunto e, diante disso, se faz necessária a tomada de medidas claras quanto ao assunto.

R$ 70 mil para Santa Marcelina

Ao arbitrar os valores, Jorge reiterou a importância do Hospital Irmãs Marcelina:

‘Por isso, a fim de atender à orientação pacificada no STJ de que o valor deve servir de forma ponderada entre intensidade da ofensa, capacidade econômica do ofensor e condições pessoais da vítima, vejo que devem ser destinados R$ 30.000,00 à autora e R$ 70.000,00 em favor do Hospital Santa Marcelina, entidade que tem prestado serviço público relevante em defesa da população menos favorecida pela fortuna. Destaco que essa parcela deve ser reconhecida como dano social ou dano moral coletivo, diante da evidência de que a empresa ré, assim como todos os outros bancos, têm agido da mesma forma, causando danos aos consumidores’, destacou.

http://www.rondoniadinamica.com/uploads/santamar.pdf

Fonte http://www.rondoniadinamica.com/

Read More
Clientes de bancos gastam mais com tarifas e serviços e menos com crédito

Levantamento é baseado nos resultados consolidados das grandes instituições financeiras

Maiores custos fazem parte dos pacotes que os bancos oferecem para os clientes

Os resultados consolidados das grandes instituições financeiras até o terceiro trimestre deste ano mostram que o crédito não está mais caro mesmo com a escalada da taxa Selic, mas o brasileiro está gastando mais com tarifas e serviços bancários.

Na média, a receita com crédito das quatro maiores instituições do País, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander, cresceu apenas 0,05% nos nove primeiros meses do ano, segundo dados consolidados pela Austin Rating, e só não teve um decréscimo em função do forte aumento da carteira de empréstimos do Banco do Brasil. Já a receita com serviços cresceu na média 12%, com o Itaú Unibanco registrando o maior crescimento no período.

Os bancos não conseguiram acompanhar a forte escalada dos juros futuros e por isso mesmo estão revisando para baixo as projeções que fizeram para o ano. Isso significa que os ‘spreads’, a diferença entre o que o banco paga para ter o dinheiro e o quanto cobra para emprestá-lo a seus clientes, continuam caindo.

Alguns analistas entendem que as instituições financeiras não vislumbraram que os juros subiriam tanto e estão perdendo com o descasamento entre os empréstimos que concederam e o aumento de seus custos de captação.

Essa foi a explicação dada pelo Banco do Brasil, na semana passada quando divulgou seus resultados do terceiro trimestre, para revisar suas expectativas pela segunda vez no ano.

No Bradesco, a explicação para a revisão das projeções foi a redução do ritmo de crescimento do crédito. O banco previa ter margens maiores entre 4% a 8% e agora estima um crescimento máximo de 3%.

Fonte http://www.d24am.com/

Read More
Bancos acirram disputa no mercado de cartões de crédito com lançamentos

Setor cresce a taxas de 15% ao ano, movimentou R$ 724,3 bilhões em 2012 e deve girar R$ 833 bilhões em 2013

Bandeiras próprias, reformulações de redes e investimentos em ampliações são algumas das armas utilizadas por grandes bancos — como Itaú Unibanco, Bradesco e Santander — no lucrativo mercado brasileiro de cartões. No centro da disputa, cada vez mais acirrada, está um setor que cresce a taxas de 15% ao ano, movimentou R$ 724,3 bilhões em 2012 e deve girar R$ 833 bilhões este ano. No primeiros semestre foram R$ 384 bilhões no país, uma alta de 17% sobre o mesmo período de 2012, de acordo com dados da Associação Brasileira de Cartões (Abecs).

Os números dos balanços dos dois maiores bancos privados do país dão uma boa medida desse movimento. No Bradesco, 35% de suas receitas com serviços no terceiro trimestre vieram da área de cartões, enquanto as tarifas cobradas pela manutenção das contas correntes representaram 18%. Já no Itaú Unibanco, que incorporou os 50% da Redecard que estavam nas mãos do Citi, 40% da receita com serviços vieram dos cartões, ao passo que a arrecadação com as tarifas de conta representaram 19% do total.

O lançamento da bandeira Hiper e a reformulação da Redecard, rebatizada de Rede, movimentos feitos recentemente pelo Itaú Unibanco, esquentaram a guerra. Do outro lado do front está o Bradesco com a Elo e a Cielo — respectivamente a bandeira e a rede de cadastramento e captura das transações das maquininhas nas lojas (chamada de adquirência). Na empreitada, o Bradesco tem como sócios no negócio a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

Além do potencial de negócios, a opção dos maiores bancos do país por bandeiras próprias de cartões é parte da estratégia de elevar as receitas com serviços, já que as operações de crédito tendem a render menos com a perspectiva de taxas de juros menores no país e a preferência por linhas de crédito mais conservadoras, para fugir da inadimplência.

De olho nas classes emergentes

— Os bancos têm remuneração em toda a cadeia do cartão, desde a cobrança de aluguel da máquina e da antecipação dos pagamentos aos estabelecimentos comerciais, até a taxa de juros do rotativo cobrada dos clientes. Com o padrão de menos risco adotado pelos bancos no crédito, é preciso gerar ganhos em outras fronteiras — explica Luís Miguel Santacreu, analista de bancos da Austin Rating.

Com as bandeiras próprias, os maiores bancos nacionais — que pagam royalties quando emitem cartões das bandeiras internacionais, como Visa, Mastercard e American Express — miram as novas classes emergentes e ampliam as margens nos seus negócios. Atualmente, a posse de cartões é mais representativa nos extratos sociais mais altos. De acordo com a Abecs, nas classes A e B, 90% das pessoas têm cartão; na classe C, são 70%; e nas D e E, são 42%.

— Existe um espaço de crescimento muito grande. Há uma oportunidade enorme de capturar receita, que será disputada pelos bancos — afirma Marcos Bader, diretor-geral do Bradesco Cartões.

Nem no Bradesco nem no Itaú Unibanco é preciso ser correntista para adquirir cartão das bandeiras nacionais. As duas instituições também fazem questão de frisar que os cartões Elo ou Hiper não são necessariamente para as classes C, D e E. Mas compartilham da estratégia de converter as taxas de anuidade do plástico (R$ 10 mensais) em crédito para celular pré-pago.

— Inicialmente, a oferta que pensamos é para rendas média e baixa. E também é um produto que tem apelo aos não bancarizados — conta Marcos Magalhães, diretor de cartões do Itaú Unibanco.

Vale refeição agora com chip

Não por acaso, o Santander também está negociando para aumentar sua participação, hoje de 50%, na processadora de transações GetNet. O presidente do banco, Jesus Zabalza, diz que “quer um percentual muito elevado” da empresa, “quase total”.

A bandeira Elo, do Bradesco, chegou ao mercado em 2011 e não é limitada às operações de crédito, como a Hiper, do Itaú Unibanco. Há cartões de débito e pré-pagos também. Com abrangência maior, o banco já conseguiu uma base de 30 milhões de clientes usando a bandeira.

A estudante de administração e recepcionista Camila Ribeiro, de 22 anos, é uma das usuárias da Elo. Ela teve seu cartão de refeição, o Visa Vale, substituído por um Elo, sem que solicitasse. A surpresa foi bem-vinda.

— Agora meu cartão tem chip, o que é mais seguro. Além disso, percebi que aumentou a quantidade de lugares em que eu posso passar o cartão. A cantina da faculdade, por exemplo, agora aceita meu vale — disse a jovem.

A participação de mercado é disputada. Segundo a Abecs, das transações feitas ao longo do ano passado, 54% foram feitas pela Cielo, 40% pela Redecard e 6% pela GetNet.
Fonte O Globo
Fonte http://correiodopovo-al.com.br/

Read More
CEBDS sugere parceria entre microcrédito e microsseguros

Estudo faz diagnóstico e mostra potencial de crescimento e alguns gargalos para ampliar viabilidade de negócios

O principal presente para comemorar os 40 anos do microcrédito no Brasil foi aliar o microsseguro ao projeto de inclusão financeira. Essa é uma das revelações do lançamento da publicação “Microfinanças: Microcrédito e Microsseguros no Brasil”, pela Câmara Temática de Finanças Sustentáveis do Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

Cerca de US$ 25 bilhões são operados pelo setor de microfinanças no mundo, capazes de atender a 100 milhões de clientes, que representam apenas 10% da demanda total, por meio da ação de cerca de 10 mil instituições, com natureza e qualidade heterogêneas. Microcrédito é o crédito de pequeno valor fornecido por instituições financeiras ou organizações a pessoas físicas e jurídicas. Microfinanças são uma das soluções para o problema da falta de acesso das camadas mais pobres aos produtos e serviços financeiros. O termo é uma evolução do conceito de microcrédito, englobando também os demais serviços financeiros que podem ser fornecidos pelas instituições, incluindo não só o crédito, como também poupança, microinvestimentos e o microsseguro.

No Brasil, apesar de o primeiro registro de microcrédito ter quatro décadas, as operações financeiras voltadas para a população mais carente só começaram a ganhar corpo nos últimos dois anos com incentivo recente do governo. O Banco Central prevê, desde 2011, o direcionamento de, no mínimo, 2% dos saldos dos depósitos à vista captados pelas instituições financeiras para operações de crédito destinadas à população de menor renda.

“O nosso objetivo foi fazer um diagnóstico, mostrar o potencial de crescimento e apontar alguns gargalos que precisam ser solucionados para ampliar a viabilidade financeira desse modelo de negócios, garantindo que os benefícios sejam expandidos a todos os envolvidos no processo”, disse Marina Grossi, presidente do CEBDS. Está claro para toda a equipe que as instituições financeiras precisam de um segundo momento para focar as discussões nos gargalos detectados neste estudo e assim traçar novas estratégias. Ficou claro também que o seguro é uma forma efetiva de manter as pessoas que ascenderam para as classes C e D no patamar social conquistado nos últimos anos.

A CNseg começou a estudar microsseguros em 2006 e a primeira constatação foi que a vulnerabilidade das pessoas das classes C e D faz o seguro um instrumento importante, pois traz proteção, conta Maria Elena Bidino, diretora da CNseg. “Nós do mercado segurador temos um olhar muito otimista para os microsseguros e esta publicação mostra que os setores estão progredindo. Há muito a fazer, mas estarmos no caminho certo. Precisamos nos aproximar para que esta troca possa ajudar o setor e a população”, comentou durante o talk show realizado nesta terça-feira para o lançamento do estudo, na nova sede da Allianz.

Ueliton Rolim, do Santander Microcrédito, que há 14 anos atua com microcrédito, afirma que o grande desafio de todos é ter uma maior interação para poder atender a uma imensa parcela da população. “Estamos falando de pessoas que sempre trabalharam atendendo famílias e empresas. Agora elas, que sabem o que é satisfazer o clientes, querem ser bem atendidas”, afirmou o agente de crédito do Santander, banco atingiu o ponto de equilíbrio da operação há apenas dois anos, após 12 anos de tentativas entre acertos e erros em projetos de inclusão financeira.

Hoje, o Santander conta com 300 mil clientes, com tíquete médio de crédito de R$ 2 mil, e já atingiu a marca de R$ 2 bilhões em microcrédito concedidos nos 14 anos de operação, informou Rolim. Segundo o Santander, a adimplência é da ordem de 95% e o indicador de inadimplência para mais de 90 dias está na casa dos 2%. O Banco Central informa que a taxa média de mercado é algo em torno de 5%, o que confirma o bom direcionamento e a relação de confiança com os clientes.

De acordo com o agente de crédito, a parte mais sensível e trabalhosa é o atendimento pós-crédito. “Se esse trabalho não for feito, é como dar um tiro no pé. O crédito é dado a um cliente com base apenas na apresentação de CPF, RG e comprovante de endereço. Se não houver o contato com o cliente, ele pode sequer receber o boleto para pagar a dívida”, informou.

Além de ressaltar a importância do investimento na educação financeira dos agentes, Rolim destacou a contenção de custos como prioritário para ter uma operação de microcrédito no azul. “Tem de ter escala e agentes de crédito preparados para ter eficiência por se tratar de uma operação marcada pelo baixo custo. “É preciso investir no agente de crédito para levar o produto ao cliente”, frisa o agente de crédito do Santander.

Cláudio Boechat, professor da Fundação Dom Cabral, que conduziu o talk show, afirmou que a não interatividade entre as principais instituições e agentes envolvidos no microcrédito e microsseguros pode levar o pais ao fracasso. “Uma estrutura mais eficiente de microcrédito e microsseguro evita o voo de galinha, ou seja, o sobe e desce da economia, um ciclo nefasto para a consolidação dos empreendedores. O grande sonho de uma instituição de ensino, como a Dom Cabral, é que o mercado financeiro seja o grande palco do avanço desses microempreendedores”.

Questionada sobre qual a função do microsseguro nesse cenário, Maria Elena destacou a importância das instituições financeiras se tornarem parceiras. “O seguro ajuda na mitigação de risco e também no pagamento da indenização para ajudar o cliente a repor um bem perdido com um acidente ou dar apoio à família em caso de perda de um dos membros mantenedor. Sem o seguro, a situação desse microempreendedor será ainda pior do que no início, pois ele estará devendo ao banco”, analisou.

Após se confirmar a importância da parceria entre as instituições, o estudo revela que há muitos desafios. “Sabemos que precisamos ter uma estratégia diferenciada com esse público com pouco ou nenhum conhecimento de seguro. Precisamos aperfeiçoar alguns mecanismos regulatórios e pensar em estratégias diferentes, desde a criação do produto, passando pela linguagem mais adequada para nos comunicarmos com essas classes sociais, até o treinamento de profissionais qualificados para a abordagem do cliente”, enfatiza Maria Elena.

Conforme a Caixa, para o cidadão que é excluído financeiramente, as dificuldades para lidar com dinheiro são maiores, quer seja para receber, guardar, transportar, investir ou simplesmente repassá-lo a terceiros, e os integrantes das classes econômicas D e E têm ainda maior dificuldade para sair da pobreza.

O Itaú Unibanco concorda com essas dificuldades, e acredita em “uma concessão de crédito consciente e sustentável para empreendedores de baixa renda, formais ou informais, bancarizados ou não”. O Bradesco reforça ainda que mudanças sociais, como a elevação do poder aquisitivo da população brasileira, aumentam a necessidade de acesso ao sistema financeiro. Conforme pesquisa do Ibope, são 52,8 milhões de brasileiros acima de 16 anos sem qualquer vínculo bancário em 2013, conta o estudo.

Microsseguro: potencial de US$ 40 bi no mundo – A Allianz, uma das maiores empresas de seguros do mundo, define microsseguro como a proteção contra riscos da vida especificamente para pessoas de baixa renda em países em desenvolvimento e mercados emergentes, com produtos e processos customizados para esse público. A Susep vai além dessa definição, diferenciando seguros populares, que são de pequenos valores, mas podem ser adquiridos por qualquer pessoa, de microsseguros, direcionado para necessidades específicas de famílias de baixa renda, informa a publicação.

Esse grupo de pessoas de baixa renda seria representado por aqueles que vivem com mais de US$ 1,25 e menos de US$ 4,00 por dia, totalizando no mundo aproximadamente 2,6 bilhões de pessoas. Aqueles com menos de US$ 1,25 por dia seriam os extremamente pobres, e devem ser auxiliados por programas sociais, e aqueles com mais de US$ 4,00 poderiam usar os produtos tradicionais de seguro. O microsseguro tem um potencial de US$ 40 bilhões em prêmios por ano.

O estudo ressalta que os microsseguros devem garantir premissas: benefícios sociais e benefícios empresariais. Nos primeiros, há a possibilidade de proteger pessoas vulneráveis por sua condição econômica, possibilidade de expandir a inclusão financeira e proteger lucros e rendas ganhas com grande esforço. O microsseguro permite que o progresso social ocorra com menos riscos. Por outro lado, para os negócios, é o direcionador de inovações, sendo sempre eficiente economicamente, melhora a marca da organização e gera lucros razoáveis, ainda que não sempre significativos. Mais importante, as pessoas beneficiadas com microsseguros e que melhorarem economicamente passarão a consumir produtos tradicionais, que geram importantes lucros para as organizações.

No Brasil… – Ainda que no Brasil já existissem seguros populares, ou de baixo valor, oficialmente o microsseguro passou a existir em 2012 com a publicação das circulares Susep 439 a 444. Essas normas estabeleceram regras para os produtos de microsseguros, que seriam definidos em razão de seu público- alvo, que deve ser mensurável e preciso. Conforme o Grupo Bradesco Seguros, os produtos antes das normas eram seguros com prêmios baixos, mas eram produtos de prateleira, ou seja, nada impedia que fossem adquiridos por pessoas não enquadráveis na categoria de baixa renda.

Em 2012, a Susep iniciou a regulação dos microsseguros no Brasil e apenas em 2013 os primeiros produtos foram aprovados. A legislação de microsseguro veio modificar os conceitos aplicados na medida em que as empresas passam a ofertar produtos para um público-alvo específico e de acordo com regras feitas tão somente para esse tipo de seguro. Segundo a Bradesco Seguros, “a atuação no mercado de seguros para a baixa renda é uma resposta natural ao espectro de renda que compõe a base de clientes da Organização Bradesco, como pode ser verificado a partir dos relatórios anuais da administração. Adicionalmente, é filosofia da Organização Bradesco priorizar o crescimento orgânico e incorporar parcelas da população ainda não formalmente inseridas dentro do mercado financeiro e securitário”.

Antes mesmo da regularização do mercado de microsseguro, alguns bancos e grupos já possuíam produtos voltados para as classes menos favorecidas, como o Primeira Proteção Bradesco, ou o PASI, do Grupo BB e Mapfre. O Primeira Proteção Bradesco, criado em 2010, foi lançado como piloto nas comunidades da Rocinha (Rio de Janeiro) e Heliópolis (São Paulo). A partir daí e até o final de 2012, o volume acumulado de vendas foi superior a 2,15 milhões. O Grupo BB E Mapfre foi um dos precursores com o lançamento do PASI. Desde então, foram lançados outros produtos com essas características, como o CrediAmigo, Agro Amigo, Proteção Financeira, Vida Protegida e Premiada e Conta Protegida Telefônica, entre outros. Mas somente em 2012 o grupo recebeu autorização da Susep para operar no ramo de microsseguro no território nacional.

Nesse momento, foi lançado o Mapfre Decessos Você Tranquilo, destinado inicialmente aos moradores da comunidade do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, que, segundo o Censo IBGE de 2000, ocupa o último lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da capital carioca. O BB Microsseguro Proteção Pessoal. Comercializado pelo Banco do Brasil desde maio de 2013, o produto é voltado para clientes com renda até R$ 3 mil.

Segundo o estudo, o Banco do Brasil foi a primeira instituição bancária do mercado a comercializar o produto nos moldes aprovados pela Susep. A Bradesco Seguros foi igualmente pioneira: foi a primeira seguradora a ter um produto de microsseguro aprovado pela Susep, o Microsseguro Bradesco Proteção em Dobro, seguro residencial e de acidentes pessoais, acrescido de assistência funeral como adicional. O produto está na fase final de seu piloto em comunidades no Rio de Janeiro e em São Paulo: Cidade de Deus, Rocinha, Rio das Pedras, Santo Cristo e Heliópolis – sendo que o primeiro bilhete foi comercializado na Rocinha em maio de 2013. A comercialização será expandida a agências do Bradesco situadas em áreas de baixa renda em todo o território nacional.

O Itaú Unibanco oferece um seguro para proteger o crédito e a família do empreendedor, semelhante ao oferecido pela Allianz. Caso algum imprevisto como morte ou invalidez permanente total por acidente impeça o microempreendedor de trabalhar, o seguro cobre o pagamento das parcelas restantes, oferece uma assistência funeral e auxílio-alimentação.[3]

Entre os patrocinadores do estudo temos Bradesco, Bradesco Seguros, Santander, Allianz, Banco do Brasil, Mapfre, Caixa, Itaú e governo federal. O estudo completo pode ser acessado no link http://www.cebds.org.br/media/uploads/microfinanças.pdf.

Fonte http://www.segs.com.br/

Read More
Grandes bancos priorizam crédito menos arriscado

As três maiores instituições financeiras privadas do País, donas de mais de 30% dos ativos totais do sistema, estão mais seletivas na concessão do crédito e registram crescimento em ritmo mais lento até agora do que em anos anteriores. As carteiras do Bradesco, Itaú Unibanco e Santander cresceram em média 6%, em nove meses até setembro, e 10,5% em doze meses.

Os bancos têm focado principalmente em linhas como as de crédito consignado, em que o trabalhador penhora seu salário, e imobiliário, em que os imóveis são dados em garantias.
Para as grandes empresas, o crédito continua sendo ofertado, mas pequenas e médias tiveram redução de linhas em alguns bancos. Esse movimento reflete o movimento dos bancos privados em manter o retorno a seus acionistas apesar da queda dos spreads (os ganhos com a diferença entre as taxas de juros e as efetivamente cobradas no empréstimo). Eles estão usando o tripé de crédito mais seletivo, redução da inadimplência e corte de despesas para manter lucratividade.
Juntas, as três instituições lucraram neste ano R$ 25 bilhões, segundo mostram os balanços até o terceiro trimestre. Enquanto Itaú e Bradesco tiveram lucros maiores, o banco Santander registrou uma queda de 9% em nove meses, mas está tentando se reestruturar e cortar fortemente as despesas desde que seu novo presidente, Jesús Zabalza, chegou ao Brasil, em junho deste ano.
O banco espanhol teve forte pico de inadimplência no primeiro e segundo trimestres deste ano, mas conseguiu reduzi-la com um programa de renegociação, que dobrou sua carteira de recuperação de ativos. No ano, a queda é de 0,2 ponto, mas em alguns segmentos chegou a registrar queda de dois pontos em seis meses. A maior queda de inadimplência (atrasos de 90 dias) do ano se deu no Itaú, com 0,9 ponto porcentual no ano. No Bradesco, a queda foi de 0,5 ponto.
Carros
Um ponto em comum entre as instituições foi a redução do financiamento de automóveis, depois de terem visto a inadimplência crescer há dois anos. No caso do Itaú, os empréstimos giravam em torno de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões por mês e caíram para R$ 1 bilhão neste último trimestre. Segundo o diretor de relações com investidores do banco, Rogério Calderon, a instituição, que antes financiava 100% dos automóveis, passou a financiar apenas 75%. “O cliente fica mais comprometido com o pagamento e esperamos voltar a crescer no segundo semestre de 2014”, diz Calderon. Da mesma forma, o banco espera voltar a crescer no crédito para pequenas e médias, desde que baseadas em recebíveis.
O diretor do Bradesco, Luiz Carlos Angelotti, explica que a inadimplência teve uma forte alta no fim de 2011 em função da crise na Europa e de um cenário de crescimento menor da economia. Esse não é mais um cenário com que o banco trabalha até o próximo ano e por isso tem a expectativa de que a inadimplência continue controlada. De qualquer forma, não vê a retomada do crédito como nos anos anteriores, quando chegou a crescer mais de 20%. A carteira de crédito de pequenas e médias empresas do Bradesco foi um dos destaques, com crescimento de 12% – mas puxado pelas médias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte Agência Estado – Josette Goulart

Read More