Em 9 dias, fraude em posto bancário desviou mais de R$ 500 mil, diz polícia

Em 9 dias, fraude em posto bancário desviou mais de R$ 500 mil, diz polícia

Quantia equivale a 800 boletos que deveriam ter sido pagos este mês.

Nova proprietária teria usado cofres da empresa para esconder dinheiro.

Thays Estarque – Do G1 PE


Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri) investiga fraude (Foto: Artur Ferraz/G1)
Em apenas nove dias, uma ação fraudulenta em uma correspondente bancária no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, desviou mais de R$ 500 mil dos moradores do distrito de Ponte dos Carvalhos. A quantia equivale a 800 boletos que deveriam ter sido pagos no início deste mês, de acordo com a Polícia Civil.
Em depoimento, na manhã desta terça-feira (27), a dona do posto de pagamentos alegou que também foi engada. Segundo o delegado de repressão ao estelionato, Rômulo Alves, ela repassou o ponto comercial devido problemas financeiros, mas não formalizou o contrato. A nova proprietária teria usado dois dos três cofres do estabelecimento para esconder o dinheiro entregue pelos clientes.

De acordo com o delegado, a dona do estabelecimento tinha a autorização para atuar como correspondente bancária do Banco do Brasil há dois anos. Em agosto deste ano, no entanto, ela resolveu anunciar a correspondente em um site de comercio virtual.
“Foi quando surgiu uma mulher, dizendo que era da Paraíba. Ela se interessou pelo negócio e queria conhecer a empresa. Inclusive, esteve no Recife três vezes. Na última, efetuou um pagamento de R$ 20 mil e apresentou uma minuta de um contrato. Nele, garantia que pagaria o restante, R$ 15 mil, em 30 dias”, afirmou o delegado.
Delegado Rômulo Alves (Foto: Thays Estarque/G1)
Dona foi ouvida pelo delegado Rômulo Alves na
manhã desta terça-feira (Foto: Thays Estarque/G1)
A partir desse acordo informal, a suspeita já começou a atuar como nova proprietária. Ela teria proibido que os funcionários mantivessem qualquer vínculo com a antiga dona.
“Essa nova proprietária disse aos funcionários que estaria implantando um novo sistema. Além de operar com o Banco do Brasil, trabalharia com o Santander”, relatou o delegado. Ele disse que a mulher ainda imprimia falsos comprovantes com a logomarca do Santander. “Ela deixou apenas uma máquina do sistema antigo para não levantar suspeitar e esses dois outros caixas guardavam o valor dos pagamentos para ela”, completou.
A fraude foi praticada entre os dias 8 e 17 de setembro. Rômulo Alves ainda aguarda alguns dados da delegacia do Cabo de Santo Agostinho, que recebeu as denúncias, informando quantas pessoas foram lesadas. Na última sexta-feira (23), uma fila de denunciantes se formou na porta da delegacia.

O crime só foi descoberto na manhã da segunda-feira (19) com a chegada dos funcionários. “A correspondente estava de portas fechadas e com uma placa de ‘greve’ para despistar. Aos poucos, foram surgindo pessoas alegando que seus boletos não haviam sido pagos”, comentou o delegado.
A suspeita ainda levou os computadores, os três caixas e as câmeras do circuito interno de vigilância. “Vamos analisar as câmeras de outras lojas para tentar identificar a mulher, já que os dados que foram passados para a dona são falsos”, observou Alves. População faz fila em delegacia para denunciar suposta fraude bancária
O esquema foi tão bem elaborado que, segundo o delegado, a nova proprietária chegou a pendurar cartazes, anunciando que havia incluído o sistema do Santander. Ela recebia ajuda de um homem, identificado como seu namorado. Ele era responsável por recolher a quantia dos cofres no fim do dia.

“Já descobrimos uma fraude similar em Natal [RN]. Tudo leva a crer que se trata do mesmo casal, mas ainda não podemos precisar”. A polícia trabalha com a hipótese de uma quadrilha especializada nesse tipo de golpe. [Veja vídeo acima]

Caso sejam localizados, os dois responderão pelos crimes de estelionato, falsificação de material e uso de documentação falsa. Como a antiga dona ainda estava em via de negociação, ela não chegou a firmar o contrato e nem a comunicar o banco da transação. “Ela defende que faria isso só quando recebesse os R$ 15 mil”, conclui Rômulo Alves.

Por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa em Pernambuco, o Banco do Brasil informou que “apura o caso junto ao correspondente para tomar as providências cabíveis e que vai colaborar com as investigações da polícia”. O banco Santander enviou uma nota na qual afirma que “não mantém relação comercial com o correspondente bancário citado pela reportagem” e que “sua marca foi utilizada indevidamente e todas as medidas cabíveis serão tomadas”.

Fonte http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2016/09/em-9-dias-fraude-em-posto-bancario-desviou-mais-de-r-500-mil-diz-policia.html

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