Volume de crédito bancário cresce menos em outubro, informa BC

Em outubro, estoque subiu 0,5%, contra alta de 0,8% no mês anterior.

Pessoas físicas procuram menos cheque especial e cartão de crédito.

O volume total de crédito bancário subiu 0,5% em outubro, para R$ 2,6 trilhões, o que representa uma desaceleração frente ao crescimento de 0,8% registrado no mês anterior, informou o Banco Central nesta quinta-feira (28).
A expansão do crédito em outubro também ficou abaixo da média dos últimos doze meses, informou a autoridade monetária. Com isso, o crédito das instituições financeiras, na proporção com o Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,1 ponto percentual, para 55,4%, no mês passado.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, o crescimento menor do crédito bancário em outubro está relacionado com alguns fatores, como a greve dos bancos, que se estendeu até o dia 11 de outubro, além da alta dos juros bancários e, também, do dólar – fator que encarece o endividamento atrelado à variação da moeda norte-americana.

Procura menor por crédito mais caro
Os números do Banco Central mostram que, após procurar um crédito mais caro em setembro (cheque especial e cartão de crédito rotativo – modalidades pré-aprovadas), por conta da greve dos bancários, essa demanda diminuiu no mês passado.
O volume do crédito do cheque especial, por exemplo, subiu 0,4% em outubro – após avançar 4,3% em setembro. O mesmo aconteceu com a procura pelo crédito do cartão de crédito rotativo. Em setembro, o estoque de financiamentos desta modalidade havia avançado 2,8%. Já no mês passado, houve queda de 2,2%. O cheque especial e o cartão de crédito rotativo estão entre as modalidades de crédito mais caras do mercado para pessoas físicas.
Ao mesmo tempo, o volume do crédito consignado (com desconto em folha de pagamentos), uma das modalidades com taxas mais baixas para pessoas físicas, continuou crescendo em outubro. No mês passado, o estoque de crédito desta modalidade subiu 1% – o mesmo percentual de setembro. No crédito consignado, o trabalhador precisa ir nas agências bancárias para contratar o financiamento.
“Não se pode afirmar com certeza que é isso, mas é natural pensar que aquele indivíduo que estava propenso a tomar um empréstimo no início do mês [de outubro] tenha feito depois [do fim da greve]. Os dias posteriores ao fim da greve podem ter tido uma concentração maior de concessões [de crédito]”, avaliou Maciel, do Banco Central.

Fonte Do G1, em Brasília – Alexandro Martello

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Contrariados, bancos estatais brasileiros desaceleram crédito em 2014

Pela 1ª vez em cinco anos, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal estão pessimistas

O calendário de Basileia 3 estabelece que, de 2016 a 2019, a exigência do piso de capital subirá gradualmente até 13%, ante os atuais 11% exigidos pelo Banco Central brasileiro.

Uma das principais ferramentas dos bancos para reforçar o patrimônio líquido é a retenção de lucros, mas a pressão do governo federal desde o ano passado para baixar os spreads bancários tem pressionado as margens.

A rentabilidade sobre o patrimônio (ROE) do setor, historicamente superior a 20%, vem caindo no Brasil e a previsão de executivos dos bancos é de continuidade da queda nos próximos anos.

A Caixa tem conseguido manter níveis maiores — no terceiro trimestre, seu ROE foi de 27%. Contudo, a retenção de lucro tem sido menor, dada a necessidade do governo de receber dividendos para ajudar a reforçar o superávit primário.

Em setembro, o índice de Basileia de Caixa era de 17,7% e o do BB estava em 15,2%. Em relação ao piso atual de 11%, ambos poderiam ampliar a oferta de crédito sem se preocupar com as necessidades de capital. O problema é que as condições para reforçar o capital pioraram e os bancos querem ter alguma folga, por isso a saída é pisar no freio.

Diante da deterioração do quadro macroeconômico nos últimos meses, BB e Caixa notaram uma piora das condições de captação externa, também refletindo a maior instabilidade do mercado com sinais de que o Federal Reserve — banco central dos Estados Unidos — gradualmente reduzirá os estímulos à economia norte-americana, retirando parte da liquidez global.

A Caixa, que pretendia emitir R$ 5,71 bilhões (US$ 2,5 bilhões) em sua estreia com bônus no exterior, levantou metade disso em setembro. O BB, que tem sido frequentador assíduo do mercado de bônus nos últimos anos, ainda considera captar neste ano, após ter feito sondagens mais cedo e decidido esperar mais.

Nos últimos anos, BB e Caixa conseguiram sustentar elevadas taxas de expansão do crédito, e reforçaram a estrutura de capital com recursos do Tesouro ou captações a baixo custo, dada a forte liquidez internacional.

Em 12 meses até setembro, a expansão da carteira de crédito do BB foi de 22,5%o, mais que o dobro da média dos principais concorrentes privados. No caso da Caixa, a expansão foi de 40%.

Fonte http://www.paraibatotal.com.br/

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Clientes de bancos gastam mais com tarifas e serviços e menos com crédito

Levantamento é baseado nos resultados consolidados das grandes instituições financeiras

Maiores custos fazem parte dos pacotes que os bancos oferecem para os clientes

Os resultados consolidados das grandes instituições financeiras até o terceiro trimestre deste ano mostram que o crédito não está mais caro mesmo com a escalada da taxa Selic, mas o brasileiro está gastando mais com tarifas e serviços bancários.

Na média, a receita com crédito das quatro maiores instituições do País, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander, cresceu apenas 0,05% nos nove primeiros meses do ano, segundo dados consolidados pela Austin Rating, e só não teve um decréscimo em função do forte aumento da carteira de empréstimos do Banco do Brasil. Já a receita com serviços cresceu na média 12%, com o Itaú Unibanco registrando o maior crescimento no período.

Os bancos não conseguiram acompanhar a forte escalada dos juros futuros e por isso mesmo estão revisando para baixo as projeções que fizeram para o ano. Isso significa que os ‘spreads’, a diferença entre o que o banco paga para ter o dinheiro e o quanto cobra para emprestá-lo a seus clientes, continuam caindo.

Alguns analistas entendem que as instituições financeiras não vislumbraram que os juros subiriam tanto e estão perdendo com o descasamento entre os empréstimos que concederam e o aumento de seus custos de captação.

Essa foi a explicação dada pelo Banco do Brasil, na semana passada quando divulgou seus resultados do terceiro trimestre, para revisar suas expectativas pela segunda vez no ano.

No Bradesco, a explicação para a revisão das projeções foi a redução do ritmo de crescimento do crédito. O banco previa ter margens maiores entre 4% a 8% e agora estima um crescimento máximo de 3%.

Fonte http://www.d24am.com/

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BANCO POSTAL deverá ser instituição financeira

NOVO BANCO PODE ENTRAR EM FUNCIONAMENTO A PARTIR DO ANO QUE VEM

O Banco do Brasil e os Correios pretendem transformar o Banco Postal em uma instituição financeira de fato. A nova empresa, que manterá a marca e deve continuar tendo participações societárias iguais das duas instituições públicas, poderá oferecer todos os produtos e serviços de um banco comercial e estará sob a supervisão mais rigorosa do Banco Central.

“A intenção das duas empresas é criar uma instituição financeira, o que permitirá ampliar o portfólio dos produtos e serviços oferecidos aos clientes do Banco Postal, além de gerar mais sinergia e eficiência à operação”, explicou, em nota, o BB.

Linhas de crédito, seguros, capitalização, cartões pré-pagos, consórcios são algumas das possibilidades de novos negócios que poderão ser feitas nas agências dos Correios, caso a nova parceria seja aprovada por todos os órgãos reguladores – além do BC, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ministérios da Fazenda, das Comunicações e do Planejamento.

Segundo Alexandre Abreu, vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, o novo Banco Postal tem chances de entrar em funcionamento a partir do ano que vem, pois as duas empresas pretendem entregar o plano de negócios às autoridades competentes ainda no primeiro semestre de 2014.

Esse novo modelo de negócios para os Correios só foi possível depois de uma mudança na legislação em 2011 que permitiu que a empresa oferecesse serviços financeiros, o que é prática comum em outros países, de acordo com o vice-presidente jurídico do ECT, Cléucio Nunes. Para ele, essa é uma das saídas para compensar o prejuízo com os serviços postais, atividade obrigatória da empresa, prevista na Constituição.

O novo Banco Postal deve utilizar as estruturas das duas instituições, o que, segundo o BB, reduziria o volume de investimento necessário para a expansão da rede física de atendimento do maior banco brasileiro. O Banco do Brasil pretende conquistar a parcela da população que ainda não tem conta corrente, estimada em 55 milhões de pessoas, cuja movimentação é de mais de R$ 600 bilhões por ano fora dos bancos.

“Embora tenha aumentado o autoatendimento, essas pessoas que estão iniciando um relacionamento com o banco precisam do contato com os atendentes”, disse Abreu. “É mais vantajoso para o banco esse tipo de parceria do que um crescimento orgânico”, afirmou.

Os Correios atuam como correspondente bancário do BB desde janeiro de 2012. No entanto, com o status de correspondente, a oferta de produtos é restrita a poucas operações, como movimentação de conta corrente, empréstimo, poupança e recebimento de pagamento.

Segundo o BB, desde então foram abertas 2,2 milhões de contas correntes no Banco Postal e mais de 200 milhões de transações foram realizadas usando os mais de 6 mil pontos de atendimento dos Correios que está presente em 95% dos municípios brasileiros. Antes, a capilaridade do BB só alcançava metade dos municípios do país.

Fonte http://epocanegocios.globo.com/

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PI – Banco deve pagar indenização por fraude em empréstimo consignado

Banco pagará a um cliente uma indenização de R$ 2.220 por danos morais.

Beneficiária da previdência disse que não realizou empréstimo.

Um banco privado foi condenado pela Justiça Federal do Piauí a pagar uma indenização por danos materiais e danos morais para a cliente J.G.S por conta de um empréstimo consignado fraudulento. A justiça determinou o pagamento de uma indenização de R$ 222 por danos materiais e R$ 2.220 por danos morais. A sentença foi proferida pelo juiz federal titular da 8ª Vara, Daniel Santos Rocha Sobral.
A autora da ação é titular de benefício previdenciário e alegou ter sido surpreendida com o desconto do valor de R$ 74 mensais, a partir do mês de junho/2005, referente a um suposto empréstimo pessoal adquirido junto ao banco no valor de R$ 1.400. Ela alega que não realizou o referido empréstimo.
Em seu texto decisório, o magistrado argumentou que “os danos infligidos à segurada foram provocados pela ação do banco que formalizou empréstimo em nome da autora sem tomar as devidas precauções no sentido de atestar a autenticidade do beneficiário. Por fim, a culpa resulta da negligência do banco que deixou de checar a autenticidade dos documentos apresentados pelo tomador do empréstimo, assim como a veracidade dos dados fornecidos”.
O texto diz ainda que nos autos “é patente a prática de ato ilícito por parte do banco, pois é sua responsabilidade cuidar e fiscalizar quanto à regularidade de tais operações. Ressalte-se que o banco requerido sequer logrou juntar aos autos a cópia do contrato que deu ensejo à realização dos descontos, devendo-se enfatizar que se trata de segurada analfabeta, o que demandaria rigor ainda maior no momento da celebração do suposto empréstimo. Portanto, não está caracterizada a excludente da culpa exclusiva de terceiros, pois a financeira não atuou com a cautela indispensável à celebração deste tipo de contrato”.
Para fixar o valor da indenização, o juiz federal Daniel Santos Rocha Sobral considerou que “quanto ao valor do dano moral, não há parâmetro legal definido para a quantificação da verba reparatória, devendo ser fixado segundo critérios de proporcionalidade, moderação e razoabilidade, de acordo com o prudente arbítrio judicial. Não pode ser ínfimo, para não representar ausência de coibição ao ofensor, nem excessivo, para não constituir um enriquecimento sem causa em favor do ofendido. Considerando estas balizas, entendo razoável fixar o dano moral no valor de R$ 2.220,00, correspondente a dez vezes o valor do dano material”.
A esses valores deverão ser acrescidos juros e correção monetária cumulativamente calculados pelo índice SELIC, desde a data do evento danoso (CC art. 406 e Súmula 54 do STJ).

Fonte Do G1 PI

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BB vê forte competição no crédito a veículos, imobiliário e consignado

O crescimento dos financiamentos imobiliários, o aumento do custo de captação causado pela elevação da Selic e a concorrência entre bancos foram alguns dos motivos que afetaram negativamente o spread de crédito do Banco do Brasil (BB), explicou Ivan de Souza Monteiro, vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do BB, durante teleconferência com analistas.

“Claramente, houve um retorno da forte competição no financiamento à aquisição de veículos, imobiliário e consignado”, explicou Monteiro.

Vale lembrar que ao longo de 2013, os grandes bancos privados deram foco a segmentos de menor risco, como os de crédito consignado e imobiliário, para fugir da inadimplência.

Ainda durante a teleconferência, Monteiro foi questionado se o banco vai dar mais atenção às receitas de serviços, dado o cenário atual de spreads em queda. O executivo respondeu que não pode dar muitos detalhes sobre as perspectivas para o ano que vem. Ele acrescentou, no entanto, que a performance comercial do banco na área de seguros tem sido “espetacular” e que os resultados prometidos têm sido entregues.

A linha de cartões também tem crescido acima do mercado e organicamente, segundo Monteiro. “Essas áreas continuarão sendo prioritárias para performance no ano que vem.”

Monteiro disse que espera uma melhora “muito grande” dos resultados do Banco Votorantim em 2014.

O avanço das despesas financeiras de captação do BB refletem o aumento recente da taxa básica de juros, a Selic. No terceiro trimestre deste ano, essas despesas aumentaram 13,1% em relação ao período de abril a junho e 10,7% na comparação com terceiro trimestre do ano passado.

Sobre volume de calotes e créditos duvidosos no terceiro trimestre, apontado por analistas como o principal motivo para a depreciação de 5,3% da ação na terça-feira, os executivos de RI voltaram a afirmar que a inadimplência do banco é bastante baixa.

Foram citadas as medidas para mitigação de risco em duas linhas como exemplo. Nos financiamentos a veículos, mais de 80% do crédito a veículos foi tomado por clientes com relacionamento há mais de cinco anos no banco.

Já o crédito ao agronegócio, que tem a menor inadimplência entre as carteiras do BB, mais de 65% do crédito atual safra está protegido contra riscos do setor através de instrumentos mitigadores e de hedge.

Dissídio

O dissídio dos bancários veio ligeiramente acima do que projetava a direção do BB, segundo Ivan Monteiro. Contudo, os executivos do banco esperam que essa elevação dos salários dos funcionários acima do esperado será compensada pelo movimento de aceleração dos processos de aposentadoria.

Na coletiva à imprensa de terça-feira, a direção do BB afirmou que as despesas administrativas devem crescer “dado o dissídio que veio um pouco acima da inflação”.

O executivo garantiu que o banco público está fazendo um “esforço grande” para manter despesas próxima da inflação em 2013. Já para o ano que vem, Monteiro disse que a instituição vai manter a “obsessão” pela melhoria da eficiência e pela redução de custos.

 

Fonte http://www.valor.com.br/ – Karin Sato e Karla Spotorno

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Os 10 maiores lucros dos bancos em um 3º trimestre

Itaú lidera ranking com ganhos de R$ 4,2 bilhões – alcançados entre julho e setembro deste ano

São Paulo – O Itaú Unibanco registrou no terceiro trimestre o maior lucro da história dos bancos em um terceiro trimestre, segundo dados da Economatica.

No período, a instituição financeira somou ganhos de 4,2 bilhões de reais, superando o próprio recorde, de 3,8 bilhões de reais acumulados no terceiro trimestre de 2011.

O lucro do Banco do Brasil, referente ao terceiro trimestre deste ano, ficou de fora dos dez maiores ganhos dos bancos entre os meses de julho e setembro.

O BB lucrou de 2,704 bilhões de reais no terceiro trimestre, queda de 0,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Já o lucro do Bradesco no período foi o quarto maior, de acordo com o ranking da consultoria. No terceiro trimestre, a instituição somou ganhos de ais de 3 bilhões de reais.

Veja, a seguir, os 10 maiores lucros de bancos acumulados em um terceiro trimestre, segundo a Economatica:

Banco Lucro em um 3º trimestre Ano
Itaú Unibanco R$ 4,286 bilhões 2013
Itaú Unibanco R$ 3,807 bilhões 2011
Itaú Unibanco R$ 3,372 bilhões 2012
Bradesco R$ 3,064 bilhões 2013
Itaú Unibanco R$ 3,034 bilhões 2010
Banco do Brasil R$ 2,945 bilhões 2011
Bradesco R$ 2,862 bilhões 2012
Bradesco R$ 2,815 bilhões 2011
Banco do Brasil R$ 2,728 bilhões 2012
Banco do Brasil R$ 2,625 bilhões 2010

Fonte http://exame.abril.com.br – Daniela Barbosa

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Bancos acirram disputa no mercado de cartões de crédito com lançamentos

Setor cresce a taxas de 15% ao ano, movimentou R$ 724,3 bilhões em 2012 e deve girar R$ 833 bilhões em 2013

Bandeiras próprias, reformulações de redes e investimentos em ampliações são algumas das armas utilizadas por grandes bancos — como Itaú Unibanco, Bradesco e Santander — no lucrativo mercado brasileiro de cartões. No centro da disputa, cada vez mais acirrada, está um setor que cresce a taxas de 15% ao ano, movimentou R$ 724,3 bilhões em 2012 e deve girar R$ 833 bilhões este ano. No primeiros semestre foram R$ 384 bilhões no país, uma alta de 17% sobre o mesmo período de 2012, de acordo com dados da Associação Brasileira de Cartões (Abecs).

Os números dos balanços dos dois maiores bancos privados do país dão uma boa medida desse movimento. No Bradesco, 35% de suas receitas com serviços no terceiro trimestre vieram da área de cartões, enquanto as tarifas cobradas pela manutenção das contas correntes representaram 18%. Já no Itaú Unibanco, que incorporou os 50% da Redecard que estavam nas mãos do Citi, 40% da receita com serviços vieram dos cartões, ao passo que a arrecadação com as tarifas de conta representaram 19% do total.

O lançamento da bandeira Hiper e a reformulação da Redecard, rebatizada de Rede, movimentos feitos recentemente pelo Itaú Unibanco, esquentaram a guerra. Do outro lado do front está o Bradesco com a Elo e a Cielo — respectivamente a bandeira e a rede de cadastramento e captura das transações das maquininhas nas lojas (chamada de adquirência). Na empreitada, o Bradesco tem como sócios no negócio a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

Além do potencial de negócios, a opção dos maiores bancos do país por bandeiras próprias de cartões é parte da estratégia de elevar as receitas com serviços, já que as operações de crédito tendem a render menos com a perspectiva de taxas de juros menores no país e a preferência por linhas de crédito mais conservadoras, para fugir da inadimplência.

De olho nas classes emergentes

— Os bancos têm remuneração em toda a cadeia do cartão, desde a cobrança de aluguel da máquina e da antecipação dos pagamentos aos estabelecimentos comerciais, até a taxa de juros do rotativo cobrada dos clientes. Com o padrão de menos risco adotado pelos bancos no crédito, é preciso gerar ganhos em outras fronteiras — explica Luís Miguel Santacreu, analista de bancos da Austin Rating.

Com as bandeiras próprias, os maiores bancos nacionais — que pagam royalties quando emitem cartões das bandeiras internacionais, como Visa, Mastercard e American Express — miram as novas classes emergentes e ampliam as margens nos seus negócios. Atualmente, a posse de cartões é mais representativa nos extratos sociais mais altos. De acordo com a Abecs, nas classes A e B, 90% das pessoas têm cartão; na classe C, são 70%; e nas D e E, são 42%.

— Existe um espaço de crescimento muito grande. Há uma oportunidade enorme de capturar receita, que será disputada pelos bancos — afirma Marcos Bader, diretor-geral do Bradesco Cartões.

Nem no Bradesco nem no Itaú Unibanco é preciso ser correntista para adquirir cartão das bandeiras nacionais. As duas instituições também fazem questão de frisar que os cartões Elo ou Hiper não são necessariamente para as classes C, D e E. Mas compartilham da estratégia de converter as taxas de anuidade do plástico (R$ 10 mensais) em crédito para celular pré-pago.

— Inicialmente, a oferta que pensamos é para rendas média e baixa. E também é um produto que tem apelo aos não bancarizados — conta Marcos Magalhães, diretor de cartões do Itaú Unibanco.

Vale refeição agora com chip

Não por acaso, o Santander também está negociando para aumentar sua participação, hoje de 50%, na processadora de transações GetNet. O presidente do banco, Jesus Zabalza, diz que “quer um percentual muito elevado” da empresa, “quase total”.

A bandeira Elo, do Bradesco, chegou ao mercado em 2011 e não é limitada às operações de crédito, como a Hiper, do Itaú Unibanco. Há cartões de débito e pré-pagos também. Com abrangência maior, o banco já conseguiu uma base de 30 milhões de clientes usando a bandeira.

A estudante de administração e recepcionista Camila Ribeiro, de 22 anos, é uma das usuárias da Elo. Ela teve seu cartão de refeição, o Visa Vale, substituído por um Elo, sem que solicitasse. A surpresa foi bem-vinda.

— Agora meu cartão tem chip, o que é mais seguro. Além disso, percebi que aumentou a quantidade de lugares em que eu posso passar o cartão. A cantina da faculdade, por exemplo, agora aceita meu vale — disse a jovem.

A participação de mercado é disputada. Segundo a Abecs, das transações feitas ao longo do ano passado, 54% foram feitas pela Cielo, 40% pela Redecard e 6% pela GetNet.
Fonte O Globo
Fonte http://correiodopovo-al.com.br/

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Bancos ganharam 42 mi de clientes em dez anos

Ao mesmo tempo, cresceu também o volume de denúncias e reclamações contra as instituições no BC

Nos últimos dez anos, 42 milhões de brasileiros, de acordo com o Banco Central (BC), passaram a ter conta em banco. Em 2002, os bancos no País possuiam 55 milhões de clientes, saltando para 97 milhões no encerramento do ano passado. Ao mesmo tempo, com uma base maior de consumidores de produtos e serviços financeiros, o número de reclamações contra o setor no BC vem crescendo a cada ano. De 2008 para cá, considerando até outubro deste ano, o volume mais do que triplicou, saindo de 88,86 mil para 311,59 mil. “Só entre 2010 e 2012, o incremento na quantidade de denúncias e reclamações contra instituições financeiras no BC vem crescendo na ordem de 20%”, destacou o chefe do Departamento de Atendimento Institucional do BC, Fernando Lima Pereira Dutra.

Segundo o executivo, que participou na tarde de ontem como debatedor da mesa Regulação Bancária e seus reflexos para os Consumidores, no V Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira, esse crescimento no número de reclamações advém do avanço da bancarização no Brasil e da conscientização do consumidor sobre seus direitos. “Então nada mais natural esse aumento no número de reclamações. Além disso, devido à própria conjuntura, de inflação controlada, isso fez com que o consumidor passasse a ficar mais confiante e aumentasse seu relacionamento com os bancos. O crédito se tornou mais fácil e barato, intensificando essa relação”, justificou Dutra.

´BC está preparado´

Agora, com uma tendência de mais pessoas ingressarem no sistema financeiro, com a criação da figura dos arranjos de pagamento e a regulação de novos meios, explica, o BC inda não tem como mensurar o impacto sobre o mercado. “Mas o banco está preparado para atender e fiscalizar o atendimento a esse maior contingente de consumidores bancários. Já temos competência para isso. Além do que, o prazo de 180 para que a nova regulamentação passe a valer é suficiente para uma adequação”, emendou o chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC, Sérgio Odilon dos Anjos.

Estratégia

“Estamos trabalhando para fortalecer os atuais canais do BC para com o cidadão, atualizando os sistemas de informação, incrementando o atendimento presencial nas dez praças onde o banco atua. Porém, independentemente de estarmos nos capacitando, nossa estratégia é de fazer com que as próprias instituições financeiras sejam responsáveis e capazes de resolver possíveis conflitos por meio de suas estruturas de atendimento, melhorando o fluxo de informações com o cliente”, destacou Dutra.

Um desafio e tanto, sinalizou Sérgio Odilon, ao apresentar a dimensão atual do Sistema Financeiro Nacional: 2.045 instituições supervisionadas pelo BC, 97 milhões de contas de depósito à vista, 112 milhões de depósitos de poupança, 287 milhões de cartões de débito emitidos, 174 milhões de cartões de crédito e 67 milhões de operações de crédito ativas no País, o que equivale a um saldo de R$ 2,5 trilhões (junho de 2013).

Crédito mais robusto obtém maior força em imóveis

O perfil da composição do crédito de pessoas físicas no Brasil vem, nitidamente, sendo reconfigurado ao longo dos últimos anos. Em junho de 2007, por exemplo, 10,3% dos empréstimos correspondiam ao setor imobiliário, número que atingiu 25,8% em igual período de 2013, um aumento de 15,5 pontos percentuais.

Os dados foram divulgados ontem pelo diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil (BCB), Anthero de Moraes Meirelles, durante o painel Educação Financeira e Proteção, que integrou as atividades do segundo dia do V Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira. O evento acontece até hoje no Centro de Eventos do Ceará (CEC), em Fortaleza.

O crescimento do crédito imobiliário no País está ligado, sobretudo, ao programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida. De acordo com dados da Caixa Econômica Federal, desde o início do programa, em 2009, até junho deste ano, foram entregues 1,2 milhão de unidades habitacionais. Outras 1,5 milhão foram concluídas, 780 mil estão em obras, 482 mil estão sendo preparadas e 2,7 milhões de unidades já foram contratadas.

Embora venha crescendo há oito anos, o índice do endividamento imobiliário dos brasileiros frente a outras modalidades de dívidas vem sendo mais representativo desde 2009, ano em que teve início o Minha Casa, Minha Vida.

Veículos

Diferentemente do setor imobiliário, a participação de crédito ligado a veículos diminuiu consideravelmente. Enquanto em junho de 2007 o percentual correspondia a 24,1%, em igual período deste ano, correspondia a 17,7%, uma redução de 6,4 pontos percentuais.

O crédito rural também sofreu redução de 2,9 pontos percentuais, passando de 11,7% para 8,8%. Em contrapartida, o índice relativo a empréstimo consignado subiu de 15,7% para 18,1%, 2,4 pontos percentuais. O crédito referente a cartão (sem juros) também teve leve alta de 2,7 pontos percentuais, saindo de 5% para 7,7%.

Maior risco

Vale lembrar, ainda, que as modalidades de maior risco, como empréstimos sem consignação, cheque especial, crédito rotativo e compras parceladas pelas instituições financeiras vinculadas a cartão de crédito, tiveram queda significativa de 4,5 pontos percentuais. Em junho de 2007, o BCB registrou índice de 19,9% ligado a essas categorias. Em igual período deste ano, foram registrados pela instituição financeira 15%.

Sistema de informação

Quem também participou do painel no Centro de Eventos foi o chefe adjunto do Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro do BCB, José Reynaldo de Almeida Furlani, que falou sobre o Sistema de Informações de Crédito (SCR) da instituição e o endividamento das famílias. Segundo ele, o Brasil conta atualmente com 65 milhões de pessoas físicas e 3,7 milhões de pessoas jurídicas com endividamento superior a R$ 1 mil.

O SCR é um banco de dados sobre operações com as características das operações de crédito realizadas pelas instituições supervisionadas pelo BCB.

Ainda de acordo com Almeida Furlani, a expectativa é que, em dois ou três anos, o SCR seja o único sistema da instituição com informações de crédito, substituindo documentos como Cadip, EstFin e SFH.

Fonte http://diariodonordeste.globo.com/

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BC calcula dívida de rotativo do cartão e sugere troca de crédito

O BC (Banco Central) lançou ontem ferramenta, em seu site (www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO), que ajudará o consumidor a entender sua dívida do rotativo do cartão de crédito, e a conhecer empréstimos mais baratos para realizar a substituição. Basta inserir o custo total da fatura do plástico, os juros da operação, o valor mínimo da parcela que o consumidor conseguirá pagar e clicar em calcular.

A ferramenta simula o CET (Custo Efetivo Total) da operação, o valor apenas dos juros, o número de mensalidades necessárias para a liquidação da dívida e oferece simulações de outras modalidades, no caso, o crédito consignado e empréstimo pessoal – ambos mais baratos do que o cartão de crédito – e o cheque especial.

Conforme a Pesquisa de Juros da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) referente a setembro, a taxa média de juros do rotativo do cartão de crédito era de 9,37% ao mês.

Com base nos resultados da ferramenta do BC, o cheque especial, que é comparado com a operação inscrita pelo consumidor no sistema, tinha custo médio de 7,69% ao mês em setembro.

No caso do empréstimo pessoal, também incluído pela autoridade com modalidade para comparação, a taxa média era de 5,12% ao mês.

Já o crédito consignado, que tem desconto em folha de pagamento e é disponibilizado para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e empregados do setor público e privado, tinha 1,83% de juros ao mês.

SUBSTITUIÇÃO – Em simulação com uma fatura de R$ 2.500, com os juros médios do rotativo, segundo a Anefac, de 9,37% ao mês, o consumidor gastaria R$ 3.548,94 para liquidar a dívida. Apenas o custo desta operação ficaria em exatos R$ 1.048,94, considerando 9,5 parcelas de R$ 375. Na mesma situação, porém utilizando o consignado, sugerido pelo BC, o consumidor pagaria R$ 2.638,91. No entanto, os juros ficariam em R$ 138,91. Portanto, seriam necessárias sete parcelas de R$ 375 – cerca de duas a menos que no rotativo, ou seja, economia de R$ 750.

Para o professor de Economia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Norival Caruso, a ferramenta é válida por contribuir para a educação financeira dos consumidores.
“Mas, infelizmente, ela não deve atingir a amplitude necessária. A cultura do brasileiro é apenas de analisar se a parcela cabe no bolso e, se tiver mais fácil para ele pagar a fatura (e evitar o trabalho de buscar outros empréstimos com parcelas menores), ele vai por esse caminho”, avaliou.

Fonte Diário do Grande ABC – Pedro Souza

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Correntistas poderão consultar dívidas no Banco Central

Os clientes bancários poderão consultar pela internet todas as informações que constam sobre eles na central de risco do Banco Central, o SCR.

O objetivo é que agilizar o acesso à essas informações sem burocracia

Atualmente, o sistema registra todas as pessoas que tem dívidas totais acima de R$ 1.000 com instituições financeiras. Ele identifica o valor, os credores e a parcela que está em dia e a que está em atraso.

A ideia, de acordo com Fernando Pereira Dutra, chefe do Departamento de Atendimento Institucional do BC, é que a consulta esteja liberada a partir do final do primeiro semestre do ano que vem.

O BC está finalizando o desenvolvimento do sistema que garantirá segurança na transferência dos dados.
Segundo Dutra, no ano passado cerca de 35 mil clientes foram a uma das unidades da instituição solicitar esses dados.

A outra alternativa disponível atualmente para quem não pode ir pessoalmente ao BC é mandar uma correspondência com firma reconhecida e cópia autenticada de documentos, como carteira de identidade e CPF.

Com o novo canal que será criado na própria página do BC, essas informações poderão ser acessadas rapidamente e sem burocracia.”A sociedade está descobrindo a utilidade dessas informações para o cidadão. Elas ajudam no próprio exercício de tomar crédito de forma consciente”, argumenta Dutra.

Na avaliação dele, por ser uma fotografia do endividamento pessoal no momento, as informações da central de risco podem auxiliar os clientes a negociarem melhores condições de crédito junto ao comércio em geral. Os lojistas não têm acesso ao sistema do BC.

Fonte Agência Brasil
Fonte http://www.jcnet.com.br/

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CEBDS sugere parceria entre microcrédito e microsseguros

Estudo faz diagnóstico e mostra potencial de crescimento e alguns gargalos para ampliar viabilidade de negócios

O principal presente para comemorar os 40 anos do microcrédito no Brasil foi aliar o microsseguro ao projeto de inclusão financeira. Essa é uma das revelações do lançamento da publicação “Microfinanças: Microcrédito e Microsseguros no Brasil”, pela Câmara Temática de Finanças Sustentáveis do Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

Cerca de US$ 25 bilhões são operados pelo setor de microfinanças no mundo, capazes de atender a 100 milhões de clientes, que representam apenas 10% da demanda total, por meio da ação de cerca de 10 mil instituições, com natureza e qualidade heterogêneas. Microcrédito é o crédito de pequeno valor fornecido por instituições financeiras ou organizações a pessoas físicas e jurídicas. Microfinanças são uma das soluções para o problema da falta de acesso das camadas mais pobres aos produtos e serviços financeiros. O termo é uma evolução do conceito de microcrédito, englobando também os demais serviços financeiros que podem ser fornecidos pelas instituições, incluindo não só o crédito, como também poupança, microinvestimentos e o microsseguro.

No Brasil, apesar de o primeiro registro de microcrédito ter quatro décadas, as operações financeiras voltadas para a população mais carente só começaram a ganhar corpo nos últimos dois anos com incentivo recente do governo. O Banco Central prevê, desde 2011, o direcionamento de, no mínimo, 2% dos saldos dos depósitos à vista captados pelas instituições financeiras para operações de crédito destinadas à população de menor renda.

“O nosso objetivo foi fazer um diagnóstico, mostrar o potencial de crescimento e apontar alguns gargalos que precisam ser solucionados para ampliar a viabilidade financeira desse modelo de negócios, garantindo que os benefícios sejam expandidos a todos os envolvidos no processo”, disse Marina Grossi, presidente do CEBDS. Está claro para toda a equipe que as instituições financeiras precisam de um segundo momento para focar as discussões nos gargalos detectados neste estudo e assim traçar novas estratégias. Ficou claro também que o seguro é uma forma efetiva de manter as pessoas que ascenderam para as classes C e D no patamar social conquistado nos últimos anos.

A CNseg começou a estudar microsseguros em 2006 e a primeira constatação foi que a vulnerabilidade das pessoas das classes C e D faz o seguro um instrumento importante, pois traz proteção, conta Maria Elena Bidino, diretora da CNseg. “Nós do mercado segurador temos um olhar muito otimista para os microsseguros e esta publicação mostra que os setores estão progredindo. Há muito a fazer, mas estarmos no caminho certo. Precisamos nos aproximar para que esta troca possa ajudar o setor e a população”, comentou durante o talk show realizado nesta terça-feira para o lançamento do estudo, na nova sede da Allianz.

Ueliton Rolim, do Santander Microcrédito, que há 14 anos atua com microcrédito, afirma que o grande desafio de todos é ter uma maior interação para poder atender a uma imensa parcela da população. “Estamos falando de pessoas que sempre trabalharam atendendo famílias e empresas. Agora elas, que sabem o que é satisfazer o clientes, querem ser bem atendidas”, afirmou o agente de crédito do Santander, banco atingiu o ponto de equilíbrio da operação há apenas dois anos, após 12 anos de tentativas entre acertos e erros em projetos de inclusão financeira.

Hoje, o Santander conta com 300 mil clientes, com tíquete médio de crédito de R$ 2 mil, e já atingiu a marca de R$ 2 bilhões em microcrédito concedidos nos 14 anos de operação, informou Rolim. Segundo o Santander, a adimplência é da ordem de 95% e o indicador de inadimplência para mais de 90 dias está na casa dos 2%. O Banco Central informa que a taxa média de mercado é algo em torno de 5%, o que confirma o bom direcionamento e a relação de confiança com os clientes.

De acordo com o agente de crédito, a parte mais sensível e trabalhosa é o atendimento pós-crédito. “Se esse trabalho não for feito, é como dar um tiro no pé. O crédito é dado a um cliente com base apenas na apresentação de CPF, RG e comprovante de endereço. Se não houver o contato com o cliente, ele pode sequer receber o boleto para pagar a dívida”, informou.

Além de ressaltar a importância do investimento na educação financeira dos agentes, Rolim destacou a contenção de custos como prioritário para ter uma operação de microcrédito no azul. “Tem de ter escala e agentes de crédito preparados para ter eficiência por se tratar de uma operação marcada pelo baixo custo. “É preciso investir no agente de crédito para levar o produto ao cliente”, frisa o agente de crédito do Santander.

Cláudio Boechat, professor da Fundação Dom Cabral, que conduziu o talk show, afirmou que a não interatividade entre as principais instituições e agentes envolvidos no microcrédito e microsseguros pode levar o pais ao fracasso. “Uma estrutura mais eficiente de microcrédito e microsseguro evita o voo de galinha, ou seja, o sobe e desce da economia, um ciclo nefasto para a consolidação dos empreendedores. O grande sonho de uma instituição de ensino, como a Dom Cabral, é que o mercado financeiro seja o grande palco do avanço desses microempreendedores”.

Questionada sobre qual a função do microsseguro nesse cenário, Maria Elena destacou a importância das instituições financeiras se tornarem parceiras. “O seguro ajuda na mitigação de risco e também no pagamento da indenização para ajudar o cliente a repor um bem perdido com um acidente ou dar apoio à família em caso de perda de um dos membros mantenedor. Sem o seguro, a situação desse microempreendedor será ainda pior do que no início, pois ele estará devendo ao banco”, analisou.

Após se confirmar a importância da parceria entre as instituições, o estudo revela que há muitos desafios. “Sabemos que precisamos ter uma estratégia diferenciada com esse público com pouco ou nenhum conhecimento de seguro. Precisamos aperfeiçoar alguns mecanismos regulatórios e pensar em estratégias diferentes, desde a criação do produto, passando pela linguagem mais adequada para nos comunicarmos com essas classes sociais, até o treinamento de profissionais qualificados para a abordagem do cliente”, enfatiza Maria Elena.

Conforme a Caixa, para o cidadão que é excluído financeiramente, as dificuldades para lidar com dinheiro são maiores, quer seja para receber, guardar, transportar, investir ou simplesmente repassá-lo a terceiros, e os integrantes das classes econômicas D e E têm ainda maior dificuldade para sair da pobreza.

O Itaú Unibanco concorda com essas dificuldades, e acredita em “uma concessão de crédito consciente e sustentável para empreendedores de baixa renda, formais ou informais, bancarizados ou não”. O Bradesco reforça ainda que mudanças sociais, como a elevação do poder aquisitivo da população brasileira, aumentam a necessidade de acesso ao sistema financeiro. Conforme pesquisa do Ibope, são 52,8 milhões de brasileiros acima de 16 anos sem qualquer vínculo bancário em 2013, conta o estudo.

Microsseguro: potencial de US$ 40 bi no mundo – A Allianz, uma das maiores empresas de seguros do mundo, define microsseguro como a proteção contra riscos da vida especificamente para pessoas de baixa renda em países em desenvolvimento e mercados emergentes, com produtos e processos customizados para esse público. A Susep vai além dessa definição, diferenciando seguros populares, que são de pequenos valores, mas podem ser adquiridos por qualquer pessoa, de microsseguros, direcionado para necessidades específicas de famílias de baixa renda, informa a publicação.

Esse grupo de pessoas de baixa renda seria representado por aqueles que vivem com mais de US$ 1,25 e menos de US$ 4,00 por dia, totalizando no mundo aproximadamente 2,6 bilhões de pessoas. Aqueles com menos de US$ 1,25 por dia seriam os extremamente pobres, e devem ser auxiliados por programas sociais, e aqueles com mais de US$ 4,00 poderiam usar os produtos tradicionais de seguro. O microsseguro tem um potencial de US$ 40 bilhões em prêmios por ano.

O estudo ressalta que os microsseguros devem garantir premissas: benefícios sociais e benefícios empresariais. Nos primeiros, há a possibilidade de proteger pessoas vulneráveis por sua condição econômica, possibilidade de expandir a inclusão financeira e proteger lucros e rendas ganhas com grande esforço. O microsseguro permite que o progresso social ocorra com menos riscos. Por outro lado, para os negócios, é o direcionador de inovações, sendo sempre eficiente economicamente, melhora a marca da organização e gera lucros razoáveis, ainda que não sempre significativos. Mais importante, as pessoas beneficiadas com microsseguros e que melhorarem economicamente passarão a consumir produtos tradicionais, que geram importantes lucros para as organizações.

No Brasil… – Ainda que no Brasil já existissem seguros populares, ou de baixo valor, oficialmente o microsseguro passou a existir em 2012 com a publicação das circulares Susep 439 a 444. Essas normas estabeleceram regras para os produtos de microsseguros, que seriam definidos em razão de seu público- alvo, que deve ser mensurável e preciso. Conforme o Grupo Bradesco Seguros, os produtos antes das normas eram seguros com prêmios baixos, mas eram produtos de prateleira, ou seja, nada impedia que fossem adquiridos por pessoas não enquadráveis na categoria de baixa renda.

Em 2012, a Susep iniciou a regulação dos microsseguros no Brasil e apenas em 2013 os primeiros produtos foram aprovados. A legislação de microsseguro veio modificar os conceitos aplicados na medida em que as empresas passam a ofertar produtos para um público-alvo específico e de acordo com regras feitas tão somente para esse tipo de seguro. Segundo a Bradesco Seguros, “a atuação no mercado de seguros para a baixa renda é uma resposta natural ao espectro de renda que compõe a base de clientes da Organização Bradesco, como pode ser verificado a partir dos relatórios anuais da administração. Adicionalmente, é filosofia da Organização Bradesco priorizar o crescimento orgânico e incorporar parcelas da população ainda não formalmente inseridas dentro do mercado financeiro e securitário”.

Antes mesmo da regularização do mercado de microsseguro, alguns bancos e grupos já possuíam produtos voltados para as classes menos favorecidas, como o Primeira Proteção Bradesco, ou o PASI, do Grupo BB e Mapfre. O Primeira Proteção Bradesco, criado em 2010, foi lançado como piloto nas comunidades da Rocinha (Rio de Janeiro) e Heliópolis (São Paulo). A partir daí e até o final de 2012, o volume acumulado de vendas foi superior a 2,15 milhões. O Grupo BB E Mapfre foi um dos precursores com o lançamento do PASI. Desde então, foram lançados outros produtos com essas características, como o CrediAmigo, Agro Amigo, Proteção Financeira, Vida Protegida e Premiada e Conta Protegida Telefônica, entre outros. Mas somente em 2012 o grupo recebeu autorização da Susep para operar no ramo de microsseguro no território nacional.

Nesse momento, foi lançado o Mapfre Decessos Você Tranquilo, destinado inicialmente aos moradores da comunidade do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, que, segundo o Censo IBGE de 2000, ocupa o último lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da capital carioca. O BB Microsseguro Proteção Pessoal. Comercializado pelo Banco do Brasil desde maio de 2013, o produto é voltado para clientes com renda até R$ 3 mil.

Segundo o estudo, o Banco do Brasil foi a primeira instituição bancária do mercado a comercializar o produto nos moldes aprovados pela Susep. A Bradesco Seguros foi igualmente pioneira: foi a primeira seguradora a ter um produto de microsseguro aprovado pela Susep, o Microsseguro Bradesco Proteção em Dobro, seguro residencial e de acidentes pessoais, acrescido de assistência funeral como adicional. O produto está na fase final de seu piloto em comunidades no Rio de Janeiro e em São Paulo: Cidade de Deus, Rocinha, Rio das Pedras, Santo Cristo e Heliópolis – sendo que o primeiro bilhete foi comercializado na Rocinha em maio de 2013. A comercialização será expandida a agências do Bradesco situadas em áreas de baixa renda em todo o território nacional.

O Itaú Unibanco oferece um seguro para proteger o crédito e a família do empreendedor, semelhante ao oferecido pela Allianz. Caso algum imprevisto como morte ou invalidez permanente total por acidente impeça o microempreendedor de trabalhar, o seguro cobre o pagamento das parcelas restantes, oferece uma assistência funeral e auxílio-alimentação.[3]

Entre os patrocinadores do estudo temos Bradesco, Bradesco Seguros, Santander, Allianz, Banco do Brasil, Mapfre, Caixa, Itaú e governo federal. O estudo completo pode ser acessado no link http://www.cebds.org.br/media/uploads/microfinanças.pdf.

Fonte http://www.segs.com.br/

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RO – Panamericano deverá pagar R$ 20 mil por descontar indevidamente em aposentadoria

Antônio Alves Cavalcante alegou desconhecimento da origem de relação jurídica com o banco porque não teria contratado o empréstimo que originou os descontos

Porto Velho, RO – O juiz de direito Edilson Neuhaus, da 4ª Vara Cível de Ariquemes, condenou o Banco Panamericano ao pagamento de R$ 20 mil a título de danos morais a Antônio Alves Cavalcante; além disso, a instituição terá de restituir pouco mais de mil reais, em dobro, por ter processado descontos indevidos na aposentadoria de Cavalcante. Da decisão cabe recurso.

Alves alegou desconhecimento da relação jurídica com o Panamericano, uma vez que, segundo ele, jamais teria contratado empréstimo junto à empresa. O banco contestou, alegando em juízo a regularidade da contratação, ausência de dano moral e material e não cabimento da inversão do ônus da prova.

Edilson aproveitou para frisar em sua sentença que o Panamericano sequer apresentou documentação comprovando a contratação do empréstimo, e ainda salientou a importância de as instituições financeiras que oferecem este tipo serviço se cercarem de todas as medidas para evitar prejuízos aos clientes.

Confira trecho da decisão e, logo abaixo, o link para a sentença na íntegra.

[…]

O réu, em sua contestação, não nega os fatos. Limitou-se em alegar que o negócio jurídico foi formalizado pelo autor, porém não apresenta o contrato assinado.

Evidente que a prova, no caso em tela, é exclusivamente documental. Assim, cabe ao réu apresentar, juntamente com sua defesa, o contrato que alega ter o autor celebrado, sendo certo que este é o momento oportuno, sob pena de preclusão. Assim, não pode arguir eventual cerceamento de defesa, ante o julgamento antecipado da lide.

Consoante já frisado, competia ao Banco fazer a prova de suas alegações, demonstrando que há contrato e que este foi assinado pelo autor, o que não fez (CPC, artigo 333, II).

O Banco deveria ser cauteloso na prestação de seus serviços, cercando-se de todas as medidas para evitar prejuízos aos seus clientes.

Ao disponibilizar este tipo de serviço (empréstimo consignado), assume o risco de causar danos aos consumidores. Tem a obrigação de zelar por estes, valendo-se de todas as formas, para que tais fatos não ocorram. […]

CLIQUE AQUI PARA VER A SENTENÇA INTEGRALMENTE
http://www.rondoniadinamica.com/uploads/PANA.pdf

 

Fonte http://www.rondoniadinamica.com

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Grandes bancos priorizam crédito menos arriscado

As três maiores instituições financeiras privadas do País, donas de mais de 30% dos ativos totais do sistema, estão mais seletivas na concessão do crédito e registram crescimento em ritmo mais lento até agora do que em anos anteriores. As carteiras do Bradesco, Itaú Unibanco e Santander cresceram em média 6%, em nove meses até setembro, e 10,5% em doze meses.

Os bancos têm focado principalmente em linhas como as de crédito consignado, em que o trabalhador penhora seu salário, e imobiliário, em que os imóveis são dados em garantias.
Para as grandes empresas, o crédito continua sendo ofertado, mas pequenas e médias tiveram redução de linhas em alguns bancos. Esse movimento reflete o movimento dos bancos privados em manter o retorno a seus acionistas apesar da queda dos spreads (os ganhos com a diferença entre as taxas de juros e as efetivamente cobradas no empréstimo). Eles estão usando o tripé de crédito mais seletivo, redução da inadimplência e corte de despesas para manter lucratividade.
Juntas, as três instituições lucraram neste ano R$ 25 bilhões, segundo mostram os balanços até o terceiro trimestre. Enquanto Itaú e Bradesco tiveram lucros maiores, o banco Santander registrou uma queda de 9% em nove meses, mas está tentando se reestruturar e cortar fortemente as despesas desde que seu novo presidente, Jesús Zabalza, chegou ao Brasil, em junho deste ano.
O banco espanhol teve forte pico de inadimplência no primeiro e segundo trimestres deste ano, mas conseguiu reduzi-la com um programa de renegociação, que dobrou sua carteira de recuperação de ativos. No ano, a queda é de 0,2 ponto, mas em alguns segmentos chegou a registrar queda de dois pontos em seis meses. A maior queda de inadimplência (atrasos de 90 dias) do ano se deu no Itaú, com 0,9 ponto porcentual no ano. No Bradesco, a queda foi de 0,5 ponto.
Carros
Um ponto em comum entre as instituições foi a redução do financiamento de automóveis, depois de terem visto a inadimplência crescer há dois anos. No caso do Itaú, os empréstimos giravam em torno de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões por mês e caíram para R$ 1 bilhão neste último trimestre. Segundo o diretor de relações com investidores do banco, Rogério Calderon, a instituição, que antes financiava 100% dos automóveis, passou a financiar apenas 75%. “O cliente fica mais comprometido com o pagamento e esperamos voltar a crescer no segundo semestre de 2014”, diz Calderon. Da mesma forma, o banco espera voltar a crescer no crédito para pequenas e médias, desde que baseadas em recebíveis.
O diretor do Bradesco, Luiz Carlos Angelotti, explica que a inadimplência teve uma forte alta no fim de 2011 em função da crise na Europa e de um cenário de crescimento menor da economia. Esse não é mais um cenário com que o banco trabalha até o próximo ano e por isso tem a expectativa de que a inadimplência continue controlada. De qualquer forma, não vê a retomada do crédito como nos anos anteriores, quando chegou a crescer mais de 20%. A carteira de crédito de pequenas e médias empresas do Bradesco foi um dos destaques, com crescimento de 12% – mas puxado pelas médias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte Agência Estado – Josette Goulart

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BB assume carteiras de consignado do Cruzeiro do Sul

Após ser liquidado no ano passado, banco terá suas carteiras de crédito consignados administradas pelo BB a partir de agora

O Banco do Brasil é o novo administrador das carteiras de crédito consignado do banco Cruzeiro do Sul – liquidado em setembro do ano passado pelo Banco Central. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, desta quinta-feira.

O BB vai substituir a IMS Tech, que teve contrato cancelado após denúncias de favorecimento.

De acordo com a reportagem, o liquidante do Cruzeiro do Sul, Eduardo Félix Bianchini, escolheu o Banco do Brasil pela experiência que ele possui no tipo de operação. O BB já possui parte das carteiras de crédito do Cruzeiro do Sul, que pode somar aproximadamente 4 bilhões de reais.

Além do BB, Bradesco Caixa Econômica Federal, Banrisul e Banestes também compraram operações do Cruzeiro do Sul.

Recentemente foi divulgado que o Cruzeiro do Sul aumentou suas perdas o rombo em 70% no período de um ano, totalizando 3,8 bilhões de reais. Os números são referentes a junho deste ano e foram divulgados no balanço patrimonial da empresa.

Fonte http://exame.abril.com.br/ – Daniela Barbosa

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TRT de Rondônia e Acre reconhece competência para julgar processo de quase R$ 6,5 bi

A 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, com jurisdição em Rondônia e Acre, reconheceu a competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho contra o Banco Central do Brasil, Banco do Brasil S/A, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco S/A, Banco Bradesco S/A, HSBC Bank Brasil S/A – Banco Múltiplo, Banco Santander (Brasil) S/A e Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. O valor da causa é de quase seis bilhões e meio de reais.

Com relatoria do desembargador do trabalho Carlos Augusto Gomes Lôbo, a Turma entendeu que a causa de pedir se relaciona diretamente à relação de trabalho, atraindo, assim, a ressalva contida na parte final do inciso I do art. 109 da Constituição de 1988, determinando que o processo retorne para a 4ª Vara do Trabalho de Rio Branco, de origem, para processamento e julgamento da ação.
Segundo Ministério Público do Trabalho, a ação foi ingressada devido a prática de terceirização ilícita e inconstitucional por meio de contratação de correspondentes bancários. Na ação, o MPT pede o pagamento de indenização por dano moral de R$ 3,8 bilhões e dumping social de R$ 2,5 bilhões, em um total de R$ 6,4 bilhões. Além disso, quer a anulação da contratação do serviço e o reconhecimento dos trabalhadores como bancários, o que significa pagamento de diferenças salariais, auxílio-refeição e horas extras e o reconhecimento da jornada especial de trabalho de seis horas. A multa por descumprimento prevê R$ 10 milhões por dia.
Na inicial o MPT esclarece que no decorrer da investigação feita nos Inquéritos Civis n. 000191.2010.14.000/0 e 000061.2013.14.001/6, cujos objetos eram a terceirização ilícita da atividade-fim dos bancos réus mediante a contratação de correspondentes bancários (casas lotéricas, agências dos Correios, farmácias, papelarias, supermercados, imobiliárias, concessionárias de veículos, lan houses, empresas de ônibus, sindicatos, etc.) para prestação de atividades típicas bancárias, após profunda reflexão, pesquisa, estudo e investigação sobre os correspondentes bancários no Brasil, durante os últimos dois anos, constataram que a situação dos correspondentes bancários no Brasil precisa ser revista.
“O Banco Central do Brasil promove e incentiva a transgressão aos direitos sociais, ao permitir aos bancos réus e aos Correios ? inconstitucional e ilicitamente ? a terceirização da atividade-fim das instituições financeiras por meio da contratação de correspondentes bancários. O falso argumento de que ter correspondentes bancários decorre da necessidade de bancarização e inclusão financeira são falácias ? artimanhas da argumentação – para deturpar o Sistema Financeiro Nacional, lesar e pulverizar a categoria bancária, ampliar os lucros dos bancos (que todos os anos batem recorde após recorde) e usar o correspondente bancário como “segmentação e exclusão social, expondo a população a um verdadeiro apartheid social”, diz a inicial.
Ainda afirma que enquanto a população mais rica pode fazer uso de suas pomposas agências Estilo (Banco do Brasil), Personalité (Itaú), Premier (HSBC), Prime (Bradesco), etc., o cidadão pobre é obrigado a realizar suas operações bancárias em pequenos estabelecimentos comerciais como padarias, farmácias, supermercados, papelarias, lojas de varejo de eletrônicos e eletrodomésticos, casas lotéricas, agências dos Correios, etc., sem o mínimo de segurança adequada e sem a prestação de informações bancárias adequadas por trabalhadores bancários preparados e com experiência para presta o serviço bancário.
A Caixa Econômica Federal apresentou recurso de revista, ao Tribunal Superior do Trabalho, para anular a decisão do Tribunal ou, alternativamente, que seja declarada a incompetência da Justiça do Trabalho para conhecimento e julgamento do processo.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO), José Pinheiro, a ação civil pública do MPT é de extrema importância tanto para os bancários como para os clientes e usuários pois hoje os bancos utilizam os correspondentes para praticar a mão-de-obra barata.
“Estes trabalhadores fazem o serviço de bancário e tem uma remuneração infinitamente menor do que um bancário, sem os direitos conquistados nas convenções coletivas de trabalho e os clientes também são penalizados, pois acabam sendo vítimas de um atendimento precarizado, e sendo feito em ambientes sem as mínimas condições de segurança ou de privacidade”, avaliou Pinheiro.

Fonte http://www.rondoniaovivo.com.br/

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Greve derruba em 74% o consignado dos aposentados na região

Doze dias. Esse foi o período de setembro que os bancários ficaram em greve. Suficiente para diminuir o total de empréstimos consignados para os aposentados e pensionistas da região em R$ 63 milhões.

Segundo dados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o Grande ABC contratou R$ 83 milhões em empréstimos consignados em agosto. No mês seguinte, o órgão informou que os segurados da Previdência Social demandaram apenas R$ 20,9 milhões – 74% a menos.

“É resultado da greve dos bancários. Todo ano ocorre isso em setembro”, disse o especialista em Finanças e ex-economista chefe da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) Roberto Luis Troster.

No ano passado, conforme destacou Troster, a greve também impactou os empréstimos consignados vinculados ao INSS. Mas a queda foi de 26,6%, tendo em vista que passou de R$ 64,7 milhões, em agosto, para R$ 45,5 milhões em setembro.

A diferença é que em 2012, a greve dos bancários durou nove dias, entre 18 e 26 de setembro. Portanto, três dias a menos do que neste ano – a paralisação em 2013 durou, ao todo, 23 dias, terminada em outubro. O resultado foi volume de contratações 54% menor em setembro do que no nono mês do ano passado.

Professor de Economia da FSA (Fundação Santo André), Volney Gouveia apresentou duas hipóteses que podem explicar o recuo no volume contratado. Uma delas é a interpretação das famílias em relação ao cenário econômico, que está desacelerado e, outra, à possível proximidade do esgotamento da capacidade de contratação do crédito. “Entendo que o PIB (Produto Interno Bruto) em marcha lenta também influencia a demanda do crédito”, disse Gouveia.

“A segunda tese, quanto ao esgotamento da base dos aposentados em contratar esses créditos, vejo que a base pode estar apresentando certa fadiga por já estar com a renda comprometida, muitas vezes com o mesmo tipo de operação”, analisou o professor da FSA.

Ele pontuou que a margem consignável de parcelas, que não ultrapassem 30% da renda líquida mensal do segurado, é um fator limitador da demanda.

CAMPANHA – Para forçar os bancos a ofertarem reajuste salarial e melhorias laborais, os bancários em todo o Brasil cruzaram os braços por 23 dias. Foi a segunda maior mobilização, em duração, da história. A mais extensa ocorreu em 2004, quando a categoria paralisou as atividades das agências por 30 dias.

No Grande ABC, a estratégia do Sindicato dos Bancários foi travar os serviços das unidades das instituições localizadas nos centros das cidades. Para a entidade, são essas as responsáveis pela maior movimentação financeira.

Na prática, agências fechadas são o mesmo que aposentados e pensionistas sem contratar crédito consignado. Apesar de existir a possibilidade de emprestar dinheiro por meio de cartão de crédito com desconto em folha, praticamente 99% do segurados fazem a operação padrão, com atendimento presencial nos bancos.

Por isso, no Brasil, o volume concedido também apresentou um decréscimo, como ocorreu na região. Dados do boletim de operações de crédito do BC (Banco Central) revelam que o montante consignado liberado em setembro foi 15% menor do que em agosto. Foram R$ 2,86 bilhões emprestados para desconto em folha de pagamento, contra R$ 3,38 bilhões em agosto.

ORIENTAÇÃO – Por se tratar de um empréstimo que tem as parcelas descontadas na folha do benefício, essa é a modalidade de consumo mais barata para os aposentados e pensionistas, com média de juros de 2,3% ao mês. Para se ter ideia, a taxa de empréstimo pessoal não consignado está em torno de 5,12% ao mês.

No entanto, avisa o educador financeiro e sócio-diretor da Mais Ativos, Álvaro Modernell, o consignado deve ser evitado como qualquer outro tipo de empréstimo. “Não se pode utilizá-lo como uma continuidade da renda. Crédito é bom, mas deve ser utilizado apenas quando necessário.”

Fonte Diário do Grande ABC – Pedro Souza

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Banco é multado em R$ 30 mil por negar conta a deficiente

O Itaú Unibanco foi condenado a pagar R$ 30 mil em indenização por dano moral a um cliente com deficiência física que não pode abrir uma conta bancária, segundo decisão da 8ª Vara Cível de São Bernardo do Campo. A instituição financeira ainda pode recorrer da sentença.

De acordo com informações da assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo, o requerente tem paralisia cerebral, com restrições de coordenação motora. O bancou alegou que ele não podia assinar de próprio punho o contrato e pediu para que ele retornasse outro dia acompanhado de alguém que pudesse assinar por ele.

Para o juiz Gustavo Dall’Olio, o banco se recusou a aceitar a impressão digital ou até mesmo a biometria para aceitar a abertura de conta e impediu a participação da pessoa com deficiência na sociedade, em igualdade de condições.

“A contratação do serviço bancário não acarretaria, sob nenhum aspecto, ônus desproporcional ou indevido à instituição financeira, a qual se eximiu – invocando justificativas risíveis – do dever de ‘adaptação razoável’”, afirmou o juiz na decisão.

Fonte http://economia.terra.com.br/

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Daycoval apura lucro líquido de R$ 59,3 milhões no 3º trimestre

Valor é 11% inferior ao obtido em igual período do ano passado…

O banco Daycoval apurou lucro líquido de R$ 59,3 milhões no terceiro trimestre do ano, queda de 11% em relação a igual período do ano passado, quando a instituição lucrou R$ 77 milhões. No acumulado do ano até setembro, o lucro foi de R$ 190,7 milhões, queda de 19,5% na comparação com igual período do ano passado.

Segundo o diretor institucional e de relações com investidores do Dayocoval, Ricardo Gelbaum, a queda é justificada pelo baixo crescimento da carteira de crédito nos últimos dois anos, fruto de uma decisão do banco de pisar no freio nos empréstimos por conta do baixo crescimento da economia e dos riscos de aumento da alta da inadimplência e das despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD).

“Os grandes bancos privados estão fazendo agora a movimentação que nós fizemos há cerca de dois anos quando nós já avaliávamos que a conjuntura econômica apresentava riscos significativos. Crescemos basicamente em crédito consignado voltado para funcionários públicos e com financiamento de veículos. No entanto reduzimos o peso das empresas na carteira”, afirmou Ricardo.

O banco, no entanto, mudou sua postura e após dois anos voltou a apresentar crescimento dos empréstimos voltados para empresas. A carteira voltada para esse segmento cresceu 4,1% em relação ao segundo trimestre do ano, mas caiu 2,5% na comparação em 12 meses. Enquanto que o crédito consignado subiu 9,9% na no trimestre e 30,1% no ano.

O financiamento para compra de veículos, por sua vez, apresentou crescimento de 1,9% em comparação ao segundo trimestre do ano e de 6% em comparação ao terceiro trimestre do ano passado. No terceiro trimestre, a carteira total banco fechou em R$ 9,379 bilhões, alta de 5,8% em relação ao trimestre passado e de 7% na comparação a igual período do ano passado.

Atualmente, 60% dos empréstimos se concentram em empresas e 40% em consignado e veículos. Segundo Gelbaum, a meta é do banco para os próximos anos é continuar crescendo nas duas linhas, mas reforçando o crédito para empresas chegando a uma relação de 70% para pessoas jurídicas e 30% em consignado.

“Não vamos deixar de crescer em veículos e consignado, mas nosso foco será o empréstimo para empresas de todo porte com prazos e tickets menores o que nos permite ter uma margem maior”, afirmou Ricardo. “Cerca de 40% da nossa carteira vence em 91 dias”, complementou o representante do banco.

Fonte http://www.dci.com.br/financasCaio Zinet

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CVM julga ex-presidente do Banco Panamericano no dia 19 de novembro

Executivo é acusado de uso de informação privilegiada e violação do dever de lealdade

O ex-presidente do Banco Panamericano, Rafael Palladino, será julgado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no próximo dia 19. O executivo é acusado de uso de informação privilegiada (“insider trading”) e violação do dever de lealdade por ter negociado ações da instituição financeira em meio às negociações de um aporte de R$ 2,5 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

A injeção de recursos foi anunciada em 9 de novembro de 2010, em fato relevante. O objetivo era tentar restabelecer o equilíbrio patrimonial do Panamericano e ampliar a sua liquidez operacional, preservando um bom nível de capitalização.

À época, vieram à tona inconsistências contábeis nas demonstrações financeiras do banco, que escondiam sua real situação patrimonial. As fraudes contábeis encobriam um rombo de R$ 4,3 bilhões. A Gerência de Acompanhamento de Mercado da CVM constatou volume, liquidez e oscilação incomuns das ações do banco e passou a apurar a possibilidade de “insider trading” por seus administradores.
AE
O BC solicitou primeiros esclarecimentos acerca dos problemas contábeis identificados em setembro de 2010
As ações do Panamericano (BPNM4) vinham caindo de forma consistente desde 13 de outubro daquele ano, quando fecharam a R$ 9,01. Na data da divulgação do fato relevante — 9 de novembro, após o fechamento do mercado — o papel fechou a R$ 6,77, com queda de 24,86%. No dia seguinte, continuou despencando (-6,75%).

O Banco Central solicitou os primeiros esclarecimentos acerca dos problemas contábeis identificados em 8 de setembro de 2010. A CVM entende que a partir daí estava vetada a negociação de ações do Panamericano por seus diretores, membros do conselho de administração e qualquer pessoa da companhia envolvida nas negociações com o FGC, o que seria o caso de Palladino.

Em setembro, a CVM fechou um acordo no mesmo caso com Sandra Regina de Medeiros Braga, ex-diretora de controle da holding do Grupo Silvio Santos — então dono do Panamericano. Para encerrar o processo contra ela sem julgamento, a autarquia aceitou a proposta de pagamento de R$ 39,092 mil, quantia equivalente ao dobro da suposta vantagem pecuniária obtida nas operações com as ações do Panamericano.

Em maio, a Justiça Federal decretou o arresto dos bens de 13 ex-executivos denunciados por gestão fraudulenta no Panamericano, entre os quais estava Palladino. A medida visava assegurar um eventual ressarcimento ao Tesouro e a investidores, em caso de condenação ao final da ação penal.

O ex-presidente do Panamericano move um processo trabalhista contra o banco. Ele acusa a instituição de pagar os principais executivos por fora para economizar nos encargos trabalhistas. A causa pode chegar a R$ 30 milhões.

Fonte Agência Estado

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