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Durante o evento do CVG-SP, realizado na última terça-feira (30/10), o tema “Microsseguro – Contratações por Meios Não Presenciais”, criou um ambiente de debate e discussões construtivas entre os participantes. Para palestrar, foram convidados o presidente da Comissão de Microsseguros e Seguros Populares da CNseg, Eugênio Velasques e o presidente do Sincor-SP, Mário Sérgio, que pontuaram pensamentos distintos sobre o assunto.

Para Velasques, os produtos mais simples, podem ser comercializados até mesmo através das máquinas. Já para Mário Sério, existe a preocupação em saber quem estará atrás desse equipamento, orientando o consumidor de microsseguro.

“Temos que analisar a característica do produto a ser vendido. Não faz sentido, por exemplo, oferecer um Seguro Viagem ao consumidor através da ATM (Automatic Teller Machine), no momento em que ele vai sacar dinheiro. Porém, se ele for comprar uma passagem num terminal aéreo, ou num site de viagem, poderá aparecer certamente o oferecimento deste seguro”, ressalta Velasques.

Mas qual o papel do corretor nesta venda? De acordo com Velasques, o corretor pode participar diretamente, mas corre o risco de ficar de fora. “Esse é o mercado que ele vai ter que lutar para comercializar. A mesma coisa que acontece no varejo hoje, todos os pontos de venda de varejo, tem um corretor trabalhando com a gente. Se ele não tomar conta desse mercado, alguém vai tomar”, frisa.

Em contrapartida, Mario Sergio se opõe ao fato de ser criado o corretor de microsseguro para comercialização desta modalidade. “Esse profissional poderia ser mais bem capacitado. Criar o corretor de microsseguro para que? Se nós já temos profissionais em quantidade suficiente. Vamos estimular que tenham mais corretores com formação completa, que realmente vai levar ao consumidor uma melhor proposta, melhor condição, não só no preço, mas nas condições gerais do serviço”.

Ele confessa ainda, estar preocupado com o fato do microsseguro ser oferecido como seguros, por pessoas não especializadas. “No final das contas, esse profissional intitulado corretor de microsseguro, vai acabar vendendo outros produtos, seja o Vida, Saúde, Automóvel. E com certeza vai vender mal, porque ele não foi preparado para isso”, conclui.

Fonte CQCS – Crislaine Cambuí

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