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A Internet nem sempre traz consequências favoráveis para o mercado de seguros. Na Inglaterra, por exemplo, sites de comparação acabaram induzindo o consumidor a fazer sua escolha com base no preço, o que provocou um acirramento da concorrência que praticamente destruiu o mercado. O exemplo britânico é citado pelo presidente executivo da Porto Seguro, Fabio Luchetti, como uma prova de que é preciso avaliar essa questão com toda a cautela.

Segundo ele, lá, os chamados “multicálculos” foram criados com a retórica de facilitar a vida dos corretores. Contudo, passado algum tempo, o que se viu foi o aumento da ansiedade no canal de distribuição, cenário que desencadeou na guerra de preços entre os corretores. “Primeiro consigo o cliente, depois vejo o que faço, era o pensamento”, revelou o executivo, ao participar de recente evento do Clube dos Corretores de Seguros (CCS-SP).

Logo, as seguradoras também passaram a “brigar” por preço, o que destruiu o mercado e reduziu “a percepção de valor do corretor.

De acordo com o presidente da Porto Seguro, esse cenário conturbado condicionou o consumidor a buscar preço na tela do computador. “Bastava responder 45 perguntas e, em apenas cinco minutos, 30 a 40 seguradoras enviavam seus preços. Então, o consumidor pensava: era isso que o corretor fazia para mim a vida inteira?”, frisou o executivo.

Fabio Luchetti acrescentou que, aos poucos, os corretores de maior porte foram fortemente impactados e os pequenos e médios acabaram sendo dizimados. “O mercado inglês é, agora, para os poucos grandes corretores e brokers que sobraram nesse caos todo que foi instalado lá”, alertou.

Fonte CQCS – Jorge Clapp

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