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Valor é 11% inferior ao obtido em igual período do ano passado…

O banco Daycoval apurou lucro líquido de R$ 59,3 milhões no terceiro trimestre do ano, queda de 11% em relação a igual período do ano passado, quando a instituição lucrou R$ 77 milhões. No acumulado do ano até setembro, o lucro foi de R$ 190,7 milhões, queda de 19,5% na comparação com igual período do ano passado.

Segundo o diretor institucional e de relações com investidores do Dayocoval, Ricardo Gelbaum, a queda é justificada pelo baixo crescimento da carteira de crédito nos últimos dois anos, fruto de uma decisão do banco de pisar no freio nos empréstimos por conta do baixo crescimento da economia e dos riscos de aumento da alta da inadimplência e das despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD).

“Os grandes bancos privados estão fazendo agora a movimentação que nós fizemos há cerca de dois anos quando nós já avaliávamos que a conjuntura econômica apresentava riscos significativos. Crescemos basicamente em crédito consignado voltado para funcionários públicos e com financiamento de veículos. No entanto reduzimos o peso das empresas na carteira”, afirmou Ricardo.

O banco, no entanto, mudou sua postura e após dois anos voltou a apresentar crescimento dos empréstimos voltados para empresas. A carteira voltada para esse segmento cresceu 4,1% em relação ao segundo trimestre do ano, mas caiu 2,5% na comparação em 12 meses. Enquanto que o crédito consignado subiu 9,9% na no trimestre e 30,1% no ano.

O financiamento para compra de veículos, por sua vez, apresentou crescimento de 1,9% em comparação ao segundo trimestre do ano e de 6% em comparação ao terceiro trimestre do ano passado. No terceiro trimestre, a carteira total banco fechou em R$ 9,379 bilhões, alta de 5,8% em relação ao trimestre passado e de 7% na comparação a igual período do ano passado.

Atualmente, 60% dos empréstimos se concentram em empresas e 40% em consignado e veículos. Segundo Gelbaum, a meta é do banco para os próximos anos é continuar crescendo nas duas linhas, mas reforçando o crédito para empresas chegando a uma relação de 70% para pessoas jurídicas e 30% em consignado.

“Não vamos deixar de crescer em veículos e consignado, mas nosso foco será o empréstimo para empresas de todo porte com prazos e tickets menores o que nos permite ter uma margem maior”, afirmou Ricardo. “Cerca de 40% da nossa carteira vence em 91 dias”, complementou o representante do banco.

Fonte http://www.dci.com.br/financasCaio Zinet

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