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A diretriz determinada pela CNSP de Resolução 297/13 publicada ontem (30/10), que estabelece a contratação de seguro sem participação do corretor ou de seu preposto, causou grande impacto no mercado de seguros gerando posições divergentes nos corretores de todo o Brasil.

“Este é o ponta pé inicial para banalização do trabalho desenvolvido pela classe dos corretores, que é um profissional qualificado e habilitado para venda de seguros”, afirma o corretor pessoa física, Edson Carvalho Gomes, ao falar sobre a do CNSP.

Ele confessa se sentir desprestigiado, a partir do momento em que as seguradoras e os agentes passam a trabalhar sem o papel deste profissional. “Tendo em vista que já a própria lei estabelecia há alguns anos atrás que o único profissional habilitado é o corretor de seguros, há uma contradição muito grande. Faz com que o mercado retroaja, ou seja, tudo que foi conquistado, esta indo pelo ‘ralo’”.

Compartilhando a mesma opinião, Wagner Martins, da Fundamental Corretora de Seguros, acrescenta que esta é uma luta constante para o corretor se inserir como profissional no mercado. “Os grandes riscos precisam de uma análise profunda e conhecimento. Deixar um mercado que exige esse conhecimento nas mãos de quem não tem fica vago. É como ir comprar um imóvel e não ter um corretor de imóvel para te auxiliar”.

Com 30 anos de mercado, Martins ressalta ter aprendido com o tempo a importância de ter um corretor, de ter um treinamento, além de “conhecer o mercado, estudar, entender a necessidade do cliente, de olhar como um agente do bem estar social, e não simplesmente fazer uma venda”.

Em contrapartida, Marcos Abarca, da Atributo Corretora de Seguros diz que o mercado vem passando por fortes transformações, e cada vez mais os integrantes tem sido chamados para se profissionalizar. De acordo com ele, nesse momento não pode-se dizer que haverá um ganho ou não. “Mas esse é o caminho, estão sendo definidas algumas mudanças importantes”.

E completa, “a tendência é o mercado ficar mais claro e as regras inflexíveis em determinados pontos de vistas. Isso vai se reduzir em profissionalização, então, cada um no seu terreno terá que fazer um trabalho muito melhor do que faz hoje, segurador, assessoria e corretor de seguros. Quem manda no mercado é o consumidor, ele vai comprar com quem ele se sente mais seguro”.

Nessa linha, o corretor Rafael Lopes Ferreira, da Niasa Personal Corretora de Seguros acrescenta, que a resolução veio para definir como as coisas devem ser feitas. “Organiza algo que estava bagunçado, qualquer um poderia fazer qualquer coisa. E a partir de agora existe uma regra, e cabe aos Sincors auxiliar os corretores para encontrarem o seu espaço. Eu vejo como uma grande oportunidade”.

Fonte CQCS – Crislaine Cambuí

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