Para o corretor José Adenir Panho, da Panho Corretora de Seguros, esta é uma prática totalmente incorreta. “Jogar o preço lá embaixo para o cliente, apenas para vender o seguro, denigre a imagem do corretor e do produto que está sendo oferecido”, ressalta.

Ele comenta ainda o fato de considerar a atitude uma concorrência desleal, por parte daqueles que trabalham de maneira não ética. “O corretor precisa agir sempre de maneira competente e correta. Além de esclarecer a abrangência do seguro, o que cobre e não cobre. E não simplesmente trabalhar o preço. O que muitas vezes acaba deixando o cliente na mão”.

Nessa linha, Antonio Luiz Neto, da Mavol Corretora de Seguros, concorda com Panho, e destaca que “este profissional é um produtor, e se auto intitula corretor de seguros”. Ele afirma que nesse tipo de atendimento o corretor se contenta com R$ 50,00 no bolso. “Afinal, o importante é vender o seguro”, frisa.

Para ele, o corretor que possui empresa e inscrição na Susep, não pode apenas “ ‘vender preço’. Existe o leilão? Sim. E o desconto? Também. Mas tudo tem limite. Tem gente dando a primeira parcela do seguro para o cliente, isso é um absurdo. Infelizmente vivemos num mercado muito complicado e com pouca fiscalização”, contesta Antonio.

Já, com pensamento distinto dos demais, o corretor Rafael Lopes Ferreira, da Niasa Corretora de Seguros, se diz imparcial em relação a alguns casos. Ele destaca que existem pessoas com necessidades diferenciadas, logo, ele não recrimina ninguém. “Será que o corretor do interior, tem as mesmas possibilidades do corretor da capital?”, questiona.

E completa, “muitos profissionais são obrigados a fazerem bico para complementar a renda. Como você vai recriminar um cara que de repente dá um desconto a mais para fechar o seguro, já que necessidade dele exige isso? Chega ser hipocrisia pensar assim. Qualquer corretor agiria assim, caso precisasse”.

Mas, ele explica que há controvérsias. Como são nos casos em que os corretores dão desconto de até 90% da comissão. Ou “altera o perfil propositadamente, fornece informações não verdadeiras, que usa de qualquer meio para tapear o cliente, ou simplesmente para fazer com que o mesmo aceite obrigatoriamente o que ele quer”. Nessas situações, Rafael se põe em posição contrária, pois dessa maneira o cliente acaba sendo lesado na maioria das vezes. “Nesse caso o profissional deveria ser penalizado”, conclui.

Fonte CQCS – Crislaine Cambuí

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