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Pela 1ª vez em cinco anos, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal estão pessimistas

O calendário de Basileia 3 estabelece que, de 2016 a 2019, a exigência do piso de capital subirá gradualmente até 13%, ante os atuais 11% exigidos pelo Banco Central brasileiro.

Uma das principais ferramentas dos bancos para reforçar o patrimônio líquido é a retenção de lucros, mas a pressão do governo federal desde o ano passado para baixar os spreads bancários tem pressionado as margens.

A rentabilidade sobre o patrimônio (ROE) do setor, historicamente superior a 20%, vem caindo no Brasil e a previsão de executivos dos bancos é de continuidade da queda nos próximos anos.

A Caixa tem conseguido manter níveis maiores — no terceiro trimestre, seu ROE foi de 27%. Contudo, a retenção de lucro tem sido menor, dada a necessidade do governo de receber dividendos para ajudar a reforçar o superávit primário.

Em setembro, o índice de Basileia de Caixa era de 17,7% e o do BB estava em 15,2%. Em relação ao piso atual de 11%, ambos poderiam ampliar a oferta de crédito sem se preocupar com as necessidades de capital. O problema é que as condições para reforçar o capital pioraram e os bancos querem ter alguma folga, por isso a saída é pisar no freio.

Diante da deterioração do quadro macroeconômico nos últimos meses, BB e Caixa notaram uma piora das condições de captação externa, também refletindo a maior instabilidade do mercado com sinais de que o Federal Reserve — banco central dos Estados Unidos — gradualmente reduzirá os estímulos à economia norte-americana, retirando parte da liquidez global.

A Caixa, que pretendia emitir R$ 5,71 bilhões (US$ 2,5 bilhões) em sua estreia com bônus no exterior, levantou metade disso em setembro. O BB, que tem sido frequentador assíduo do mercado de bônus nos últimos anos, ainda considera captar neste ano, após ter feito sondagens mais cedo e decidido esperar mais.

Nos últimos anos, BB e Caixa conseguiram sustentar elevadas taxas de expansão do crédito, e reforçaram a estrutura de capital com recursos do Tesouro ou captações a baixo custo, dada a forte liquidez internacional.

Em 12 meses até setembro, a expansão da carteira de crédito do BB foi de 22,5%o, mais que o dobro da média dos principais concorrentes privados. No caso da Caixa, a expansão foi de 40%.

Fonte http://www.paraibatotal.com.br/

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