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BC: concentração cresce e BB, Itaú, Bradesco e Caixa têm quase 80% do crédito

BC: concentração cresce e BB, Itaú, Bradesco e Caixa têm quase 80% do crédito

A concentração aumentou e os quatro maiores bancos já têm praticamente 80% do mercado de crédito brasileiro. Dados apresentados nesta segunda-feira, 3, pelo Banco Central mostram que as quatro maiores instituições financeiras – Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Caixa Econômica Federal – terminaram dezembro com 78,99% do mercado de crédito. O porcentual revela aumento na comparação com junho, quando o índice estava em 76,95%.

A concentração também cresceu nos outros dois temas acompanhados pelo BC. Em depósitos, a participação das quatro instituições aumentou de 74,56% para 78,48% no mesmo período. Em total de ativos, a parcela do BB, Itaú, Bradesco e Caixa passou de 70,48% para 72,70%.

Ativos problemáticos

O diretor de Fiscalização do Banco Central, Anthero Meirelles, nega que eventual aumento do risco gerado pela expansão da carteira de ativos problemáticos vá prejudicar a recuperação do mercado de crédito das empresas. O diretor disse que essa piora na margem seria relacionada a “riscos já compreendidos”.

“Esses riscos já estão na conta dos bancos e podem ou não continuar se materializando. Isso depende do cenário idiossincrático de cada empresa. Isso não vai atrasar eventual retomada do crédito”, disse o diretor em entrevista para apresentar o Relatório de Estabilidade Financeira (REF).

Durante a apresentação, o diretor citou que a perspectiva de aumento dos ativos problemáticos é basicamente pelas grandes empresas. “Houve eventos significativos como Lava Jato, Oi e Sete Brasil. Essa perspectiva é muito impactada por eventos específicos”, disse, ao comentar que o risco de ativos problemáticos para pessoa física e pequenas e médias empresas parece ter ficado para trás.

Anthero Meirelles ressaltou que o importante é que os riscos “já estão sobre a mesa” e bancos continuam com indicadores sólidos, como elevados níveis de capital, liquidez e provisão para esses riscos. “O sistema financeiro tem capacidade de absorver esses choques”, disse.

Fonte http://www.istoedinheiro.com.br/bc-concentracao-cresce-e-bb-itau-bradesco-e-caixa-tem-quase-80-do-credito/

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Casal cria rede que auxilia negativados em busca de empréstimo

Casal cria rede que auxilia negativados em busca de empréstimo

Desempregado, casal recorreu ao empreendedorismo criativo para criar negócio de sucesso


Sibele e Eric Vaz de Lima criaram a Vazoli, que já conta com mais de 90 unidades e diversificou a carteira de serviços em 2016

A crise financeira global em 2009 foi o estopim para o início das dificuldades do casal Eric e Sibele Vaz de Lima. Demitido de um banco no interior do Estado de São Paulo, ele passou a se dedicar a pequena Vazoli, até então uma espécie de segunda renda da família, que ocupava um salão de pouco mais de 12m², na cidade de Severínia, na região norte do Estado.

Ela, também funcionária de um grande banco na mesma cidade, não demorou a sofrer o mesmo baque. Desempregados os dois mergulharam em muitas contas em atraso e também no negócio próprio, até então focado na venda de seguros.

“Ainda pequeno, o negócio começava a andar, tínhamos interessados no serviço. Foi aí que, aproveitando esse folego inicial, arriscamos e iniciamos a abertura da segunda unidade, em Olímpia, mas a grande dor de cabeça veio na hora de montar a o espaço”, lembra Sibele.

Endividados após as dívidas acumuladas em um período de “vacas magras”, Eric e Sibele entraram juntos em uma loja de móveis de informática para adquirir as cadeiras e mesas necessárias para a estruturação da segunda operação da Vazoli.

“A grande surpresa foi que o vendedor não aceitou vender de forma parcelada o que precisávamos comprar para a estruturação da nova unidade. Estávamos com nossos nomes sujos, mas precisava empreender. Essa necessidade nos fez pensar que a busca por crédito nessas condições não era exclusividade nossa e que muitas outras pessoas poderiam estar passando pelo mesmo problema”, explica Eric.

A dificuldade fez os dois mudarem o foco. Sibele estudou formas de usar as duas unidades para oferecer crédito a negativados e aposentados, pensionistas e funcionários públicos, até então um público carente de atenção do mercado financeiro. Da parceria com os bancos surgiu o novo modelo de negócios, que tem como meta fechar o ano de 2018 com 20 novas unidades.

“Deu muito certo. A fila para buscar crédito muitas vezes dobrava a esquina e a gente passou a buscar formas de expandir o negócio. Foi aí que o Eric pensou em franquear a Vazoli”, explica Sibele.

Entraram para o franchising em 2011, a formatação demorou praticamente um ano, e o sucesso foi imediato. Pouco a pouco a rede também ampliou os produtos oferecidos ao público final. Hoje fazem parte desta gama financiamentos imobiliários e automotivos, empréstimos consignados e pessoais, além de consórcios e seguros.

“A parceria com os franqueados tem dado muito certo, uma vez que hoje a Vazoli é uma enorme família. O importante é trabalhar com honestidade e de forma clara com o público final. Nosso crescimento está baseado neste pensamento”, finaliza Eric.

Fonte https://catracalivre.com.br/geral/empreendedorismo/indicacao/casal-cria-rede-que-auxilia-negativados-em-busca-de-emprestimo/

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Startup fintech: uma nova proposta de serviços financeiros

Startup fintech: uma nova proposta de serviços financeiros

Que tal a sua próxima conta bancária ser oferecida por uma startup fintech? Se ainda não está por dentro da nova proposta de serviços financeiros, vamos apresentá-la para você e explicar por que é a melhor opção ao microempreendedor individual (MEI)

RICARDO CAPUCIO
ADVOGADO, ESCRITOR, EMPREENDEDOR E FUNDADOR DA CONTA.MOBI
Você sabe o que é startup? E fintech o que é?A união das duas palavras de origem estrangeira constrói um termo que ganha evidência também no Brasil: a startup fintech.

Estamos falando de serviços financeiros oferecidos por negócios de base tecnológica. São empresas que conquistam espaço no mercado com uma proposta diferenciada e que, não por acaso, tem caído no gosto especialmente do público mais jovem.

Neste artigo, vamos explicar o que é uma startup fintech e que tipo de facilidades ela oferece, da conta digital ao cartão de crédito. Também abordaremos as principais diferenças para os bancos, justificando por que esse tipo de empresa é mais vantajosa para um MEI.

Acompanhe a leitura, fique por dentro dessa novidade e descubra tudo sobre as fintech brasileiras, uma nova proposta de serviços financeiros.

O que é startup fintech?
Maior eficiência por um preço mais baixo. Quem não gostaria que seu banco fosse assim? Pois essa é uma característica das startups fintech, modernas empresas que aliam tecnologia e finanças.

Não por acaso, elas vêm causando uma verdadeira revolução em todo o mundo, desafiando e colocando dúvidas sobre um sistema bastante antigo e tradicional.

Mas é um tanto precipitado vê-las como inimigas dos bancos, especialmente porque as semelhanças até existem em alguns dos serviços oferecidos, mas desaparecem na forma como isso acontece.

O que marca as fintechs é a atuação online. Exclusivamente pela internet, as empresas conseguem realizar o que um banco faz, mas de forma única: com tecnologia de ponta e por um custo bastante inferior, o que se justifica pela estrutura bem mais enxuta.

Em todo o mundo, conforme dados da empresa de pesquisa Venture Scanner, eram mais de 1.400 startups fintech no início de 2016. No Brasil, há muitos casos famosos e com milhares de usuários fascinados pela experiência de gestão online do dinheiro.

Desde a administração da conta bancária até a solicitação de empréstimo, passando pelo controle do cartão de crédito, nada mais precisa ser realizado presencialmente. Basta estar conectado à internet, até mesmo pelo celular.

É ou não uma proposta que tem tudo a ver com mentes mais jovens e antenadas?

Quais serviços oferece?
As startups fintech que já atuam no Brasil são uma bela amostra de que não existe limite para elas. É possível, a partir delas, ter acesso a todo o tipo de serviço financeiro. Vamos conhecer alguns deles:
Conta bancária digital: todos os serviços oferecidos por bancos tradicionais, com recursos extras.
Cartão de crédito: sem tarifas e sem anuidade para compras à vista e a prazo.
Microsseguros: para automóveis, motocicletas, empresas, residências, seguro de vida e seguro viagem.
Empréstimos: para pessoas físicas e jurídicas, com taxas de juros mais baixas.
Investimentos: como aplicar seu dinheiro com segurança e rentabilidade.
Gestão de benefícios: pagamentos de alimentação, refeição e combustível.
Soluções em recebimentos para empresas: cobranças em cartões de crédito, débito online e boleto.
Máquina de cartão de crédito: com conexão à internet e gerenciamento por aplicativo.
Controle financeiro pessoal: aplicativo organiza as finanças e fica conectado à conta corrente e ao cartão de crédito.

Como funcionam essas empresas?
São muitos serviços oferecidos em condições diferenciadas, por um custo inferior e agregando as vantagens da tecnologia de ponta. Como isso é possível?
Diferentemente de um banco tradicional, uma fintech não precisa de milhares de funcionários e agências físicas espalhadas pelo país, pois têm funcionamento eletrônico. Por isso, seus custos são menores.

Já a eficiência encontra razão na parceria com a tecnologia. Essas startups têm na inovação um modo de operação e ela aparece na forma como os usuários vivenciam a experiência financeira.

Mais detalhes interessantes sobre a forma como as fintechs funcionam estão no relatório FintechLab. Segundo a publicação, a revolução por elas provocada no mercado se explica por quatro razões principais:

1. Desenho centrado no usuário
O termo remete à maneira como a solução oferecida é desenhada. Isso significa que muitas fintechs tem na forma como se relacionam com o usuário seu principal diferencial. Conforme o documento, desenhar serviços centrados em pessoas exige pesquisa, empatia, co-criação e metodologia.
Essa estratégia desperta o interesse também dos bancos tradicionais. O presidente do Itaú, Roberto Setúbal, declarou em evento no ano passado que os clientes desejam maior velocidade. “Sem dúvida é uma mudança grande, onde o cliente está no centro da proposta”, afirmou.
2. Serviços inovadores
A proposta é de reversão do foco: em vez de o objetivo central estar na geração imediata de receita imediata, opta-se por atender a necessidades latentes do usuários, como a gestão financeira.
3. Eficiência
Uma característica que torna os processos mais eficientes em uma startup fintech é base a tecnológica consistente, com plataformas modernas e com armazenamento de informações na nuvem. Tudo isso reduz seu custo de operação e o tempo para a tomada de decisões.
4. Blockchain
A tecnologia blockchain é utilizada para validar e certificar operações financeiras em ambientes invioláveis devido à sua alta criptografia, o que garante a privacidade e segurança das informações. Não é por acaso que tem despertado interesse também dos bancos tradicionais.
Startup fintech são seguras?
Essa é um receio comum, talvez até capaz de postergar a adesão dos mais experientes à nova proposta de serviços financeiros. Afinal, são anos e anos de convivência com o sistema dos bancos tradicionais. Como encontrar a mesma segurança em um celular?
Se você tem essa dúvida, pode ficar tranquilo. É incomparável o nível de proteção oferecido em uma transação eletrônica com o ato de carregar dinheiro em espécie para ir ao banco, por exemplo.
Além disso, se você tem conta bancária, certamente a instituição que a oferece disponibiliza canais online para consulta de saldo, transferências e pagamentos. Se você já acha que o internet banking, da forma como conhece, é um ambiente seguro, saiba que a tecnologia encontrada nas fintechs amplia essa proteção.
No tópico anterior, acabamos de falar sobre um das razões. A tecnologia blockchain é uma das responsáveis por tornar seguras as operações realizadas por fintech.
E o melhor: a indústria de segurança da informação está permanentemente buscando criar alternativas de tornar o meio digital definitivamente inviolável a práticas criminosas. O esforço é contínuo e já produz um ambiente bem menos ameaçador do que as ruas da sua cidade.
Startup fintech x bancos
De início, quando surgiram as primeiras startups fintech, o tom de concorrência com os bancos era mais elevado do que é hoje.
Atualmente, ao mesmo tempo em que a tecnologia diferencia a nova proposta, estimula uma aproximação de quem está há mais tempo no mercado. Afinal, é preciso fugir do conservadorismo para não perder clientes.
Uma prova vem da pesquisa da Goldman Sachs, divulgada pela Revista Época no ano passado: 33% dos millennials (termo que define jovens nascidos entre 1980 e 2000) acreditam que não vão precisar de um banco em cinco anos e metade espera que seus serviços sejam prestados por startups.
Neste vídeo, o vice-presidente de Markets do Itaú Unibanco, Caio David, fala sobre o impacto das fintechs sobre os bancos.
Mas o foco das fintechs não está apenas serviços bancários. Como veremos a seguir, em exemplos de startups brasileiras já atuantes, todo o tipo de solução financeira já tem entre aqueles que as oferecem um representante de base tecnológica.
Exemplos de startup fintech brasileiras
O relatório FintechLab mapeou no Brasil mais de 130 iniciativas de startups atuantes no setor financeiro por aqui. Elas foram divididas em 10 categorias:
Pagamentos
Gerenciamento Financeiro
Empréstimos e Negociação de Dívidas
Investimento
Funding
Seguros
Eficiência Financeira
Segurança
Conectividade
Bitcoin/Blockchain.
As três primeiras categorias são as que concentram o maior número de empresas: 31% oferecem pagamentos, 18% focam no gerenciamento financeiro e 16% atuam na concessão de empréstimo e negociação de dívidas.
Outra características das fintechs brasileiras reveladas pelo relatório é que 31% delas são direcionadas exclusivamente para o consumidor final, 27% para empresas e 42% atendem ambos os públicos.
Também segundo o levantamento, em 2015, a cada 10 fintechs, três tiveram faturamento superior a um milhão de reais. No conjunto, a receita bruta dessas empresas seria equivalente ao resultado operacional do 16º banco que mais fatura no país e que, em 2015, arrecadou R$ 173 milhões.
O FintechLab cita, entre os cases de sucesso no país, as seguintes empresas: GuiaBolso, ContaAzul, Bank Fácil, Stone, Nubank, Asaas, Kitado, Vindi, Intoo, Biva, Geru, Eqseed, FoxBit e CloudWalk.
A conta.MOBI é também uma das fintechs brasileiras, oferecendo a conta digital mais vantajosa ao microempreendedor individual. Pelo computador ou aplicativo, é possível realizar pagamentos e transferências, consultar o saldo, planejar-se financeiramente e emitir boletos de cobrança.
7 razões das fintech serem mais vantajosas para o MEI
Ainda na dúvida? Reunimos agora as principais razões para afirmar porque as fintechs oferecem as mais vantajosas soluções para um MEI. Perceba pelas características em comum que é quase um casamento perfeito.
Descomplicação: tudo se resolve de forma online
Custo baixo: as menores tarifas para a melhor solução de suas demandas
Segurança: ambientes criptografados afastam possíveis intrusos
Flexibilidade: no celular, tablet ou computador, basta estar conectado para utilizar os serviços
Autonomia: com soluções focadas no usuário, é tudo do seu jeito, assim como é na sua empresa
Eficiência: a proposta compreende oferecer o melhor resultado sem perda de tempo
Suporte: atendimento personalizado por diferentes canais.
Qual o futuro das startups fintech?
Quem tentou responder essa pergunta foi o FintechLab, que estabeleceu ao final do relatório algumas possibilidades.
Uma das mais interessantes se refere à internacionalização das empresas, com o aumento de investimentos externos. É bom destacar que 77% delas buscam parceiros e 30% estão se preparando para o mercado internacional. Qual será a nossa primeira fintech a faturar milhões do outro lado da fronteira?
Melhor organização institucional das fintechs, maior atuação tecnológica dos bancos e o aumento na participação de grandes empresas nesse mercado são outras projeções.
Neste vídeo, você confere uma entrevista com Fábio Ullmann, consultor do setor financeiro da IBM Brasil, que aborda justamente o futuro das fintechs
Conclusão
Neste artigo, apresentamos um pouco sobre o mundo das startups fintech, empresas que aliam finanças e tecnologia e que vem conquistando o mercado com sua proposta diferenciada.
Para quem precisa de soluções financeiras de baixo custo e alta eficiência, vale se informar mais sobre as opções disponíveis no mercado nacional e experimentar na prática as suas vantagens.
Certamente, essa é uma demanda que se encaixa no perfil do MEI. E foi especialmente para esse público que a conta.MOBI surgiu. Tornar mais fácil a vida de quem tem um negócio a gerir é uma missão com a qual a tecnologia muito pode contribuir.
Que tal deixar o futuro entrar na sua empresa?

Fonte http://www.otempo.com.br/interessa/tecnologia-e-games/startup-fintech-uma-nova-proposta-de-servi%C3%A7os-financeiros-1.1450702

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Greve dos bancários derruba crédito imobiliário, consignado e venda de carros

Greve dos bancários derruba crédito imobiliário, consignado e venda de carros

Agência Brasil
Industria automobilistica

Com a greve dos bancários, financiamento para a compra de veículos caiu 8,5% em todo o país
Marcelo Camargo/Agência Brasil

A greve dos bancários ampliou a queda na concessão de crédito pelos bancos, em setembro, principalmente das modalidades de crédito imobiliário, consignado e de financiamento de veículos, informou hoje (26) o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel.

Neste ano, a greve dos bancários, que teve inicio em setembro, durou 31 dias, com retorno dos bancários ao trabalho no dia 7 deste mês.

A greve afetou principalmente as modalidades em que é preciso negociar a liberação do crédito nas agências bancárias. Em setembro, as concessões do crédito consignado (com parcelas descontadas diretamente na folha de pagamento) caíram 24,4%. O financiamento para a compra de veículos caiu 8,5%. No caso do financiamento imobiliário, as concessões recaram 24,2%.

Tramitação demorada nos bancos

“Essa é uma concessão [de crédito imobiliário] que tem um trâmite mais demorado, que exige a presença do solicitante nas agências mais de uma vez. Uma agência fechada interrompe todos esses processos. Ano passado foi afetado de uma forma bem mais modesta, tinha recuado 4%, mas este ano afetou de forma significativa”, disse Maciel.

No total, as concessões de crédito de todas as modalidades caíram 7,2% em setembro em relação a agosto deste ano para pessoas físicas.

Maciel ponderou, entretanto, que o crédito seguirá em tendência de desaceleração mesmo sem a greve dos bancários. “A tendência do crédito é desaceleração, com expectativa de retração no ano. O resultado de setembro foi prejudicado pela paralisação bancária, mas isso não significa que haveria uma mudança de tendência. O crédito não irá liderar o movimento de reação da atividade econômica, mas tem como contribuir nesse processo”, disse Maciel.

No mês passado, o BC divulgou sua projeção para o saldo das operações de crédito este ano. Segundo estimativa do BC, os bancos vão registrar este ano a primeira queda no saldo das operações de crédito, na série histórica, iniciada em março de 2007. O recuou deve ser de 2%.

Em setembro, o saldo de todas as operações de crédito concedido pelos bancos caiu 0,2% em relação a agosto e ficou em R$ 3,109 trilhões. Em 12 meses encerrados, o saldo das operações de crédito caiu 1,7%.

Taxas de juros

Em entrevista coletiva para explicar os dados do crédito em setembro, Maciel também afirmou que não há uma previsão de quando o efeito da redução da taxa básica, a Selic, será sentido nos juros cobrados dos consumidores. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual para 14% ao ano.

Em setembro, a taxa média de juros cobrada de pessoas físicas subiu para 73,3% ao ano e do cheque especial (324,9% ao ano) e do cartão de crédito (480,3% ao ano) bateram novo recorde.

Segundo Maciel, às vezes os bancos se antecipam à redução da Selic e reduzem os juros do crédito e em outras situações levam alguns meses para reduzir as taxas cobradas dos clientes. “Não se espera uma defasagem muito longa. [A queda da Selic] reduz o custo de captação [de dinheiro pelos bancos] e isso contribui para redução de todas as taxas ativas”, explicou.

Fonte http://istoe.com.br/greve-dos-bancarios-derruba-credito-imobiliario-consignado-e-venda-de-carros/

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Juro do rotativo do cartão bate recorde e vai a 475% ao ano

Juro do rotativo do cartão bate recorde e vai a 475% ao ano

Bancos elevam as taxas das principais linhas no momento em que os financistas apostam na queda da Selic


Só em agosto, o juro do cartão subiu 3,5 pontos percentuais.
Foto: Eraldo Lopes
Quatro das linhas de crédito mais populares entre famílias e empresas e que envolvem o cheque especial e o cartão de crédito tiveram alta das taxas e atingiram, em agosto, o maior juro na série histórica do Banco Central (BC). A taxa mais elevada foi do rotativo do cartão de crédito, que atingiu 475,2% ao ano, o maior patamar da série histórica, desde março de 2011.

O aumento dos encargos cobrado dos clientes pelos bancos ocorre no momento em que o próprio mercado financeiro eleva expectativa de queda na taxa básica de juros Selic, na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Monetária (Copom), marcada para outubro.

Há um ano, até agosto, o juros do rotativo do cartão estava em 403,5%, ao ano. Em agosto, na comparação com o mês anterior, houve alta de 3,5 pontos percentuais. O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão.

Outro juro médio que bateu recorde é o cheque especial, cuja taxa subiu de 312,1% para 318,4% ao ano. Nesse caso, é o maior patamar da série iniciada em julho de 1994. Somente neste ano, a taxa do cheque especial já subiu 34,1 pontos percentuais em relação a dezembro de 2015, quando estava em 287% ao ano.

Já a taxa do crédito pessoal aumentou 0,1 ponto percentual para 132,3% ao ano. A taxa do crédito consignado, com desconto em folha de pagamento, também subiu 0,1 ponto percentual para 29,3% ao ano.

O mesmo fenômeno também é visto no crédito para as empresas. Pessoas jurídicas que tentam antecipar cheques pré-datados pagavam juro de 47,3% em julho e o custo passou para 47,6% em agosto, maior valor da série histórica.

Fonte http://new.d24am.com/noticias/economia/juro-rotativo-cartao-bate-recorde-475/158588

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Crédito para fugir da crise econômica

Crédito para fugir da crise econômica


Cleber Gonçalves e Tiago Vergette participaram do programa Diário da Manhã e orientaram os espectadores sobre a possibilidade da busca de empréstimos para vencer o momento de crise

– Caixa disponibiliza linhas especiais para pessoas físicas e jurídicas
A alternativa para vencer a crise econômica que deixa muita gente preocupada no país pode estar em um empréstimo. No momento que o laço aperta, muitas pessoas e até mesmo empresários lançam mão de recursos rápidos, como cartões de crédito e até cheques especiais, que acabam tornando o problema ainda pior. Para ajudar quem está com a corda no pescoço, a Caixa Econômica Federal disponibiliza linhas de crédito especiais para pessoas físicas e jurídicas. A instituição atua com especialistas que trabalham na busca da solução ideal para cada problema.
Um desses profissionais é Cleber Gonçalves Couto, gerente de pessoa física da Caixa. “O momento é de mudanças. Vemos alterações significativas neste cenário do crédito e de produtos. O cliente tem que buscar alternativas às suas necessidades. Hoje em dia ele tem cheque especial ou cartões, que são linhas de crédito mais altas. Nosso objetivo é mostrar que o cliente pode optar por linhas mais seguras e baratas”, comenta o especialista. Segundo Cleber, existem diversas opções, como crédito consignado para servidores públicos, com taxas menores e prazos maiores. “Um exemplo é o prazo que costuma ser concedido para os funcionários da Prefeitura de Teresópolis, que têm até 96 meses pra quitar essas linhas.
Os gerentes da Caixa Cleber Gonçalves e Tiago Vergette apontam a obtenção de linhas de crédito como forma de obter fôlego e enfrentar a crise sem trocar os pés pelas mãos
Os gerentes da Caixa Cleber Gonçalves e Tiago Vergette apontam a obtenção de linhas de crédito como forma de obter fôlego e enfrentar a crise sem trocar os pés pelas mãos
Outra opção, para servidores ou não, é a linha de Crédito Imóvel Próprio, com o imóvel sendo colocado como garantia e um prazo de até 240 meses pra pagar. Com isso a dívida pode ser diluída num prazo mais longo, vencendo o momento da crise e com taxas menores, a partir de 1,39% ao mês, mais TR, o que é bastante reduzido dentro do cenário atual”, detalha Cleber.
Por fim, o gerente Caixa convida os clientes a comparecerem a uma das agências para buscar ajuda dos profissionais. “O interessante é ir à agência para receber as orientações de forma mais clara e precisa de acordo com a necessidade de cada um. Sempre há uma solução para o problema. Quando estamos envolvidos diretamente com a situação, essa solução acaba sendo mais complicada. Quando procuramos alguém que tem o conhecimento no mercado, a gente acaba enxergando o outro lado e novas possibilidades. Na agência conversamos e buscarmos alternativas saudáveis financeiramente para o cliente”, finaliza.

Pessoa jurídica
Mas não são apenas as pessoas físicas que enfrentam problemas econômicos. Empresas também precisam driblar a crise para seguir em frente e auxiliar diretamente na movimentação econômica do município. Segundo o gerente Tiago Vergette, especialista no atendimento às pessoas jurídicas, mesmo trabalhando com cuidado, o empresário não deve deixar de investir. “A cautela é sempre necessária em qualquer tipo de investimento. Mas o empresário não pode perder a vontade de investir, porque é dessa movimentação que vem o crescimento para a cidade como um todo”, recomenda.
Segundo Vergette, enquanto instituição, a Caixa se coloca à disposição do empresariado em geral, principalmente para orientar sobre as melhores linhas e investimentos. “Hoje apresentamos linhas de capital de giro com taxa de juros a partir de 1.8% e linhas de compras de máquinas e equipamentos com taxas a partir de 1.07% ao mês com prazos dilatados, podendo chegar até 60 meses. É importante que o empresário mantenha esse seu perfil de investimento porque a crise é momentânea e vai passar. Quem estiver preparado nessa hora, com investimentos feitos, com certeza vai ter maior taxa de sucesso do que quem ainda estiver se preparando”, recomenda.
Finalizando, Tiago garante que o principal objetivo de seu trabalho é orientar o cliente sobre a melhor linha pra resolver às necessidades imediatas. “Então as linhas rotativas são mais caras, já as linhas de longo prazo são mais baratas. Tudo depende da capacidade e do perfil do cliente. Ninguém tem que se apavorar. Pode procurar a nossa equipe e vamos orientar da melhor maneira para buscar uma parceria para solucionar o problema do empresário e consecutivamente da sociedade também. Solução sempre há, basta sentar e conversar. Sempre é possível achar um caminho”, diz.
– See more at: http://netdiario.com.br/credito-para-fugir-da-crise-economica/#sthash.6CnPA9ju.dpuf

Fonte http://netdiario.com.br/credito-para-fugir-da-crise-economica/

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AL – Banco deve pagar indenização de R$ 7 mil por cobrar financiamento não adquirido

AL – Banco deve pagar indenização de R$ 7 mil por cobrar financiamento não adquirido

O Banco Panamericano deve indenizar em R$ 7 mil, por danos morais, um consumidor que teve o nome inserido no SPC e Serasa devido ao financiamento de uma motocicleta, no valor de R$ 38.781,00, que não havia sido adquirido por ele. A instituição também deverá retirar o nome do autor dos cadastros de restrição, bem como suspender o protesto realizado em cartório acerca do débito.

A decisão foi proferida pelo juiz da 6ª Vara Cível da Capital, Orlando Rocha Filho, e publicada no Diário da Justiça Eletrônico desta quinta-feira (4).

Segundo os autos, uma empresa denominada Rede Brasil, vinculada ao Panamericano, entrou em contato com o consumidor cobrando o pagamento da dívida. O autor, além de desconhecer a existência do financiamento, afirmou que nunca possuiu vínculo jurídico com a referida empresa.

O banco não apresentou nenhum documento que comprovasse o vínculo jurídico entre as partes, tendo o financiamento sido realizado supostamente por meio de documentos falsos, estando presente, de acordo com a decisão, um dos requisitos da responsabilidade civil, que é o dano.

“Reconhecida tal ilicitude, a qual acarretou ao autor transtornos que ultrapassam o mero dissabor e trazendo ofensa a sua personalidade, cabível é a condenação a título de danos morais, estes que, no caso dos autos, são manifestos quando se considera a aflição sofrida pelo cidadão comum que tem o seu nome negativado em face de uma dívida que o mesmo não contraiu, sendo impedido inclusive de realizar atos negociais como a compra de um imóvel”, destacou o juiz.

Fonte Ascom TJ/AL
Fonte http://www.cadaminuto.com.br/noticia/282030/2016/02/04/banco-deve-pagar-indenizacao-de-r-7-mil-por-cobrar-financiamento-nao-adquirido

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Ceará – Cliente deve receber R$ 20 mil do Bradesco por cobrança indevida

Ceará – Cliente deve receber R$ 20 mil do Bradesco por cobrança indevida

A 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) manteve sentença que condenou o Banco Bradesco Financiamentos S/A a pagar R$ 20 mil de indenização moral para servidor público que recebeu cobrança após quitar débito. A decisão teve a relatoria do desembargador Francisco Gladyson Pontes.

Para o magistrado, “restou provado haver o servidor pago a dívida, sem que o banco-réu houvesse requerido a extinção do processo respectivo, por isso, a reparação por dano moral”.

Segundo os autos, em fevereiro de 2008, o servidor realizou empréstimo com o Bradesco para financiamento de veículo automotivo. Após a quitação da dívida, a instituição prosseguiu com uma ação de busca e apreensão, como se o empréstimo não tivesse sido pago.

Por isso, diante da cobrança ilegal, o consumidor ajuizou ação contra o banco requerendo indenização por danos morais.

Na contestação, a instituição financeira sustentou que agiu dentro do estrito dever legal. Também defendeu que o cliente não comprovou o abalo patrimonial sofrido, inexistindo assim dano a ser reparado.

Em junho de 2015, o juiz José Edmilson de Oliveira, titular da 5ª Vara Cível de Fortaleza, condenou o Bradesco a pagar R$ 20 mil de indenização moral.

Inconformados com a decisão, empresa e servidor apelaram (nº 0131265-61.2015.8.06.0001) no TJCE. O banco pleiteou ser absolvido da condenação ou a redução do valor arbitrado. Já o consumidor alegou que a quantia estipulada é desproporcional e solicitou uma indenização maior.

Ao julgar o recurso na última segunda-feira (25/01), a 3ª Câmara Cível manteve integralmente a decisão de 1º Grau, seguindo o voto do desembargador Gladyson Pontes. “Estão bem aplicados na sentença os princípios da razoabilidade e proporcionalidade a não merecer reparo o valor da condenação imposta”.

Fonte http://www.tjce.jus.br/noticias/cliente-deve-receber-r-20-mil-do-bradesco-por-cobranca-indevida/

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BB vê forte competição no crédito a veículos, imobiliário e consignado

O crescimento dos financiamentos imobiliários, o aumento do custo de captação causado pela elevação da Selic e a concorrência entre bancos foram alguns dos motivos que afetaram negativamente o spread de crédito do Banco do Brasil (BB), explicou Ivan de Souza Monteiro, vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do BB, durante teleconferência com analistas.

“Claramente, houve um retorno da forte competição no financiamento à aquisição de veículos, imobiliário e consignado”, explicou Monteiro.

Vale lembrar que ao longo de 2013, os grandes bancos privados deram foco a segmentos de menor risco, como os de crédito consignado e imobiliário, para fugir da inadimplência.

Ainda durante a teleconferência, Monteiro foi questionado se o banco vai dar mais atenção às receitas de serviços, dado o cenário atual de spreads em queda. O executivo respondeu que não pode dar muitos detalhes sobre as perspectivas para o ano que vem. Ele acrescentou, no entanto, que a performance comercial do banco na área de seguros tem sido “espetacular” e que os resultados prometidos têm sido entregues.

A linha de cartões também tem crescido acima do mercado e organicamente, segundo Monteiro. “Essas áreas continuarão sendo prioritárias para performance no ano que vem.”

Monteiro disse que espera uma melhora “muito grande” dos resultados do Banco Votorantim em 2014.

O avanço das despesas financeiras de captação do BB refletem o aumento recente da taxa básica de juros, a Selic. No terceiro trimestre deste ano, essas despesas aumentaram 13,1% em relação ao período de abril a junho e 10,7% na comparação com terceiro trimestre do ano passado.

Sobre volume de calotes e créditos duvidosos no terceiro trimestre, apontado por analistas como o principal motivo para a depreciação de 5,3% da ação na terça-feira, os executivos de RI voltaram a afirmar que a inadimplência do banco é bastante baixa.

Foram citadas as medidas para mitigação de risco em duas linhas como exemplo. Nos financiamentos a veículos, mais de 80% do crédito a veículos foi tomado por clientes com relacionamento há mais de cinco anos no banco.

Já o crédito ao agronegócio, que tem a menor inadimplência entre as carteiras do BB, mais de 65% do crédito atual safra está protegido contra riscos do setor através de instrumentos mitigadores e de hedge.

Dissídio

O dissídio dos bancários veio ligeiramente acima do que projetava a direção do BB, segundo Ivan Monteiro. Contudo, os executivos do banco esperam que essa elevação dos salários dos funcionários acima do esperado será compensada pelo movimento de aceleração dos processos de aposentadoria.

Na coletiva à imprensa de terça-feira, a direção do BB afirmou que as despesas administrativas devem crescer “dado o dissídio que veio um pouco acima da inflação”.

O executivo garantiu que o banco público está fazendo um “esforço grande” para manter despesas próxima da inflação em 2013. Já para o ano que vem, Monteiro disse que a instituição vai manter a “obsessão” pela melhoria da eficiência e pela redução de custos.

 

Fonte http://www.valor.com.br/ – Karin Sato e Karla Spotorno

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