RO – Homem é preso ao tentar sacar R$ 24 mil de vítima de estelionato

RO – Homem é preso ao tentar sacar R$ 24 mil de vítima de estelionato


Um homem identificado como Ronaldo F., de 54 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira (17), dentro da agência do Banco do Brasil de Ouro Preto do Oeste, após tentar sacar R$ 24 mil de um empréstimo fraudulento. O fato ocorreu por volta das 11h,na rua Ana Nery, bairro Jardim Tropical, no centro da cidade.

A polícia foi acionada e, ao chegar ao local, foi informada por uma funcionária que um homem estava tentando sacar uma quantia elevada em dinheiro de uma conta bancária originária da agência de Rolim de Moura. Explicou aos militares que, ao verificar junto ao sistema do Banco do Brasil, constava que o correntista teria registrado uma ocorrência de tentativa de fraude após terem tentado realizar um empréstimo de R$ 24 mil em seu nome.

O suspeito foi abordado e com ele foi encontrada uma identidade de origem duvidosa, contendo alguns dados que não conferiam com os do correntista. Também foi localizado em sua posse o contrato de um empréstimo feito na cidade de Porto Velho, uma folha de papel com algumas informações do dono da conta, um aparelho de celular, uma carteira de trabalho, duas fichas de extrato do INSS e uma conta telefônica aparentemente falsificada com endereço de Porto Velho, sendo que a vítima reside em Rolim de Moura.

Ao ser indagado, inicialmente o estelionatário tentou se passar pela vítima. Porém, passou a entrar em contradição ao dizer que ora residia em Porto Velho, ora em Ouro Preto do Oeste, não afirmando o local exato em que morava.

Ao perceber que não conseguiria continuar com a farsa, o suspeito resolveu dizer a verdade afirmando aos policiais que é da cidade de Porto Velho, local onde, segundo ele, teria sido abordado por uma pessoa conhecida por Val que o teria recrutado para realizar essa transação na agência bancária de Ouro Preto do Oeste.

Disse ainda que, caso conseguisse sacar o dinheiro, ficaria com a metade, e que não sabia mais nada sobre quem o recrutou e que essa seria a primeira vez que tentava aplicar este tipo de fraude. O suspeito foi preso e conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde foi entregue aos cuidados do comissário de plantão.

Tag’s: rondonia, homem, preso, saque, estelionato

Fonte: Gazeta Central
Fonte https://www.rondoniaovivo.com/interior/ouro-preto-do-oeste/noticia/homem-e-preso-ao-tentar-sacar-r-24-mil-de-vitima-de-estelionato/173766

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RJ – Ação pede que bancos não descontem consignado diretamente na conta de servidores

RJ – Ação pede que bancos não descontem consignado diretamente na conta de servidores

Defensoria e MP solicitem ainda cancelamento de negativação dos trabalhadores


Notas de real – Free Images

RIO — A Defensoria Pública do Rio de Janeiro e o Ministério Público estadual entraram com uma ação coletiva, nesta segunda-feira, para proibir 26 bancos de descontar o valor dos empréstimos consignados diretamente na conta dos servidores públicos. Denúncias de descontos duplos, na conta corrente e no contracheque pelo Estado, levaram os órgão a investigar e identificar que os 26 contratos dos 26 bancos contêm cláusulas que autorizam o desconto caso não seja feito o repasse. A ação pede a nulidade das cláusulas contratuais abusivas e o cancelamento da negativação dos servidores nos órgãos restritivos de crédito.

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BC 28/05/2008 – Salário de Estagiário. Foto de Gustavo Stephan/ Agência O GloboLISTAO que pode e o que não pode na contratação de empréstimo consignado
.LISTAQuatro armadilhas do crédito consignado
Em setembro do ano passado, já havia sido celebrado um acordo com o banco Itaú, a partir dos dados levantados pela investigação conjunta de Defensoria e MPRJ, em que a instituição se comprometeu com a Defensoria e o MP a não incluir no cadastro de devedores os servidores que tivessem com parcelas atrasadas do empréstimo consignado por falta de repasse do estado. No compromisso, o banco também acertou de não fazer descontos na conta corrente do trabalhador. O Ministério Público firmou ujm acordo nos mesmos termos com a Caixa Econômica. A ação foi ajuizada em face dos seguintes bancos: Bradesco; Bradesco Financiamento; Agiplan; Alfa; BGN; BMG; Olé/Bonsucesso; Cacique; Cifra; Daycoval; Crédito e Varejo; Banco do Brasil; BRB; BV; CCB; Intermedium; Lecca; Mercantil do Brasil; Mercantil do Brasil Financeira; Banrisul; Fibra; Original; Pan; Safra; Santander; Paraná.

— Não estamos dizendo que todos os 26 bancos estão fazendo a dupla cobrança, mas todos têm essa previsão contratual da qual poderiam lançar mão em meio essa crise do estado do Rio. E essa cláusula que prevê a cobrança do consumidor em caso de não repasse do empregador é abusiva, pois transfere para o trabalhador todo o risco do negócio, já que é responsabilidade do empregador o desconto em folha — diz Patrícia Cardosa, coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, ressaltando que alguns bancos não se dão ao trabalho sequer de verificar se o desconto foi feito na folha de pagamento.

Segundo Patrícia, entre as queixas dos servidores estão também cobranças de juros por atraso,que também é considerada abusiva:

— O consumidor só pode pagar mora quando dá causa ao atraso, e não é esse o caso — destaca.

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Na avaliação de Patrícia, a manutenção dessas claúsulas nos contratos levaria a uma lesão sem tamanho ao servidor que já está passando por privações pela não regularidade do pagamento de seus vencimentos.

O promotor de Justiça de Tutela Coletiva do Consumidor, Pedro Fortes que — que assina a ação junto com o defensor Eduardo Chow e PAtrícia — acrescenta que os bancos deveriam cobrar o Estado, mas se aproveitam da vulnerabilidade dos servidores públicos endividados, descontados em dobro e negativados ilegalmente. O promotor defende que o Judiciário próiba de imediatamente as cláusulas através de uma liminar.

A ação, além de liminar com efeitos imediatos, pede que os servidores sejam indenizados e os bancos condenados ao pagamento de R$ 1 milhão de indenização por danos morais coletivos. A ação está na 2ª Vara Empresarial.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/acao-pede-que-bancos-nao-descontem-consignado-diretamente-na-conta-de-servidores-20954893#ixzz4ZO17PAxv
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Fonte http://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/acao-pede-que-bancos-nao-descontem-consignado-diretamente-na-conta-de-servidores-20954893
POR O GLOBO

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RJ – Petrópolis – Prefeitura quita R$ 4,4 milhões em dívidas de consignados e zera débitos com Sisep e Caixa

RJ – Petrópolis – Prefeitura quita R$ 4,4 milhões em dívidas de consignados e zera débitos com Sisep e Caixa

Mais de 80% das dívidas com o Banco do Brasil já foram pagas


O secretário de Fazenda Heitor Pereira

Em pouco mais de 45 dias de governo, a Secretaria de Fazenda quitou R$ 4,4 milhões referentes a parcelas de consignados que foram descontados nos contracheques dos servidores e não repassados à Caixa Econômica, ao Banco do Brasil, e ao Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais (Sisep) pela antiga administração da prefeitura. Em alguns casos, como o Cartão Sisep, apesar dos descontos nos salários, os repasses deixaram de ser feitos em setembro.

“Os servidores prestam um serviço fundamental para a cidade e precisam ser respeitados. Todas as secretarias estão enxugando gastos. Estamos fechando as torneiras do desperdício e tendo respeito com a gestão dos recursos públicos, pois o único caminho para se administrar bem uma cidade é com responsabilidade e austeridade”, afirma o prefeito Bernardo Rossi, destacando que a Secretaria de Fazenda vem trabalhando duro para honrar os compromissos do dia a dia e quitar as dívidas deixadas pela gestão passada. “Estamos priorizando questões como os consignados que, em atraso, prejudicaram muito a vida dos servidores. Em alguns casos os servidores chegaram a ter o nome incluído em serviços de restrição ao crédito, como SPC e Serasa,o que é um total absurdo. Hoje esta situação está regularizada” pontua o prefeito.

Nesta quinta-feira (16.02) – com o pagamento de R$ 640 mil ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais- a Secretaria de Fazenda zerou o débito de R$ 1,3 milhão referente ao cartão de compras Sisep. A primeira parcela, no valor de R$ 673 mil, foi paga em 27 de janeiro. O montante é referente a compras feitas pelos servidores, cujos valores foram descontados dos salários, e não repassados ao Sindicato pela antiga gestão da prefeitura.

Relatório encaminhado à Secretaria de Fazenda pelo Sisep aponta que valores, descontados dos servidores referentes a compras com o cartão Sisep não foram repassados nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro. A falta do pagamento prejudicou servidores da prefeitura, das Secretarias de Saúde e Educação, além de servidores ativos e inativos do Inpas, Fundação de Cultura e Turismo, Companhia de Desenvolvimento (Comdep), e Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans).

A Secretaria de Fazenda também zerou esta semana o total de R$ 2,2 milhões em débitos referentes a parcelas de empréstimos consignados igualmente descontados dos salários dos servidores e não repassados à Caixa Econômica ao fim de 2016. O repasse de R$ 559 mil, que regularizou a situação com a Caixa, foi feito na terça-feira (14.02).

Para garantir que servidores não continuassem a ser prejudicados, em janeiro o município firmou um acordo com a Caixa para que os nomes dos servidores que tiveram os valores descontados nos contracheques, e não repassados no ano passado, não fossem incluídos em serviços de proteção ao crédito. O acordo permite, ainda, que servidores contratem novos empréstimos consignados junto à CEF, obedecendo aos parâmetros normalmente estabelecidos pela instituição bancária, que prevê entre outras coisas, limite de crédito compatível à renda do servidor.

Ainda esta semana a Secretaria de Fazenda efetuou o pagamento de R$ 674 mil em consignados pendentes junto ao Banco do Brasil, reduzindo a R$ 300 mil o montante de dívidas acumulado em R$ 1,6 milhão deixado pelos antigos gestores.

“Com isso quitamos mais de R$ 80% das dívidas de consignados pendentes com o Banco do Brasil” pontua o secretário de Fazenda Heitor Pereira, lembrando que o valor restante será quitado dentro do prazo estabelecido na renegociação formalizada com o Banco do Brasil.

Fonte http://www.avozdepetropolis.com.br/prefeitura-quita-r-44-milhoes-em-dividas-de-consignados-e-zera-debitos-com-sisep-e-caixa/

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Dados pessoais de aposentados valem menos de 10 centavos

Dados pessoais de aposentados valem menos de 10 centavos


A comercialização de dados faz a oferta de consignado tirar o sono de quem recebe o benefício do INSS. Recomendação é denunciar ao Ministério Público Federal

A família da aposentada Cristiane Gomes, de 50 anos, nem se lembra mais de quantos telefonemas, cartas e mensagens de celular com propostas de crédito consignado recebeu no último mês à procura de seu marido, Ademir, morto há cinco anos.

“Foram duas ligações, só hoje. Depois de um tempo, passei a dizer que tentassem procurar por ele telefonando para o céu. Recebo ligações de bancos em que nunca tive conta. Se eu tiver interesse, vou ao banco. Às vezes, chegam cartas nos perguntando qual é o nosso sonho – o meu sonho é ficar em paz.”

Dirceu Pereira da Silva, de 57 anos, ficou sabendo que havia se aposentado ao ser abordado por uma financeira, que entrou em contato com o contabilista antes que ele recebesse a carta do INSS.

“Dei entrada no benefício em outubro e, 15 dias depois, as empresas começaram a ligar. Diziam: ?O senhor já está aposentado?. Levei um susto. Já sabiam até quanto eu iria receber.”

No mercado de venda de dados pessoais, a privacidade de cada aposentado vale menos de R$ 0,10. O Estado teve acesso a uma planilha, com cerca de 230 nomes, ofertada por uma empresa virtual como “amostra grátis” do produto a serviço de telemarketing de correspondentes bancários.

A lista tem nome, data de nascimento, CPF, endereço, telefones e dados específicos da Previdência – como número de benefício e motivo da aposentadoria.

A origem dos registros é explicada vagamente pelo vendedor: “Vem de um banco de dados atualizado mensalmente.” O pacote básico, com mil registros, sai por cerca de R$ 88.

Munido dessas informações, é possível consultar outros dados sigilosos, como o valor do benefício e sua data de recebimento, por exemplo, por meio dos canais da própria Previdência, via telefone ou internet.

Os correspondentes são empresas contratadas pelos bancos para a prestação de serviços de atendimento aos clientes e usuários das instituições.

Quando questionados sobre a forma de obtenção das informações de aposentadoria, os atendentes dessas empresas costumam responder que a informação de aposentadoria é publicada no Diário Oficial.

“É uma desculpa antiga, que ouvimos o tempo todo por aqui, mas não faz sentido. O benefício é uma informação privada. A publicidade se dá apenas em ações públicas, como a posse de um servidor”, diz Tonia Galetti, advogada do Sindicato Nacional dos Aposentados.

A entidade estima receber cerca de 50 reclamações por semana referentes a problemas na concessão de consignado.

Em setembro do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo ajuizou uma ação contra o INSS e uma recuperadora de crédito pelo uso indevido de dados sigilosos de beneficiários da Previdência para a oferta de empréstimos.

Segundo o procurador da República Luiz Costa, autor da ação, “o INSS é gestor dos benefícios e responsável pela manutenção do sigilo. A informação não pode ser acessada por terceiros sem autorização, sob pena de violação de privacidade”.

Segundo o INSS, os dados dos segurados e beneficiários são mantidos em sigilo e, “em nenhuma hipótese, fornece qualquer dado pessoal sob sua guarda a terceiros, sejam instituições financeiras, entidades representativas de classe ou quaisquer outros”.

A Febraban, que representa os bancos, diz não endossar práticas que estejam em desacordo com as normas estabelecidas para a concessão de crédito.

CONSUMIDOR DEVE DENUNCIAR ABUSOS AO MINISTÉRIO PÚBLICO

A gravação enumera tudo aquilo que o aposentado pode fazer com o dinheiro: reformar a casa, ajudar parentes, fazer a viagem dos sonhos – só que o consumidor nunca pediu informações sobre crédito consignado.

Segundo Edson Costa, da Aneps, associação de correspondentes bancários, as empresas não podem ter acesso a dados sigilosos sem autorização. “Quem age assim, está operando ilegalmente.”

Para o aposentado que sentir que teve sua privacidade violada, a recomendação é fazer uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF), pessoalmente ou pela internet, ou na ouvidoria do INSS, pelo telefone 135.

O Procon-SP recomenda que o consumidor nunca aceite um empréstimo por telefone e, caso se sinta incomodado com a abordagem das financeiras, registre reclamação nos bancos e solicite que não sejam mais feitas ligações com esse tipo de oferta.

Fonte http://www.jornalcontabil.com.br/dados-pessoais-de-aposentados-valem-menos-de-10-centavos/

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PR – SICREDI VANGUARDA: Convênio para crédito consignado é assinado com a prefeitura de Santa Helena

PR – SICREDI VANGUARDA: Convênio para crédito consignado é assinado com a prefeitura de Santa Helena

Imagine a facilidade de poder contar com empréstimos aos servidores públicos municipais direto na folha de pagamento, com prazos de até 96 meses e as menores taxas de juros? Esta possibilidade de crédito já está disponível para os servidores municipais de Santa Helena desde o último dia 10, quando foi assinada a parceria entre a instituição financeira e o poder público.

De acordo com o assessor de Crédito Comercial e Câmbio da Sicredi Vanguarda, Rudinei Humberto Aléssio, os servidores públicos já podem utilizar do benefício. “A proposta de crédito poderá ser solicitada nas agências do Sicredi em Santa Helena e nos distritos de São Roque e Sub-Sede”, observa.

Para o prefeito de Santa Helena, Airton Copatti, essa parceria mostra que o Sicredi tem uma visão de desenvolvimento da comunidade e do associado, assim como a administração municipal. E o consignado é mais um diferencial para o sucesso da cooperativa, uma vez que o servidor tem suas preferências. Hoje, a Prefeitura de Santa Helena tem 906 servidores que contarão com os benefícios.

Para as gerentes do Sicredi, Lisangela Aparecida Kuhn e Rafaela Gazziero, essa parceria fortalece o comprometimento com a comunidade em que a instituição está inserida. “Estamos ansiosas para poder fornecer mais este benefício, pois acreditamos que contribuirá significativamente com a sociedade. Facilitando o acesso do crédito consignado aos funcionários públicos municipais com taxas atrativas”, enfatizam.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,4 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 20 estados*, com 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br.

Imprensa Sicredi Vanguarda PR/SP/RJ

Fonte http://cooperativismo.org.br/Noticias/37294/Informativos/

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Santander pagará R$ 39 milhões à Prefeitura para operar folha dos servidores municipais

Santander pagará R$ 39 milhões à Prefeitura para operar folha dos servidores municipais


Foto: Julio Sian

Pregão presencial realizado na manhã desta quinta-feira, 16, foi disputado também pela Caixa Econômica Federal

A folha de pagamento dos servidores municipais de Ribeirão Preto será operada, a partir de agora, pelo banco Santander, que venceu na manhã desta quinta-feira, 16, o pregão presencial nº 259. Pela operação, a instituição bancária vai pagar R$ 39 milhões à Prefeitura Municipal, que deve empregar o dinheiro para saldar dívidas com credores. O pagamento será feito à vista, em oito dias.

O valor alcançado pela Prefeitura com a “venda” da folha de pagamento dos servidores supera em R$ 3 milhões a quantia paga na última concorrência, em 2012, quando a Caixa Econômica Federal ganhou a disputa ao oferecer R$ 36 milhões ao município.

Como vencedor do processo licitatório de 2017, o banco Santander administrará a folha de pagamento de aproximadamente 15 mil servidores e funcionários da Prefeitura Municipal, Daerp, Sassom e IPM, pelo período de 60 meses.

Fonte http://www.revide.com.br/noticias/politica/santander-pagara-r-39-milhoes-prefeitura-para-operar-folha-dos-servidores-municipais/

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RN – Dupla é presa tentando fazer empréstimo com documentos falsos em Capim Macio

Dupla é presa tentando fazer empréstimo com documentos falsos em Capim Macio

Dois homens foram presos em flagrante tentando efetuar um empréstimo bancário com documentos falsos. A prisão aconteceu na manhã desta quinta-feira (16) no Banco do Brasil da avenida Roberto Freire, em Capim Macio, zona sul de Natal.
Identificados como Wagner Cassiano Honorato e Genilson Soares Pereira os dois homens estavam em posse de documentos de identidade e cartões bancários falsos. A vítima dos bandidos já havia comparecido à Polícia Civil para denunciar saques ilegais de sua conta no valor de R$ 170 mil.
“Nós descobrimos que Wagner Cassiano Honorato contratou Odimar Ferreira da Silva, por R$ 1.500,00, para que ele utilizasse documentos falsos e efetuasse um empréstimo na conta corrente da vítima. Odimar emprestou sua fotografia para Wagner Cassiano, que conseguiu falsificar os documentos e fazer um cartão de crédito no nome da vítima. Além disto, Wagner Cassiano deu suporte para que Odimar realizasse o empréstimo. A dupla foi autuada pelos crimes de uso de documentos falsificados e tentativa de estelionato”, detalhou o delegado da Delegacia Especializada em Capturas e Polinter (Decap), Rolim Albuquerque.

Fonte http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/dupla-a-presa-tentando-fazer-empra-stimo-com-documentos-falsos-em-capim-macio/372082

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RJ – Apesar de atraso nos salários, servidores do RJ têm empréstimos consignados descontados

RJ – Apesar de atraso nos salários, servidores do RJ têm empréstimos consignados descontados

Defensoria Pública investiga casos em conjunto com Ministério Público. Bancos afirmam que medida é permitida por contrato.

Servidores do estado com empréstimo consignado estão sendo cobrados em conta corrente
Apesar do salário de janeiro dos servidores do Rio não ter sido depositado, o Governo do Estado continua cobrando as parcelas de quem realizou um empréstimo consignado. Os funcionários públicos reclamam da situação já que este tipo de empréstimo era para ser descontado no contra cheque.
René Reis da Costa adquiriu seis empréstimos para pagar suas contas, já que estava há meses com o salário atrasado. Um dos descontos veio no comprovante do pagamento de janeiro que ainda nem saiu, mas o valor de R$ 142,81 foi debitado. A mesma quantia foi descontada na conta corrente dele, no dia 3 de fevereiro.
“O banco não poderia ter descontado porque o empréstimo consignado é feito no contra cheque. Me dirigi a gerente [do banco], perguntei a ela o que significaria isso e ela disse que havia um acordo entre eles e poderiam debitar na conta corrente”, disse René.
A Defensoria Pública do Rio está investigando os casos em conjunto com o Ministério Público. A defensora Patrícia Cardoso afirmou que o órgão não permitirá ilegalidades com os servidores públicos.
“Hoje a gente vê uma situação muito difícil dos servidores. Eles perderam o domínio dos seus salários. Então as cláusulas contratuais que autorizam desconto duplo, desconto em conta corrente, sem se verificar se entrou são clausulas nulas. Os consumidores têm que reclamar, protestar. A gente está esperando receber denúncias e avaliar demanda na Justiça para impedir arbitrariedades e ilegalidades”, afirmou.

Fonte http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/apesar-de-atraso-nos-salarios-servidores-do-rj-tem-emprestimos-consignados-descontados.ghtml
Fonte RJTV

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AM – Estado limita o pagamento do consignado em até 96 meses

AM – Estado limita o pagamento do consignado em até 96 meses

Decreto fixa o tempo de pagamento e determina que servidor não poderá ultrapassar o equivalente a 35% dos vencimentos nessas operações de crédito

Beatriz Gomes

Regras definem os empréstimos para servidores do Estado.

Foto: Jair Araújo

Manaus – O Governo do Estado publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) decreto com ajustes na regulamentação de empréstimos consignados com desconto em folha de pagamento de servidores do Estado e recadastramento das instituições consignatárias. Entre as alterações está a proibição de empréstimos consignados com prazo superior a 96 meses ou oito anos.

De acordo com a Agência de Comunicação do Governo (Agecom), há 202,9 mil contratos de consignados que totalizam R$ 35,9 milhões. Nos cartões são mais 41 mil contratos que somam R$ 6,2 milhões.

O empréstimo pessoal consignado só poderá ser realizado por instituição autorizada pelo Banco Central (BC) e que possua agência ou posto de atendimento no Estado. Além de vedar as operações com prazo superior a 96 meses, o decreto aponta, ainda, que a Secretaria de Estado de Administração e Gestão (Sead) fará o recadastramento das instituições consignatárias para que seja demonstrado o cumprimento da exigência de possuírem agências ou postos de atendimento autorizados a funcionar pelo BC no Estado. As empresas têm até 180 dias para se adequar à nova regra.

Ainda segundo o decreto, a soma mensal dos empréstimos consignados de cada servidor não poderá ultrapassar o equivalente a 35% dos vencimentos, sendo 30% para consignado e 5% para operações via cartão de crédito consignado. Não será permitido o desconto de até 35%, quando a soma destas compulsórias exceder 70% da remuneração do servidor.

Fonte http://new.d24am.com/noticias/economia/estado-limita-pagamento-consignado-96-meses/159984

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SP – Justiça manda banco interromper cobrança de empréstimo após golpe

SP – Justiça manda banco interromper cobrança de empréstimo após golpe


Aposentada, moradora do Boqueirão, teve prejuízo superior a R$ 43 mil

BRUNO LIMA

Vítima de um golpe em janeiro que lhe trouxe um prejuízo financeiro superior a R$ 43 mil, uma aposentada de 73 anos, moradora do Boqueirão, em Santos, conseguiu, na semana passada, uma liminar que suspende o pagamento mensal dos quatro empréstimos feitos pelo estelionatário por meio de sua conta bancária.

Antes de acionar um advogado, a vítima havia feito um pedido administrativo ao banco para não arcar com as despesas feitas pelo criminoso. Contudo, o banco recusou o pedido.

O pesadelo da aposentada, que prefere não se identificar, começou quando, nos primeiros dias do ano, um homem telefonou para sua casa e apresentou-se como funcionário do banco onde ela tem conta.

“O bandido tinha a voz do meu gerente e falou todos os números dos meus documentos. Disse que, por causa do meu cartão de crédito, eu ganharia uns prêmios de utilidades domésticas. Confesso que não desconfiei de nada e me empolguei com os objetos que receberia”, explica ela.

Porém, para que realmente ganhasse os produtos, a aposentada precisaria atualizar o seu cartão bancário. “O suposto gerente disse que me mandaria um novo cartão com letras e números maiores para facilitar a leitura. Além disso, disse que outro funcionário do banco passaria na minha casa para buscar o cartão que vinha usando junto com a minha senha”, relembra a vítima.

Sabiam onde mora

Sem passar seu endereço, a aposentada recebeu a visita de um suposto bancário, conforme tinha sido avisada pelo telefone.

“Nem cheguei a vê-lo. Pedi para que a minha empregada entregasse o cartão com a senha. Ela ainda me alertou, mas eu estava convencida de que se tratava do meu gerente, devido à semelhança na voz e ao fato de conhecer todos os meus dados”, relata.

Bandido se passou por gerente de banco e solicitou cartão e senha da vítima (Foto: Walter Mello)
Passados alguns dias sem ir ao banco, a vítima foi novamente procurada pelo golpista. “Ele queria saber se eu havia retirado os meus prêmios. Expliquei que não, mas ligaria no banco. Todo atencioso, o bandido pediu para não se preocupar que ele resolveria a entrega”, diz a aposentada.

Ilusão: o que o estelionatário queria mesmo era saber se ela já tinha tomado ciência do golpe.

Desconfiada por não receber nada em casa, a vítima compareceu à agência e conversou com uma funcionária. “Foi então que ela me avisou de quatro empréstimos feitos no meu nome. Cancelei o cartão imediatamente e fiz o pedido administrativo, que foi negado. Fui obrigada a começar a pagar as parcelas mensais dos empréstimos feitos pelo bandido”.

Idade da vítima elevou risco

Inconformada, a aposentada acionou, em maio, o advogado Maurício Cury, do escritório Cury e Moure Simão. Ele deu entrada a um pedido de liminar na 2ª Vara Cível de Santos solicitando a suspensão do pagamento das mensalidades.

“Além de todo o transtorno financeiro, a gerente desaconselhou a aposentada a registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil, sob a alegação de que o processo de investigação feito pelo banco não utilizaria o documento”, revela Cury.

A liminar foi concedida no dia 26 pelo juíz Claudio Teixeira Villar, que, em sua decisão, ponderou que a idade da autora é uma “fase da vida na qual muitas vezes se está distante da realidade dos serviços virtuais, e que não raras vezes (se) é alvo de pessoas especializadas na aplicação de golpes”.

Ressarcimento

Com a decisão, o advogado da vítima citará o banco para que se defenda. Se a Justiça der ganho de causa à vítima, ela terá restituídos os R$ 43,9 mil de prejuízo e as parcelas descontadas antes da suspensão do pagamento. O banco também poderá ter de indenizar a aposentada por danos morais.

“Espero que as pessoas, principalmente os idosos, usem o meu caso como exemplo e fiquem em alerta para não terem prejuízos. A semelhança com a voz do meu gerente e os prêmios oferecidos me fizeram cair neste golpe”, conclui ela, que aguarda pelo desfecho do processo para saber quando receberá o dinheiro.

Fonte http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/cidades/juiz-manda-banco-parar-cobranca-apos-golpe/?cHash=10aaab22c341e7c37879442cbb156505

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MG – Mais um “vovô estelionatário” é preso na região

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Aldemi de Almeida foi preso e levado à delegacia de polícia da cidade

Um idoso de 61 anos foi preso pela Polícia Militar em Barão de Cocais, suspeito de estelionato. O alvo foi a agência da Caixa Econômica Federal da avenida Wilson Alvarenga, onde o autor concluía, com documentos falsos, um pedido de empréstimo consignado no valor aproximado de R$ 15 mil.

O suspeito é Aldemi de Almeida. Com identidades falsas ele tentou se passar por José Nonato de Queiroz e ainda José de Lima, e iniciou o pedido de empréstimo ainda na semana passada. Um gerente do banco, no entanto, desconfiou da ação do homem.

Além disso, a agência da Caixa em Nova Era informou à unidade que o mesmo indivíduo tentou empréstimo no município anteriormente.

Funcionários da agência acionaram a polícia. Aldemi é reincidente na prática de estelionato e é de Governador Valadares, informou a PM. Ele foi levado à delegacia de polícia do município.
Na semana passada um caso parecido foi registrado em Santa Bárbara. Um homem de 68 anos foi preso na agência do Banco do Brasil tentando empréstimo com documentos falsificados.

Fonte http://www.defatoonline.com.br/noticias/ultimas/01-11-2016/mais-um-vovo-estelionatario-e-preso-na-regiao

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Em MG, grupo é preso por falsificar documentos para obter empréstimos

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Três foram detidos em Inhapim quando tentavam sacar empréstimo em banco.

Suspeito de falsificar os documentos foi preso em Governador Valadares.

A Polícia Militar de Inhapim (MG) prendeu quatro pessoas, nessa quinta-feira (3), suspeitas de fazerem parte de uma quadrilha de estelionatários, que utilizava documentos falsos para conseguir empréstimos em bancos. Segundo a PM, os autores são de Governador Valadares e atuavam na região de Caratinga.

O grupo foi descoberto depois que uma das vítimas foi até um banco em Inhapim, tentar um empréstimo em seu nome e foi surpreendida com a notícia de que a solicitação já havia sido feita e aprovada. O funcionário do banco confirmou a armação após conferir as identidades e acionou a Polícia Militar.

Os policiais foram informados de que o autor iria buscar o dinheiro do empréstimo durante a tarde e ficaram na porta do banco. O suspeito, de 54 anos, chegou em um carro e foi detido ao entrar na agência. Outros dois homens, de 28 e 31 anos, que estavam dentro do veículo também foram presos.

Os presos confessaram o crime e disseram para a polícia que os documentos utilizados para fazer os empréstimos eram falsificados dentro de uma oficina mecânica em Governador Valadares. Militares de Valadares foram até o estabelecimento e prenderam um homem de 35 anos com cartões de bancos e documentos falsificados.

Eles foram encaminhados para as delegacias de Caratinga e Valadares.

Fonte Do G1 Vales de Minas Gerais – http://g1.globo.com/mg/vales-mg/noticia/2016/11/em-mg-grupo-e-preso-por-falsificar-documentos-para-obter-emprestimos.html

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Homem preso já teria emprestado R$ 38 mil com documentos falsos, no AP

Homem preso já teria emprestado R$ 38 mil com documentos falsos, no AP


Um homem de 54 anos foi detido pela Polícia Militar (PM) na sexta-feira (4), no Centro de Macapá, suspeito de estelionato e falsificação de documentos. Ele estaria usando a identidade falsa de outra pessoa e estava tentando realizar transições bancárias no nome da vítima, quando foi flagrado pela polícia. Junto com outro suspeito, o homem já teria feito um empréstimo de quase R$ 38 mil. A polícia foi acionada pela própria vítima e o flagrante aconteceu em uma agência bancária localizada na esquina da Rua Cândido Mendes com a Av. Pe. Júlio Maria Lombaerd, no Centro. Abordado, o suspeito, que estava tentando realizar um saque de R$ 10 mil, apresentou documentos de identificação falsos. Com ele foi encontrado cerca de R$ 1,8 mil em espécie e um cheque no valor de mais de R$ 2,3 mil. O suspeito, segundo a PM, confirmou a fraude. Ele alegou ainda que o mentor do crime seria o suposto proprietário de uma agência de serviços bancários de Macapá. A dupla teria falsificado a identidade da vítima e realizado um empréstimo no valor de R$ 37.940. A polícia informou que chegou a fazer buscas pelo segundo suspeito, mas ele não foi localizado no endereço dado pelo suspeito, que foi apresentado no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) do bairro Pacoval para prestar esclarecimentos. Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o ou por Whatsapp, nos números (96) 99178-9663 e 99115-6081.

Fonte http://www.jornalfloripa.com.br/noticia.php?id=843227
Fonte http://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2016/11/homem-preso-ja-teria-emprestado-r-38-mil-com-documentos-falsos-no-ap.html

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Brasileiro está desprotegido diante do Estado que vende dados pessoais

Brasileiro está desprotegido diante do Estado que vende dados pessoais
Envio de informações de aposentados do INSS a empresa de crédito consignado demonstra a barbárie em que se encontra o direito à privacidade


INSS já forneceu dados de aposentados a empresa de crédito. Fonte: Wikimedia Commons

Por Marina Pita*

Boa parte das pessoas respondem com um simples “eu não tenho nada a esconder” quando questionadas sobre suas necessidades de privacidade. Em geral, as pessoas pensam que quem não faz nada errado não precisa ter seus dados salvaguardados e acessíveis apenas a quem tiver autorização. Mas não é bem assim, e um caso recente pode nos ajudar a mostrar como são grandes os riscos da falta de privacidade.

No final de setembro, o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) ajuizou uma ação civil pública contra o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) por ter permitido acesso aos dados dos aposentados e demais beneficiários da Previdência Social à Tifim Recuperadora de Crédito e Cobranças Ltda. A Tifim usa os dados para oferecer crédito consignado a aposentados por correspondência.

De acordo com o MPF-SP, os dados foram obtidos ilegalmente. Ao final do processo, a Procuradoria quer que a Justiça condene o INSS e a empresa ao pagamento de indenizações por danos morais individuais e coletivos.

Este não é um caso isolado de desrespeito do Estado no uso de dados dos cidadãos. Em 2013, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) repassou informações cadastrais de 141 milhões de brasileiros para a Serasa, empresa privada que gerencia um banco de dados sobre a situação de crédito dos consumidores do País.

Em nenhum momento foi perguntado aos cidadãos se eles queriam ou autorizavam a entrega de suas informações para empresas privadas de crédito ou de qualquer outro ramo econômico. Aliás, a ausência de acordo entre Estado e cidadãos sobre como seus dados serão utilizados é notória nas esferas federal, estadual, municipal, além de autarquias públicas.

Por fim, diante do assombro público e indignação causados pela divulgação do acordo do TSE com a Serasa, o contrato foi cancelado. Mas ninguém está seguro.

Ambos os casos provam que não é apenas para esconder ilegalidades que serve e privacidade, mas também para proteger os cidadãos nas relações de consumo e garantir que não haja vantagem justamente da parte economicamente mais forte.

Demonstram, ainda, a total falta de respeito, bom senso e ética do Estado brasileiro com os dados dos cidadãos, sem falar no desrespeito à Constituição, e, em consequência, a urgência de aprovação de uma lei de proteção de dados pessoais.

A entrega dos dados dos cidadãos pelo Estado é uma das formas mais absurdas de violação da privacidade, porque os cidadãos não têm a opção de não entrega das informações. É obrigado a entregar o Imposto de Renda todos os anos, por exemplo, e quem garante que estes dados serão mantidos em segurança dentro dos órgãos do governo?

Que não haverá repasse entre pastas e que uma delas chegará a formalizar acordo com empresa privada? As guardas legais para isso são frágeis, uma vez que o Brasil é um dos poucos países do mundo que até hoje não têm uma lei de proteção de dados pessoais.

Enquanto isso, permanece o impasse pela votação do PL 5276/16, que segue em tramitação na Câmara dos Deputados, relegado a segundo plano após o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

O PL, formulado e reformulado a partir de uma série de debates e negociações com os diversos atores interessados, estabelece que o tratamento de dados pessoais pela administração pública requer que o responsável informe ao titular as hipóteses em que será admitido o tratamento de seus dados.

O PL conta com uma seção específica para regular o tratamento de dados pessoais pelo poder público, em que deve ser realizado para atendimento de sua finalidade pública, na perseguição de interesses públicos.

De acordo com o texto, os órgãos do poder público devem informar as hipóteses em que realizam o tratamento de dados pessoais, com fácil acesso e atualizado constantemente – de preferência em seus sítios na web. O uso compartilhado de dados pessoais pelo poder público também deve atender a finalidades específicas de execução de políticas públicas. E, finalmente, o PL veda ao poder público transferir dados pessoais a entidades privadas.

Mais uma vez, insistimos: é urgente a aprovação de uma lei de dados pessoais no Brasil porque, entre várias outras razões, o agravamento da crise econômica eleva o grau de risco de ampliação da promiscuidade entre poder público e entidades de crédito privadas. Quem perde são todos os cidadãos.

*Marina Pita é jornalista e integrante do Conselho Diretor do Intervozes

Fonte http://www.cartacapital.com.br/blogs/intervozes/brasileiro-esta-desprotegido-com-o-estado-que-vende-dados-pessoais
por Intervozes

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Greve dos bancários derruba crédito imobiliário, consignado e venda de carros

Greve dos bancários derruba crédito imobiliário, consignado e venda de carros

Agência Brasil
Industria automobilistica

Com a greve dos bancários, financiamento para a compra de veículos caiu 8,5% em todo o país
Marcelo Camargo/Agência Brasil

A greve dos bancários ampliou a queda na concessão de crédito pelos bancos, em setembro, principalmente das modalidades de crédito imobiliário, consignado e de financiamento de veículos, informou hoje (26) o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel.

Neste ano, a greve dos bancários, que teve inicio em setembro, durou 31 dias, com retorno dos bancários ao trabalho no dia 7 deste mês.

A greve afetou principalmente as modalidades em que é preciso negociar a liberação do crédito nas agências bancárias. Em setembro, as concessões do crédito consignado (com parcelas descontadas diretamente na folha de pagamento) caíram 24,4%. O financiamento para a compra de veículos caiu 8,5%. No caso do financiamento imobiliário, as concessões recaram 24,2%.

Tramitação demorada nos bancos

“Essa é uma concessão [de crédito imobiliário] que tem um trâmite mais demorado, que exige a presença do solicitante nas agências mais de uma vez. Uma agência fechada interrompe todos esses processos. Ano passado foi afetado de uma forma bem mais modesta, tinha recuado 4%, mas este ano afetou de forma significativa”, disse Maciel.

No total, as concessões de crédito de todas as modalidades caíram 7,2% em setembro em relação a agosto deste ano para pessoas físicas.

Maciel ponderou, entretanto, que o crédito seguirá em tendência de desaceleração mesmo sem a greve dos bancários. “A tendência do crédito é desaceleração, com expectativa de retração no ano. O resultado de setembro foi prejudicado pela paralisação bancária, mas isso não significa que haveria uma mudança de tendência. O crédito não irá liderar o movimento de reação da atividade econômica, mas tem como contribuir nesse processo”, disse Maciel.

No mês passado, o BC divulgou sua projeção para o saldo das operações de crédito este ano. Segundo estimativa do BC, os bancos vão registrar este ano a primeira queda no saldo das operações de crédito, na série histórica, iniciada em março de 2007. O recuou deve ser de 2%.

Em setembro, o saldo de todas as operações de crédito concedido pelos bancos caiu 0,2% em relação a agosto e ficou em R$ 3,109 trilhões. Em 12 meses encerrados, o saldo das operações de crédito caiu 1,7%.

Taxas de juros

Em entrevista coletiva para explicar os dados do crédito em setembro, Maciel também afirmou que não há uma previsão de quando o efeito da redução da taxa básica, a Selic, será sentido nos juros cobrados dos consumidores. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual para 14% ao ano.

Em setembro, a taxa média de juros cobrada de pessoas físicas subiu para 73,3% ao ano e do cheque especial (324,9% ao ano) e do cartão de crédito (480,3% ao ano) bateram novo recorde.

Segundo Maciel, às vezes os bancos se antecipam à redução da Selic e reduzem os juros do crédito e em outras situações levam alguns meses para reduzir as taxas cobradas dos clientes. “Não se espera uma defasagem muito longa. [A queda da Selic] reduz o custo de captação [de dinheiro pelos bancos] e isso contribui para redução de todas as taxas ativas”, explicou.

Fonte http://istoe.com.br/greve-dos-bancarios-derruba-credito-imobiliario-consignado-e-venda-de-carros/

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MG – Leilão da folha de pagamento pode salvar 13º do Estado

MG – Leilão da folha de pagamento pode salvar 13º do Estado

Banco que comprar a folha terá pela frente uma movimentação de R$ 40,35 bilhões por ano

0Filão. Bradesco levou a folha de pagamentos da Prefeitura de Belo Horizonte por R$ 140 milhões
PUBLICADO EM 26/10/16 – 03h00

QUEILA ARIADNE
Sem dinheiro suficiente em caixa até mesmo para pagar os salários em dia, o governo de Minas Gerais parece ter encontrado a saída para conseguir arcar com o 13º. O Estado está leiloando a folha de pagamento e, segundo apurou a reportagem, espera receber cerca de R$ 1,5 bilhão, que é pelo menos metade do valor estimado para as despesas com o benefício. Hoje, os servidores recebem pelo Banco do Brasil, mas o contrato com a instituição vence em dezembro. O banco que pagar mais pelo direito de administrar a folha vai levar uma carteira de aproximadamente 632 mil clientes, que recebem algo em torno de R$ 3,1 bilhões por mês.

A assessoria de imprensa da Secretaria da Fazenda informou que, por enquanto, não há detalhes da renovação do contrato, pois a negociação ainda está em andamento. Entretanto, informações de bastidores indicam o Bradesco e o Itaú como favoritos.

Procurado pela reportagem, o Bradesco não quis comentar o assunto. Mas a instituição tem apostado na compra de carteiras de servidores públicos. Em setembro, arrematou a folha dos servidores da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) por R$ 140 milhões. São 65.592 contas, incluindo aposentados e pensionistas. O banco pagou R$ 2.134,41 pelo direito de administrar cada uma. Se o valor for o mesmo no caso do governo estadual, a venda da carteira dos servidores do Estado arrecadaria R$ 1,35 bilhão.

O Itaú Unibanco disse que somente poderá se manifestar sobre eventual interesse “se e quando o governo do Estado publicar o respectivo edital de licitação”.

O professor de contabilidade governamental do Ibmec Thiago Borges explica que, diante do rombo das contas do governo, a venda da carteira é uma ótima alternativa para pelo menos salvar o 13º. A forma de pagamento será definida em uma reunião, marcada para novembro. Na semana passado, o governador Fernando Pimentel declarou que ainda não sabia se conseguiria pagar o 13º antes do Natal.

“A situação realmente está muito crítica. O que o Estado tem recebido com a arrecadação de impostos só dá para saldar a folha de pagamento e fazer uma manutenção básica. Os programas já estão paralisados, e o governo não tem mais onde cortar gastos. Portanto, a venda dos direitos da gestão da folha de pagamento é uma estratégia viável para levantar recursos para o 13º e garantir o benefício, que é a salvação de muita gente” afirma o especialista.

O banco que comprar a folha terá pela frente uma movimentação de R$ 40,35 bilhões por ano, somente com as despesas previstas para pagamento de pessoal e encargos sociais, segundo previsões da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016.
Banco do Brasil. Questionada sobre o interesse de continuar com a folha do Estado, a instituição disse que não se manifesta sobre questões que envolvam sigilo bancário ou comercial.

BANCO DO BRASIL

Em 2007, valor pago foi R$ 1,23 bilhão
Na última vez que o Estado vendeu a folha de pagamento, em 2007, o Banco do Brasil pagou R$ 1,23 bilhão por ela. Na época, eram 541 mil servidores. É como se cada conta tivesse sido vendida por R$ 2.273. Se o negócio for fechado por R$ 1,5 bilhão, o valor de cada conta aumentará só R$ 100, sem considerar a inflação.

“Não houve valorização porque hoje a situação é diferente. O Estado é quem está desesperado para vender. O banco pode oferecer outros produtos, como empréstimos, mas os clientes também estão mais endividados”, diz o professor de contabilidade governamental Thiago Borges.

PBH

Servidores já estão trocando a conta
Quem trabalha na Prefeitura de Belo Horizonte já está sendo convocados para escolher uma agência e abrir sua conta no Bradesco. A partir de janeiro do ano que vem, os 49.760 servidores, além dos 15.832 aposentados e pensionistas, já não receberão mais os salários pelo Banco do Brasil. Entre 31 de outubro e 29 de novembro deste ano, todos já terão sido convocados para efetuarem a troca.

De acordo com publicação no “Diário Oficial do Município” (DOM) do dia 13 de setembro, o Bradesco venceu a queda de braço com o Santander e arrematou a folha dos servidores municipais por R$ 140 milhões. No começo do leilão, o vencedor teria oferecido R$ 123,96 milhões, contra R$ 124 milhões do concorrente. Mas, à medida em que os lances foram sendo feitos, o Bradesco aumentou a oferta e levou uma carteira de 65.592 servidores, que recebem mensalmente, entre salários e benefícios, cerca de R$ 335,55 milhões, segundo dados disponíveis no Portal da Transparência, referentes ao pagamento do mês de agosto.

A partir de janeiro, o Bradesco será responsável, de forma exclusiva, pelos serviços de processamento de créditos de remunerações, proventos de aposentadorias, pensões, benefícios e bolsas de estágio. Também vai gerenciar o pagamento das pensões alimentícias concedidas administrativa e/ou judicialmente, devidas aos beneficiários e aos seus dependentes, da administração direta e indireta do município de Belo Horizonte.

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MS- Justiça condena vereador candidato a vice por esquema em consignados

MS- Justiça condena vereador candidato a vice por esquema em consignados

Acusado diz que vai recorrer e que campanha segue normal

Ludyney Moura


Pato diz que vai recorrer da decisãoPato diz que vai recorrer da decisãoO vereador do município de Bela Vista, Antonio Flávio Barbosa Cabral, o Pato (PMDB), candidato a vice-prefeito na cidade, na chapa peemedebista, foi condenado por ato de improbidade administrativa por ter, segundo a Justiça, comandado um esquema que falsificação de holerites para contratação de empréstimo consignado de pessoas que nunca foram servidoras da Câmara.

De acordo com a denúncia oferecida pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual), no período em que presidiu a Câmara de Bela Vista, entre 2007 e 2009, Pato autorizou a celebração de parceria com o Banco Morada para contratação de empréstimos consignados, e falsificou holerites para que pelo menos nove pessoas emprestassem em média R$ 15 mil.

Para a Justiça, o vereador e o então secretário geral da Câmara, Fátimo Trindade Mendes, utilizaram-se do cargo e poder conferido pela função, ‘para beneficiar a si próprio e a terceiros ao autorizar a falsificação de documentos públicos para fazer constar na folha de pagamento do órgão legislativo servidores fantasmas e informações falsas sobre vencimentos para possibilitá-las a obter empréstimos ao Banco Morada’.

“Tamanha a grandeza dessa vergonhosa manobra que todos os empréstimos tiveram valores altos – a maioria acima de R$ 15.000,00 – e foram incluídos na folha de pagamentos 9 (nove) servidores inexistentes, repita-se, em um órgão municipal que possuía pouquíssimos funcionários efetivos, quiçá menos que os funcionários fantasmas”, afirmou na sentença o juiz Vinicius Pedrosa Santos.

Durante o desenrolar do processo, o vereador negou os fatos e o secretário da Câmara disse que agiu a mando do então presidente, e foi criticado pelo juiz. “Ciente da iminência de ocorrer uma fraude dessa natureza, a conduta esperada de um servidor público era a imediata comunicação dos fatos ao órgão de fiscalização da Câmara, à autoridade policial, ao Ministério Público, mormente porque era o Secretário Geral da Casa Legislativa de Bela Vista, a exigir ainda mais dele uma postura proba e de retidão. Entretanto, como se extrai do conjunto probatório, não foi isso o que ocorreu”, destacou o magistrado.

Pena

Pato e Fátimo foram condenados e tiveram os direitos políticos suspensos por cinco, além de perda da funções públicas que eventualmente ocupam. Eles tambem foram proibidos de contratarem com o Poder Público ou de receber incentivos fiscais por três anos.

A dupla também foi multada em 100 vezes os valores que recebiam de salário na época em que a fraude aconteceu.

Resposta

Procurado, o vereador e candidato a vice-prefeito, na chapa encabeçada por Guto Zacarias (PMDB), disse que não sabia do que aconteceu no período, já que mesmo morando em Bela Vista ele cursava faculdade em Campo Grande, e a Casa ficava sob comando do então vice-presidente, Henrique Moraes Dedé (que faleceu em 2010).

“É uma condenação de primeiro grau. Tem recursos até o STF (Supremo Tribunal Federal)”, disse Pato, que nega as irregularidade e diz que sua campanha segue normalmente no município de Bela Vista.

Fonte http://www.midiamax.com.br/politica/justica-condena-vereador-candidato-vice-esquema-consignados-317045

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RJ – Servidores com atrasos no pagamento de empréstimo consignado não poderão ficar com nome sujo

RJ – Servidores com atrasos no pagamento de empréstimo consignado não poderão ficar com nome sujo

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Atraso dos salários vem comprometendo pagamento de empréstimo descontados em folha

O atraso no pagamento dos salários dos servidores públicos do Estado agora não poderão deixar o nome dos funcionários sujo, em serviços de proteção ao crédito, caso haja atraso no pagamento de empréstimos consignados descontados na folha de pagamento. Em lei sancionada pelo governador em exercício nesta terça-feira (27), as empresas financeiras ficam impedidas de taxar de inadimplentes os nomes dos servidores.

A lei não altera quem já teve seu nome incluído na lista de inadimplentes em serviços de proteção ao crédito antes da sanção de Dornelles.

Fonte http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/servidores-com-atrasos-no-pagamento-de-emprestimo-consignado-nao-poderao-ficar-com-nome-sujo-28092016

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Juro do rotativo do cartão bate recorde e vai a 475% ao ano

Juro do rotativo do cartão bate recorde e vai a 475% ao ano

Bancos elevam as taxas das principais linhas no momento em que os financistas apostam na queda da Selic


Só em agosto, o juro do cartão subiu 3,5 pontos percentuais.
Foto: Eraldo Lopes
Quatro das linhas de crédito mais populares entre famílias e empresas e que envolvem o cheque especial e o cartão de crédito tiveram alta das taxas e atingiram, em agosto, o maior juro na série histórica do Banco Central (BC). A taxa mais elevada foi do rotativo do cartão de crédito, que atingiu 475,2% ao ano, o maior patamar da série histórica, desde março de 2011.

O aumento dos encargos cobrado dos clientes pelos bancos ocorre no momento em que o próprio mercado financeiro eleva expectativa de queda na taxa básica de juros Selic, na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Monetária (Copom), marcada para outubro.

Há um ano, até agosto, o juros do rotativo do cartão estava em 403,5%, ao ano. Em agosto, na comparação com o mês anterior, houve alta de 3,5 pontos percentuais. O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão.

Outro juro médio que bateu recorde é o cheque especial, cuja taxa subiu de 312,1% para 318,4% ao ano. Nesse caso, é o maior patamar da série iniciada em julho de 1994. Somente neste ano, a taxa do cheque especial já subiu 34,1 pontos percentuais em relação a dezembro de 2015, quando estava em 287% ao ano.

Já a taxa do crédito pessoal aumentou 0,1 ponto percentual para 132,3% ao ano. A taxa do crédito consignado, com desconto em folha de pagamento, também subiu 0,1 ponto percentual para 29,3% ao ano.

O mesmo fenômeno também é visto no crédito para as empresas. Pessoas jurídicas que tentam antecipar cheques pré-datados pagavam juro de 47,3% em julho e o custo passou para 47,6% em agosto, maior valor da série histórica.

Fonte http://new.d24am.com/noticias/economia/juro-rotativo-cartao-bate-recorde-475/158588

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MG – Consignado – Desvio de R$ 11,5 mi envolve 139 pessoas em Sete Lagoas

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Corregedoria de Sete Lagoas acusa funcionários e vereadores de participação em esquema de fraudes na Câmara Municipal

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Isabella Souto / Câmara Municipal/Divulgação
Plenário do Legislativo: investigações começaram há um ano e meio (foto: Câmara Municipal/Divulgação)

A Corregedoria do Município de Sete Lagoas, na Região Central de Minas, acusa 139 funcionários efetivos e contratados da Câmara Municipal, vereadores e ex-parlamentares de terem participado de um esquema de pagamentos irregulares de empréstimos, sonegação de Imposto de Renda e de repasse ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As fraudes teriam causado um prejuízo de pelo menos R$ 11,5 milhões para os cofres da cidade.

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O esquema iniciado em 2000 consistia em pagamentos irregulares de parcelas de empréstimo consignado feito com a Caixa Econômica Federal. A parcela era descontada em valor inferior no contracheque do servidor, e o restante era bancado pela Câmara. Os empréstimos variaram de cerca de R$ 300 a R$ 557 mil. “Tem gente que não pagou nada do empréstimo. Há casos de descontos em folha de pessoas quem nem tinham feito empréstimo. Como o funcionário não reclamou?”, afirma o corregedor-geral de Sete Lagoas, Jansey Patrick Paixão da Matta. Uma das suspeitas é de que teria havido divisão ilegal de salário com vereadores.

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De acordo com o corregedor-geral, as investigações começaram em fevereiro do ano passado, a partir da quebra de sigilo de um processo administrativo envolvendo um ex-servidor e de documento encaminhado pela Câmara com dados financeiros de 2000 a 2016. O esquema envolveu 435 pessoas, das quais 139 tiveram a participação comprovada. A maioria dos envolvidos, segundo Jansey da Matta, não trabalha mais na Câmara M.

Além da irregularidade nos empréstimos com a Caixa, a Corregedoria identificou a sonegação de IR e de contribuição previdenciária (o valor do desconto era menor que o previsto em lei), distribuição ilegal de benefícios, horas extras e gratificações pagas em dobro aos funcionários, aumento de salários de forma desproporcional e alteração do limite de 30% dos empréstimos a servidores da Câmara.

Na segunda-feira, toda a documentação com as apurações da Corregedoria será encaminhada às polícias Civil e Federal e ao Ministério Publico. “Nosso trabalho foi realizado até o momento em que não tínhamos mais como avançar. Diante do impedimento que a Câmara impôs para a abertura de processos administrativos, estamos repassando tudo para a polícia e MP para que o assunto não vire uma pizza”, ponderou Jansey da Matta.

Os servidores que ainda trabalham na Câmara estão sujeitos a demissão, e os vereadores, a responder a ações por crime de improbidade, podendo resultar na perda do mandato. A ideia é que o município ainda abra 139 processos administrativos para ações de ressarcimento aos cofres públicos.

Defesa
Em nota encaminhada ao Estado de Minas, a Câmara Municipal de Sete Lagoas afirmou que a listagem divulgada pelo corregedor-geral está desatualizada e refere-se a um balanço financeiro realizado em dezembro de 2014. “A referida lista não é, nem nunca foi, a lista dos acusados de qualquer irregularidade na Câmara Municipal”, diz trecho da nota.

Segundo a Câmara, os nomes fazem parte de um balanço financeiro de dezembro de 2014. Os dados foram apurados porque naquele mês houve uma antecipação – no pagamento para a CEF, que deveria ser feito em janeiro, por um erro do Departamento de Pessoal da Casa.

Ainda de acordo com a nota, a Câmara não tentou impedir o trabalho da Corregedoria nem quer esconder irregularidades. E que não autorizou a divulgação dos nomes das pessoas “porque essa investigação corre em sigilo, justamente para não incriminar pessoas inocentes e também para não possibilitar que os verdadeiros culpados atrapalhem a investigação”.

“Essa atitude demonstra a temeridade do ato do Corregedor Geral da Prefeitura Municipal de Sete Lagoas que por ato unilateral fez divulgação de documentos desatualizados gerando grande comoção na cidade e prejuízo incomensurável às partes envolvidas”, afirma a nota.

A direção da Câmara alega ainda que partiu da Casa uma auditoria para apurar as supostas irregularidades nas operações de crédito consignado e que lei aprovada neste mês prevê que a própria Câmara poderá cobrar os valores de modo administrativo.

“Falta com a verdade, então, o Sr. Jansen Patrick Paixão da Matta que, de modo irresponsável, faz crer que está havendo morosidade da Câmara Municipal, que desde 2015 já encaminhou a documentação ao único órgão com competência para fazer a investigação, ou seja, o Ministério Público Estadual”.

A Câmara negou também que tenha sido apurado crime de sonegação de contribuições previdenciárias, sonegação de imposto de renda, e possível crime perante a Caixa, cabendo ao corregedor de Sete Lagoas fazer a prova das acusações.

Fonte http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2016/09/24/interna_politica,807242/desvio-de-r-11-5-mi-envolve-139-pessoas.shtml

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