Verificar configuraes
Casal cria rede que auxilia negativados em busca de empréstimo

Casal cria rede que auxilia negativados em busca de empréstimo

Desempregado, casal recorreu ao empreendedorismo criativo para criar negócio de sucesso


Sibele e Eric Vaz de Lima criaram a Vazoli, que já conta com mais de 90 unidades e diversificou a carteira de serviços em 2016

A crise financeira global em 2009 foi o estopim para o início das dificuldades do casal Eric e Sibele Vaz de Lima. Demitido de um banco no interior do Estado de São Paulo, ele passou a se dedicar a pequena Vazoli, até então uma espécie de segunda renda da família, que ocupava um salão de pouco mais de 12m², na cidade de Severínia, na região norte do Estado.

Ela, também funcionária de um grande banco na mesma cidade, não demorou a sofrer o mesmo baque. Desempregados os dois mergulharam em muitas contas em atraso e também no negócio próprio, até então focado na venda de seguros.

“Ainda pequeno, o negócio começava a andar, tínhamos interessados no serviço. Foi aí que, aproveitando esse folego inicial, arriscamos e iniciamos a abertura da segunda unidade, em Olímpia, mas a grande dor de cabeça veio na hora de montar a o espaço”, lembra Sibele.

Endividados após as dívidas acumuladas em um período de “vacas magras”, Eric e Sibele entraram juntos em uma loja de móveis de informática para adquirir as cadeiras e mesas necessárias para a estruturação da segunda operação da Vazoli.

“A grande surpresa foi que o vendedor não aceitou vender de forma parcelada o que precisávamos comprar para a estruturação da nova unidade. Estávamos com nossos nomes sujos, mas precisava empreender. Essa necessidade nos fez pensar que a busca por crédito nessas condições não era exclusividade nossa e que muitas outras pessoas poderiam estar passando pelo mesmo problema”, explica Eric.

A dificuldade fez os dois mudarem o foco. Sibele estudou formas de usar as duas unidades para oferecer crédito a negativados e aposentados, pensionistas e funcionários públicos, até então um público carente de atenção do mercado financeiro. Da parceria com os bancos surgiu o novo modelo de negócios, que tem como meta fechar o ano de 2018 com 20 novas unidades.

“Deu muito certo. A fila para buscar crédito muitas vezes dobrava a esquina e a gente passou a buscar formas de expandir o negócio. Foi aí que o Eric pensou em franquear a Vazoli”, explica Sibele.

Entraram para o franchising em 2011, a formatação demorou praticamente um ano, e o sucesso foi imediato. Pouco a pouco a rede também ampliou os produtos oferecidos ao público final. Hoje fazem parte desta gama financiamentos imobiliários e automotivos, empréstimos consignados e pessoais, além de consórcios e seguros.

“A parceria com os franqueados tem dado muito certo, uma vez que hoje a Vazoli é uma enorme família. O importante é trabalhar com honestidade e de forma clara com o público final. Nosso crescimento está baseado neste pensamento”, finaliza Eric.

Fonte https://catracalivre.com.br/geral/empreendedorismo/indicacao/casal-cria-rede-que-auxilia-negativados-em-busca-de-emprestimo/

Read More
Cartão de crédito: Bancos definem condições com limites do rotativo

Cartão de crédito: Bancos definem condições com limites do rotativo


Bancos divulgaram as taxas e parcelamentos para saldo dos cartões com restrição ao rotativo MARCELO G. RIBEIRO/JC Patrícia Comunello

Os bancos já estão divulgando as condições de juros e parcelamentos de saldo devedor com a limitação de uso do crédito rotativo dos cartões.
Os clientes terão de ter as opções a partir de 3 de abril, cumprindo a resolução 4.549 do Conselho Monetário Nacional (CMN) que limitou o uso do rotativo por até 30 dias.
Com isso, o saldo remanescente da fatura só poderá entrar no financiamento do rotativo, com taxas mais altas, até o vencimento da fatura seguinte.
O efeito da resolução deve ser sentido nas faturas dos detentores de cartões com vencimento a partir dos primeiros dias de maio.
A restrição de uso do crédito do rotativo foi colocada para pressionar bancos a migarem os clientes a financiamentos com juros mais em conta.
Os maiores bancos de varejo já definiram as taxas e as modalidades para financiar o saldo.
Itaú-Unibanco, Bradesco, Santander (dos privados), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (públicos) já divulgam as condições de taxas e parcelas.
O Banrisul ainda não definiu os novos juros do parcelamento.
BB, Itaú e Bradesco dizem que também cortaram as taxas. No caso do BB, as taxas do rotativo e do parcelado são quase as mesmas.
O Bradesco diz que acabou com o rotativo e adota um parcelamento automático.

Confira as condições de cada banco:

Banco do Brasil: Parcelado: taxas variam de 1,91% a 9,38% ao mês.
O cliente escolhe o número de parcelas ou automaticamente o saldo será parcelado em 24 vezes.
Rotativo: o banco informa que reduziu em janeiro os juros do rotativo, com taxas de 1,92% a 9,79% ao mês, muito próximas as do parcelado.

Banrisul: Parcelado: até 24 meses. Os juros ainda estão sendo avaliados.
O banco garante que terá taxas competitivas.

Bradesco: Parcelamento: o banco vai oferecer programação de 12 parcelas automáticas.
Aplicativo no site da instituição simula opções com valores e taxas e como vai funcionar os parcelamentos.
Rotativo: o banco acabou com a modalidade, além de dizer que reduziu em 33% as taxas, que vão de 3,6% a 9,8% ao mês e são aplicadas ao parcelado.

Caixa: Parcelamento: 4, 8, 12, 16, 20 ou 24 meses. Taxas: 3,3% a 9,9% ao mês.
Parcelamento automático: acionado para valores abaixo do pagamento mínimo e alternativa as seis opções de parcelamento.

Itaú-Unibanco: Parcelamento: até 24 parcelas. Taxas entre 0,99% e 8,9% ao mês.
Juros do rotativo: o banco diz que reduziu quatro pontos suas taxas mensais, que podem cair até 7 pontos dependendo do histórico de pagamentos do cliente.
Santander: Parcelamento: 4 a 18 vezes, com juros de 2,99% a 9,99% ao mês.

Fonte Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/03/economia/553853-bancos-divulgam-taxas-e-condicoes-para-rotativo-do-cartao-de-credito.html)

Read More
Startup fintech: uma nova proposta de serviços financeiros

Startup fintech: uma nova proposta de serviços financeiros

Que tal a sua próxima conta bancária ser oferecida por uma startup fintech? Se ainda não está por dentro da nova proposta de serviços financeiros, vamos apresentá-la para você e explicar por que é a melhor opção ao microempreendedor individual (MEI)

RICARDO CAPUCIO
ADVOGADO, ESCRITOR, EMPREENDEDOR E FUNDADOR DA CONTA.MOBI
Você sabe o que é startup? E fintech o que é?A união das duas palavras de origem estrangeira constrói um termo que ganha evidência também no Brasil: a startup fintech.

Estamos falando de serviços financeiros oferecidos por negócios de base tecnológica. São empresas que conquistam espaço no mercado com uma proposta diferenciada e que, não por acaso, tem caído no gosto especialmente do público mais jovem.

Neste artigo, vamos explicar o que é uma startup fintech e que tipo de facilidades ela oferece, da conta digital ao cartão de crédito. Também abordaremos as principais diferenças para os bancos, justificando por que esse tipo de empresa é mais vantajosa para um MEI.

Acompanhe a leitura, fique por dentro dessa novidade e descubra tudo sobre as fintech brasileiras, uma nova proposta de serviços financeiros.

O que é startup fintech?
Maior eficiência por um preço mais baixo. Quem não gostaria que seu banco fosse assim? Pois essa é uma característica das startups fintech, modernas empresas que aliam tecnologia e finanças.

Não por acaso, elas vêm causando uma verdadeira revolução em todo o mundo, desafiando e colocando dúvidas sobre um sistema bastante antigo e tradicional.

Mas é um tanto precipitado vê-las como inimigas dos bancos, especialmente porque as semelhanças até existem em alguns dos serviços oferecidos, mas desaparecem na forma como isso acontece.

O que marca as fintechs é a atuação online. Exclusivamente pela internet, as empresas conseguem realizar o que um banco faz, mas de forma única: com tecnologia de ponta e por um custo bastante inferior, o que se justifica pela estrutura bem mais enxuta.

Em todo o mundo, conforme dados da empresa de pesquisa Venture Scanner, eram mais de 1.400 startups fintech no início de 2016. No Brasil, há muitos casos famosos e com milhares de usuários fascinados pela experiência de gestão online do dinheiro.

Desde a administração da conta bancária até a solicitação de empréstimo, passando pelo controle do cartão de crédito, nada mais precisa ser realizado presencialmente. Basta estar conectado à internet, até mesmo pelo celular.

É ou não uma proposta que tem tudo a ver com mentes mais jovens e antenadas?

Quais serviços oferece?
As startups fintech que já atuam no Brasil são uma bela amostra de que não existe limite para elas. É possível, a partir delas, ter acesso a todo o tipo de serviço financeiro. Vamos conhecer alguns deles:
Conta bancária digital: todos os serviços oferecidos por bancos tradicionais, com recursos extras.
Cartão de crédito: sem tarifas e sem anuidade para compras à vista e a prazo.
Microsseguros: para automóveis, motocicletas, empresas, residências, seguro de vida e seguro viagem.
Empréstimos: para pessoas físicas e jurídicas, com taxas de juros mais baixas.
Investimentos: como aplicar seu dinheiro com segurança e rentabilidade.
Gestão de benefícios: pagamentos de alimentação, refeição e combustível.
Soluções em recebimentos para empresas: cobranças em cartões de crédito, débito online e boleto.
Máquina de cartão de crédito: com conexão à internet e gerenciamento por aplicativo.
Controle financeiro pessoal: aplicativo organiza as finanças e fica conectado à conta corrente e ao cartão de crédito.

Como funcionam essas empresas?
São muitos serviços oferecidos em condições diferenciadas, por um custo inferior e agregando as vantagens da tecnologia de ponta. Como isso é possível?
Diferentemente de um banco tradicional, uma fintech não precisa de milhares de funcionários e agências físicas espalhadas pelo país, pois têm funcionamento eletrônico. Por isso, seus custos são menores.

Já a eficiência encontra razão na parceria com a tecnologia. Essas startups têm na inovação um modo de operação e ela aparece na forma como os usuários vivenciam a experiência financeira.

Mais detalhes interessantes sobre a forma como as fintechs funcionam estão no relatório FintechLab. Segundo a publicação, a revolução por elas provocada no mercado se explica por quatro razões principais:

1. Desenho centrado no usuário
O termo remete à maneira como a solução oferecida é desenhada. Isso significa que muitas fintechs tem na forma como se relacionam com o usuário seu principal diferencial. Conforme o documento, desenhar serviços centrados em pessoas exige pesquisa, empatia, co-criação e metodologia.
Essa estratégia desperta o interesse também dos bancos tradicionais. O presidente do Itaú, Roberto Setúbal, declarou em evento no ano passado que os clientes desejam maior velocidade. “Sem dúvida é uma mudança grande, onde o cliente está no centro da proposta”, afirmou.
2. Serviços inovadores
A proposta é de reversão do foco: em vez de o objetivo central estar na geração imediata de receita imediata, opta-se por atender a necessidades latentes do usuários, como a gestão financeira.
3. Eficiência
Uma característica que torna os processos mais eficientes em uma startup fintech é base a tecnológica consistente, com plataformas modernas e com armazenamento de informações na nuvem. Tudo isso reduz seu custo de operação e o tempo para a tomada de decisões.
4. Blockchain
A tecnologia blockchain é utilizada para validar e certificar operações financeiras em ambientes invioláveis devido à sua alta criptografia, o que garante a privacidade e segurança das informações. Não é por acaso que tem despertado interesse também dos bancos tradicionais.
Startup fintech são seguras?
Essa é um receio comum, talvez até capaz de postergar a adesão dos mais experientes à nova proposta de serviços financeiros. Afinal, são anos e anos de convivência com o sistema dos bancos tradicionais. Como encontrar a mesma segurança em um celular?
Se você tem essa dúvida, pode ficar tranquilo. É incomparável o nível de proteção oferecido em uma transação eletrônica com o ato de carregar dinheiro em espécie para ir ao banco, por exemplo.
Além disso, se você tem conta bancária, certamente a instituição que a oferece disponibiliza canais online para consulta de saldo, transferências e pagamentos. Se você já acha que o internet banking, da forma como conhece, é um ambiente seguro, saiba que a tecnologia encontrada nas fintechs amplia essa proteção.
No tópico anterior, acabamos de falar sobre um das razões. A tecnologia blockchain é uma das responsáveis por tornar seguras as operações realizadas por fintech.
E o melhor: a indústria de segurança da informação está permanentemente buscando criar alternativas de tornar o meio digital definitivamente inviolável a práticas criminosas. O esforço é contínuo e já produz um ambiente bem menos ameaçador do que as ruas da sua cidade.
Startup fintech x bancos
De início, quando surgiram as primeiras startups fintech, o tom de concorrência com os bancos era mais elevado do que é hoje.
Atualmente, ao mesmo tempo em que a tecnologia diferencia a nova proposta, estimula uma aproximação de quem está há mais tempo no mercado. Afinal, é preciso fugir do conservadorismo para não perder clientes.
Uma prova vem da pesquisa da Goldman Sachs, divulgada pela Revista Época no ano passado: 33% dos millennials (termo que define jovens nascidos entre 1980 e 2000) acreditam que não vão precisar de um banco em cinco anos e metade espera que seus serviços sejam prestados por startups.
Neste vídeo, o vice-presidente de Markets do Itaú Unibanco, Caio David, fala sobre o impacto das fintechs sobre os bancos.
Mas o foco das fintechs não está apenas serviços bancários. Como veremos a seguir, em exemplos de startups brasileiras já atuantes, todo o tipo de solução financeira já tem entre aqueles que as oferecem um representante de base tecnológica.
Exemplos de startup fintech brasileiras
O relatório FintechLab mapeou no Brasil mais de 130 iniciativas de startups atuantes no setor financeiro por aqui. Elas foram divididas em 10 categorias:
Pagamentos
Gerenciamento Financeiro
Empréstimos e Negociação de Dívidas
Investimento
Funding
Seguros
Eficiência Financeira
Segurança
Conectividade
Bitcoin/Blockchain.
As três primeiras categorias são as que concentram o maior número de empresas: 31% oferecem pagamentos, 18% focam no gerenciamento financeiro e 16% atuam na concessão de empréstimo e negociação de dívidas.
Outra características das fintechs brasileiras reveladas pelo relatório é que 31% delas são direcionadas exclusivamente para o consumidor final, 27% para empresas e 42% atendem ambos os públicos.
Também segundo o levantamento, em 2015, a cada 10 fintechs, três tiveram faturamento superior a um milhão de reais. No conjunto, a receita bruta dessas empresas seria equivalente ao resultado operacional do 16º banco que mais fatura no país e que, em 2015, arrecadou R$ 173 milhões.
O FintechLab cita, entre os cases de sucesso no país, as seguintes empresas: GuiaBolso, ContaAzul, Bank Fácil, Stone, Nubank, Asaas, Kitado, Vindi, Intoo, Biva, Geru, Eqseed, FoxBit e CloudWalk.
A conta.MOBI é também uma das fintechs brasileiras, oferecendo a conta digital mais vantajosa ao microempreendedor individual. Pelo computador ou aplicativo, é possível realizar pagamentos e transferências, consultar o saldo, planejar-se financeiramente e emitir boletos de cobrança.
7 razões das fintech serem mais vantajosas para o MEI
Ainda na dúvida? Reunimos agora as principais razões para afirmar porque as fintechs oferecem as mais vantajosas soluções para um MEI. Perceba pelas características em comum que é quase um casamento perfeito.
Descomplicação: tudo se resolve de forma online
Custo baixo: as menores tarifas para a melhor solução de suas demandas
Segurança: ambientes criptografados afastam possíveis intrusos
Flexibilidade: no celular, tablet ou computador, basta estar conectado para utilizar os serviços
Autonomia: com soluções focadas no usuário, é tudo do seu jeito, assim como é na sua empresa
Eficiência: a proposta compreende oferecer o melhor resultado sem perda de tempo
Suporte: atendimento personalizado por diferentes canais.
Qual o futuro das startups fintech?
Quem tentou responder essa pergunta foi o FintechLab, que estabeleceu ao final do relatório algumas possibilidades.
Uma das mais interessantes se refere à internacionalização das empresas, com o aumento de investimentos externos. É bom destacar que 77% delas buscam parceiros e 30% estão se preparando para o mercado internacional. Qual será a nossa primeira fintech a faturar milhões do outro lado da fronteira?
Melhor organização institucional das fintechs, maior atuação tecnológica dos bancos e o aumento na participação de grandes empresas nesse mercado são outras projeções.
Neste vídeo, você confere uma entrevista com Fábio Ullmann, consultor do setor financeiro da IBM Brasil, que aborda justamente o futuro das fintechs
Conclusão
Neste artigo, apresentamos um pouco sobre o mundo das startups fintech, empresas que aliam finanças e tecnologia e que vem conquistando o mercado com sua proposta diferenciada.
Para quem precisa de soluções financeiras de baixo custo e alta eficiência, vale se informar mais sobre as opções disponíveis no mercado nacional e experimentar na prática as suas vantagens.
Certamente, essa é uma demanda que se encaixa no perfil do MEI. E foi especialmente para esse público que a conta.MOBI surgiu. Tornar mais fácil a vida de quem tem um negócio a gerir é uma missão com a qual a tecnologia muito pode contribuir.
Que tal deixar o futuro entrar na sua empresa?

Fonte http://www.otempo.com.br/interessa/tecnologia-e-games/startup-fintech-uma-nova-proposta-de-servi%C3%A7os-financeiros-1.1450702

Read More
Nova regra do cartão restringe pagamento mínimo da fatura a 1 mês; entenda

Nova regra do cartão restringe pagamento mínimo da fatura a 1 mês; entenda

As regras para o uso do rotativo do cartão de crédito vão mudar. A partir do dia 3 de abril, os clientes terão restrições para fazer o pagamento mínimo da fatura e acessar o crédito rotativo. A determinação foi divulgada pelo Banco Central no dia 26 de janeiro, e tem gerado dúvidas entre os consumidores. A principal mudança é que, ao contrário do que acontece atualmente, quem optar por fazer o pagamento mínimo da fatura não poderá fazer essa opção por vários meses consecutivos.

A novas regras foram criadas para coibir o uso do rotativo e obrigar os bancos a oferecer uma solução de parcelamento para o cartão de crédito com juros mais baratos. A taxa de juro do rotativo encerrou o ano passado em 484,6% ao ano, segundo dados do Banco Central que considera a média de todas as instituições financeiras.

Como funciona hoje?
Hoje, para não ficar inadimplente, o consumidor precisa pagar ao menos 15% do valor da fatura de seu cartão de crédito (pagamento mínimo) até o vencimento da fatura. O restante da dívida fica para o mês seguinte, sujeito aos juros do cartão considerados proibitivos.
No mês seguinte, o cliente recebe a fatura com o saldo da dívida do mês anterior acrescido dos juros. Se não conseguir pagar o valor integral, ele pode, então, fazer novamente o pagamento mínimo de 15%, no mesmo processo anterior, e assim sucessivamente. Daí surge a metáfora da “bola de neve” associada frequentemente ao uso do rotativo do cartão de crédito.

O que muda?
A partir do dia 3 de abril, o consumidor que não conseguir fazer o pagamento integral de sua fatura do cartão de crédito poderá fazer o pagamento mínimo de 15% apenas por um mês. Na fatura seguinte, ele não poderá repetir o processo, pois o banco é obrigado a oferecer uma linha de crédito para que o consumidor parcele a sua dívida.
O cliente negocia então um prazo e uma taxa de juros para pagar a pendência. Entre os grandes bancos brasileiros, quatro já anunciaram as taxas que vão ser oferecidas – todas menores que os atuais juros do cartão, variando de 1,99% a 9,99% ao mês.
Na prática, em vez de alongar indefinidamente sua dívida fazendo o pagamento mínimo da fatura por vários meses consecutivos, o cliente terá de assumir o financiamento de sua dívida com prazo determinado e juros menores.
É importante destacar que, pelas novas regras, o cliente ainda pode fazer o pagamento integral de sua dívida a qualquer momento, mesmo antes do vencimento da próxima parcela.

Na ponta do lápis
Com taxas menores, o valor final pago pelos consumidores ao fim do parcelamento acaba ficando mais baixo do que seriam com juros rotativos do cartão. No entanto, o cliente pode ficar sujeito a parcelas maiores do que pagaria caso fizesse o pagamento mínimo da fatura por vários meses.
O economista Samy Dana, colunista do G1, fez a simulação de uma dívida de R$ 1 mil paga em 1 ano. Pelo rotativo do cartão, considerando os juros médios de 4 grandes bancos do Brasil (16,4% ao mês), o cliente que optasse por pagar o valor mínimo da fatura por 11 meses arcaria com parcelas de R$ 134 a R$ 148. Pagando o saldo devedor restante de R$ 885,42 no 12º mês, a dívida de R$ 1 mil teria se tornado R$ 2.588. Para comparação: considerando os juros médios já anunciados pelos bancos nas novas regras, a dívida final somaria R$ 1.872, com 12 parcelas iguais de R$ 143.
A simulação do G1 considera a média das taxas máximas informadas pelos bancos nas linhas de parcelamento.

O que dizem os especialistas
Marcos Crivelaro, especialista em finanças pessoais e professor da FIAP, avalia que as pessoas que têm o costume de, equivocadamente, “usar o rotativo do cartão de crédito como complemento do salário” podem sentir agora que “o estão privando dessa liberdade”. No entanto, o educador acredita que a nova regra defende o consumidor, já que o valor da dívida final é menor.
Crivelaro também estima que as novas regras inibam o descontrole financeiro. “Com rotativo o cartão, aquele ‘algo a mais’ que o salário não cobria estava sempre lá, pronto, pré-aprovado, sem burocracia”, descreve. “Agora, financiar a sim mesmo vai dar trabalho”, diz ele sobre as negociações dos parcelamentos.
Para o economista Samy Dana, colunista do G1, a solução encontrada pelos bancos ainda é uma opção de crédito cara e que deve ser evitada pelo brasileiro.
Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros e da DSOP, acredita que, apesar de o parcelamento a juros menores diminuírem o valor final da dívida, as novas condições não devem ter um impacto grande nos índices de inadimplência. “Se uma pessoa não consegue pagar o mínimo de 15%, também não vai conseguir pagar a parcela financiada.”
Para Domingos, a nova medida que permite financiar o valor total “não está dando nenhum tipo de benefício para o devedor”. “Essa dívida vai acabar se tornando objeto de negativação do nome desse consumidor.”

O que fazer?
Para quem já está endividado, os educadores financeiros recomendam a procura de crédito mais barato antes de ficar sujeitos aos juros do cartão de crédito, mesmo considerando as taxas mais baixas das novas regras. Entre os exemplos estão créditos pessoais a juros menores, como o consignado, além da procura do banco ou instituição financeira que ofereça as condições mais vantajosas para liquidar as pendências.
Além disso, a recomendação é prestar atenção ao orçamento familiar, identificando as despesas que podem ser cortadas para que os gastos não ultrapassem os ganhos. “Quando a gente fala em cortar gastos, a pessoa não consegue visualizar onde está gastando. Reduzir padrão é adequar a realidade do que eu ganho comparado com o que eu gasto. E eu não tenho como descobrir aonde está indo cada centavo do meu dinheiro se não fizer um acompanhamento minucioso”, ensina Domingos.

Fonte http://www.correiodoestado.com.br/economia/nova-regra-do-cartao-restringe-pagamento-minimo-da-fatura-a-1-mes/299765/

Read More
Bancos se preparam para a migração do rotativo do cartão

Bancos se preparam para a migração do rotativo do cartão

O sistema bancário acerta os últimos detalhes para oferecer parcelamento da fatura do cartão de crédito como alternativa aos clientes que baterem no limite de 30 dias de uso do rotativo. A mudança, que começa em 3 de abril, vai transferir os consumidores do crédito mais caro do sistema financeiro para uma modalidade mais barata.

Entre os grandes bancos consultados pelo jornal O Estado de S. Paulo, a tendência é de que a porta de saída do rotativo seja a oferta automática do “parcelamento da fatura”. Essa é uma linha já existente e que permite ao consumidor dividir o saldo devedor do cartão de crédito. Ao migrar para o parcelado, o custo cai drasticamente: a taxa dessa operação foi de 153,8% ao ano em dezembro de 2016 – quase um terço do rotativo, de 484%.

Determinada em janeiro pelo governo como uma das medidas para reduzir o custo dos empréstimos, a decisão estabelece que os clientes que ficarem pendurados por um mês nessa operação terão de pagar a conta integralmente ou, como preveem os bancos, parcelar a dívida em uma nova operação.

Apesar de reconhecerem o potencial de ganho aos consumidores com a redução dos juros, os bancos temem que o elevado calote hoje registrado no crédito rotativo migre para a nova operação. Isso também frustraria os planos do governo de incentivar o consumo por meio de juros menores.

Executivos do setor admitem que a troca deve efetivamente reduzir o juro pago pelo consumidor porque a natureza das operações é diferente. “O rotativo é uma linha em que não sabemos quanto nem quando o cliente usará. No parcelamento da fatura, ao contrário, sabemos quanto vamos financiar e por quanto tempo. O risco é menor”, diz o diretor do Bradesco Cartões, Cesário Nakamura.

Os dados de atraso e inadimplência no rotativo e no parcelado são radicalmente diferentes, o que explica a disparidade de taxa entre os dois. Dos clientes que usam o crédito rotativo, 14,4% têm atraso no pagamento entre 15 e 90 dias e 37,2% estão inadimplentes (com falta de pagamento por mais de 90 dias), segundo o BC. Assim, mais da metade dos clientes – 51,6% – têm atraso superior a duas semanas.

Já no parcelamento da fatura, os números são mais comportados: atraso de 15 a 90 dias de 5,2% e inadimplência de 1,1%.

O discurso dos bancos é mais cauteloso quando o tema é calote. Um executivo de outra grande instituição financeira alerta que a migração forçada do rotativo para o parcelamento poderá reduzir o juro, mas não há clareza se os indicadores de inadimplência vão melhorar.

“Estamos apostando que o mercado terá uma contrapartida com a redução efetiva do risco. Se a inadimplência simplesmente migrar do rotativo para o parcelamento, o juro dessa operação não seguirá baixo e teremos problemas”, diz o executivo.

O alerta do executivo é que o risco de calote de um cliente não cai só com a troca do crédito. Ele reconhece, porém, que o risco teórico da operação tende a cair porque o parcelamento permitirá à instituição adequar a dívida ao fluxo de caixa do cliente.

Outro entrave pode ser a compreensão da operação. “Nem sempre o cliente entende ou concorda com a mudança. É um desafio de comunicação, educação e entendimento”, diz o superintendente-executivo de cartões do Santander, Rodrigo Cury.

Para complicar, clientes que ainda tiverem limite disponível poderão continuar usando o meio de pagamento. A fatura virá com as compras mais recentes somadas ao parcelamento automático do mês anterior.

Uma outra grande instituição decidiu que o valor será acrescido ao campo “pagamento mínimo”. Assim, o campo será a soma de 15% das compras do mês acrescida de 100% do rotativo usado por 30 diasO sistema bancário acerta os últimos detalhes para oferecer parcelamento da fatura do cartão de crédito como alternativa aos clientes que baterem no limite de 30 dias de uso do rotativo. A mudança, que começa em 3 de abril, vai transferir os consumidores do crédito mais caro do sistema financeiro para uma modalidade mais barata.

Entre os grandes bancos consultados pelo Estado, a tendência é de que a porta de saída do rotativo seja a oferta automática do “parcelamento da fatura”. Essa é uma linha já existente e que permite ao consumidor dividir o saldo devedor do cartão de crédito. Ao migrar para o parcelado, o custo cai drasticamente: a taxa dessa operação foi de 153,8% ao ano em dezembro de 2016 – quase um terço do rotativo, de 484%.

Determinada em janeiro pelo governo como uma das medidas para reduzir o custo dos empréstimos, a decisão estabelece que os clientes que ficarem pendurados por um mês nessa operação terão de pagar a conta integralmente ou, como preveem os bancos, parcelar a dívida em uma nova operação.

Apesar de reconhecerem o potencial de ganho aos consumidores com a redução dos juros, os bancos temem que o elevado calote hoje registrado no crédito rotativo migre para a nova operação. Isso também frustraria os planos do governo de incentivar o consumo por meio de juros menores.

Executivos do setor admitem que a troca deve efetivamente reduzir o juro pago pelo consumidor porque a natureza das operações é diferente. “O rotativo é uma linha em que não sabemos quanto nem quando o cliente usará. No parcelamento da fatura, ao contrário, sabemos quanto vamos financiar e por quanto tempo. O risco é menor”, diz o diretor do Bradesco Cartões, Cesário Nakamura.

Os dados de atraso e inadimplência no rotativo e no parcelado são radicalmente diferentes, o que explica a disparidade de taxa entre os dois. Dos clientes que usam o crédito rotativo, 14,4% têm atraso no pagamento entre 15 e 90 dias e 37,2% estão inadimplentes (com falta de pagamento por mais de 90 dias), segundo o BC. Assim, mais da metade dos clientes – 51,6% – têm atraso superior a duas semanas.

Já no parcelamento da fatura, os números são mais comportados: atraso de 15 a 90 dias de 5,2% e inadimplência de 1,1%.

O discurso dos bancos é mais cauteloso quando o tema é calote. Um executivo de outra grande instituição financeira alerta que a migração forçada do rotativo para o parcelamento poderá reduzir o juro, mas não há clareza se os indicadores de inadimplência vão melhorar.

“Estamos apostando que o mercado terá uma contrapartida com a redução efetiva do risco. Se a inadimplência simplesmente migrar do rotativo para o parcelamento, o juro dessa operação não seguirá baixo e teremos problemas”, diz o executivo.

O alerta do executivo é que o risco de calote de um cliente não cai só com a troca do crédito. Ele reconhece, porém, que o risco teórico da operação tende a cair porque o parcelamento permitirá à instituição adequar a dívida ao fluxo de caixa do cliente.

Outro entrave pode ser a compreensão da operação. “Nem sempre o cliente entende ou concorda com a mudança. É um desafio de comunicação, educação e entendimento”, diz o superintendente-executivo de cartões do Santander, Rodrigo Cury.

Para complicar, clientes que ainda tiverem limite disponível poderão continuar usando o meio de pagamento. A fatura virá com as compras mais recentes somadas ao parcelamento automático do mês anterior.

Uma outra grande instituição decidiu que o valor será acrescido ao campo “pagamento mínimo”. Assim, o campo será a soma de 15% das compras do mês acrescida de 100% do rotativo usado por 30 dias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte http://www.istoedinheiro.com.br/bancos-se-preparam-para-a-migracao-do-rotativo-do-cartao/

Read More
Juro do rotativo do cartão bate recorde e vai a 475% ao ano

Juro do rotativo do cartão bate recorde e vai a 475% ao ano

Bancos elevam as taxas das principais linhas no momento em que os financistas apostam na queda da Selic


Só em agosto, o juro do cartão subiu 3,5 pontos percentuais.
Foto: Eraldo Lopes
Quatro das linhas de crédito mais populares entre famílias e empresas e que envolvem o cheque especial e o cartão de crédito tiveram alta das taxas e atingiram, em agosto, o maior juro na série histórica do Banco Central (BC). A taxa mais elevada foi do rotativo do cartão de crédito, que atingiu 475,2% ao ano, o maior patamar da série histórica, desde março de 2011.

O aumento dos encargos cobrado dos clientes pelos bancos ocorre no momento em que o próprio mercado financeiro eleva expectativa de queda na taxa básica de juros Selic, na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Monetária (Copom), marcada para outubro.

Há um ano, até agosto, o juros do rotativo do cartão estava em 403,5%, ao ano. Em agosto, na comparação com o mês anterior, houve alta de 3,5 pontos percentuais. O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão.

Outro juro médio que bateu recorde é o cheque especial, cuja taxa subiu de 312,1% para 318,4% ao ano. Nesse caso, é o maior patamar da série iniciada em julho de 1994. Somente neste ano, a taxa do cheque especial já subiu 34,1 pontos percentuais em relação a dezembro de 2015, quando estava em 287% ao ano.

Já a taxa do crédito pessoal aumentou 0,1 ponto percentual para 132,3% ao ano. A taxa do crédito consignado, com desconto em folha de pagamento, também subiu 0,1 ponto percentual para 29,3% ao ano.

O mesmo fenômeno também é visto no crédito para as empresas. Pessoas jurídicas que tentam antecipar cheques pré-datados pagavam juro de 47,3% em julho e o custo passou para 47,6% em agosto, maior valor da série histórica.

Fonte http://new.d24am.com/noticias/economia/juro-rotativo-cartao-bate-recorde-475/158588

Read More
Bancos empurram cartão Elo e clientes reclamam

Bancos empurram cartão Elo e clientes reclamam

Cartões Elo
cartoes_elo
Cartões Elo: taxa mais alta cobrada de comerciantes pode justificar falta de aceitação
Marília Almeida Marília Almeida, de EXAME.com

São Paulo – Bradesco, Caixa e Banco do Brasil priorizam emitir cartões com a bandeira Elo, da qual são sócios, o que vem provocando queixas de clientes em sites como o Reclame Aqui.

O principal motivo de descontentamento com a bandeira, criada em 2010, é a falta de aceitação do cartão em estabelecimentos pelo país, o que provoca constrangimentos (e já gerou até memes). Surpreendidos com o cartão, clientes buscam mudar a bandeira do plástico para as líderes do mercado, Visa e MasterCard.

É o caso da professora Elza Mauricio Moreira, 61, que tinha um cartão com a bandeira Visa e aponta que o Banco do Brasil fez, sem motivo aparente, a troca para a bandeira Elo. Foi aí que começaram os problemas, conta Elza, que pede a troca do plástico ao banco para outro com a bandeira antiga.

“Percebi que o cartão não é aceito em muitos lugares. Alguns colocam cartazes, mas outros parecem disfarçar e acabam dizendo que a máquina que aceita o cartão está sem conexão. Não costumo andar com dinheiro e estou nervosa de tanto passar vergonha e ter de deixar as minhas compras no caixa”, desabafa.

Segundo estudo da consultoria especializada em varejo Boanerges & Cia, a prioridade que Bradesco e Banco do Brasil têm dado à emissão de cartões Elo explica, em parte, o avanço da bandeira no mercado, que já reúne 17,9% dos cartões de débito ativos no país. Antes, esses bancos costumavam impulsionar a emissão de cartões Visa Electron.

Mas apesar da participação da bandeira no mercado ter crescido, o número de transações registradas em cartões Elo ainda é baixo se comparado ao de concorrentes. “A falta de aceitação pode ser uma das justificativas”, diz Vitor França, consultor da Boanerges & Cia.

Procurado, o Banco do Brasil enfatiza que cabe exclusivamente ao cliente a decisão final quanto à bandeira de sua preferência e toda a rede de agências é frequentemente orientada a deixar clara a liberdade que os clientes têm em suas escolhas.

Já a Caixa diz, em nota, que “as reclamações são objeto de atuação do banco, em parceria com a bandeira, para verificar as condições de aceitação na cidade ou região indicadas pelos clientes e promover a rápida ampliação da rede credenciada”.

O Bradesco disse que segue uma estratégia de distribuição de cartões e que o cliente sempre tem a opção de solicitar o produto com a bandeira de sua preferência.

“O banco busca constantemente adotar medidas que aprimorem os serviços prestados, por isso todas as manifestações dos clientes são atenciosamente recebidas, analisadas e respondidas. Vale acrescentar que o Bradesco tem o selo RA8000 no Reclame Aqui, o que reforça o seu comprometimento com os clientes.”

Taxa alta pode ser barreira

Levantamento da Boanerges & Cia indica que a Cielo cobra uma taxa mais alta do que a média de mercado a comerciantes por cada transação com cartões de débito Elo. A cobrança poderia ser um dos obstáculos para a maior aceitação do cartão Elo até setembro do ano passado, quando a bandeira ainda era aceita somente em máquinas da Cielo.

No quarto trimestre de 2015, a credenciadora cobrava em média 1,6% nestas transações, enquanto a média do mercado era de 1,51%.
França, da Boanerges & Cia, faz a ressalva de que a taxa média é apenas um indicador, já que a tarifa varia conforme o tipo e porte do estabelecimento. “Uma credenciadora que atue em segmentos no qual as taxas são mais altas terá, naturalmente, taxas maiores”.

O comerciante William Herbert Mac Laren, 53, tem conta no Bradesco há mais de 10 anos, e sempre teve cartão de débito com bandeira Visa. Quando o seu cartão expirou, um funcionário do banco disse que o banco passou a emitir somente cartões com a bandeira Elo. William reclamou. “Como lojista, sei que o cartão não é aceito em muitos lugares porque a taxa cobrada é alta. Empurrar o cartão ao consumidor parece uma forma de pressionar os lojistas a aceitarem o cartão”.

Aceitação do cartão cresce

Desde que as regras para arranjos de pagamentos foram modificadas pelo Banco Central em setembro de 2015, a exclusividade do contrato entre Elo e Cielo foi encerrada. Desde então a bandeira passou a ser aceita também em máquinas da Getnet, Rede, BIN e Sipag.

Como consequência, a aceitação da bandeira deu um salto e praticamente dobrou, segundo dados da própria Elo. De acordo com a companhia, a rede de estabelecimentos que aceitam o cartão com a bandeira passou de 1,45 milhão em 2014 para 2,6 milhões este mês.

Ainda assim existe um espaço no mercado a ser preenchido, já que a estimativa é de que 3 milhões de estabelecimentos aceitem cartões no país, segundo informações da bandeira.

A partir de julho, o cartão da Elo também passou a ser aceito em compras no exterior por meio de uma parceria com uma rede americana. Desde então a bandeira é aceita em 185 países e mais de 39 milhões de estabelecimentos lá fora. A parceria também vale para compras em sites internacionais.

Quais são seus direitos

Ione Amorim, economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), diz que o consumidor não é obrigado a aceitar o cartão pelo qual não tenha interesse e que não tem aceitação consolidada, de acordo com o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor. “A prática é abusiva e pode ser considerada como venda casada”.

Ao realizar qualquer mudança em contratos de cartões, como troca de bandeira, por exemplo, o banco deve consultar o cliente, diz Ione.

Consumidores que se depararem com um cartão não solicitado da bandeira e a justificativa de que não pode ser trocado por outro deve registrar a queixa no Banco Central, além de sites como o Consumidor.gov.br e o Procon, que podem aplicar penalidades à instituição financeira, como multas.

Estabelecimentos que não aceitem o plástico devem deixar a informação visível de forma ostensiva e em local acessível, tanto em meios eletrônicos como ambientes físicos. “O comerciante não pode induzir o cliente a consumir e somente depois dizer que não trabalha com a bandeira. O cliente passará por uma situação constrangedora se não tiver outro meio de pagamento alternativo”, diz Ione.

Fonte http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/bancos-empurram-cartao-elo-e-clientes-reclamam

Read More
Clientes de cartão Santander Free são lesados por mudanças nas regras de isenção de anuidade, diz PROTESTE

Clientes de cartão Santander Free são lesados por mudanças nas regras de isenção de anuidade, diz PROTESTE

Santander passou a exigir gastos de pelo menos R$ 100 mensais no crédito, em descumprimento à oferta inicial
Foto: DivulgaçãoSantander passou a exigir gastos de pelo menos R$ 100 mensais no crédito, em descumprimento à oferta inicial

O cliente do Santander que tem cartão Free foi surpreendido, no início do mês, pela prática abusiva de alteração unilateral das regras para utilização sem pagar anuidade. A PROTESTE Associação de Consumidores enviou ofício pedindo esclarecimentos ao banco e cumprimento da oferta, e orienta os consumidores lesados a buscar seus direitos, pois estão sendo desrespeitados vários artigos do Código de Defesa do Consumidor.

Caso você tenha sido lesado, a PROTESTE fornece um modelo de petição para acionar o banco, no Juizado Especial Cível. Basta entrar em contato pelo 0800-201-3900. Os associados podem registrar a queixa pelo próprio site da associação, no link www.proteste.org.br/reclame.

Antes, para se livrar da anuidade, era preciso usar o cartão todo mês e agora é exigido gastar pelo menos R$ 100,00. Todo mês em que não houver esse gasto no cartão, haverá cobrança de valor proporcional à anuidade, que totaliza R$ 270,00. Também foi extinto o programa de benefícios desse cartão de crédito, que possibilitava acumular pontos que poderiam ser trocados por milhas aéreas, para compra de passagens.

Na avaliação da PROTESTE, é importante buscar os direitos, pois trata-se de um grave descumprimento de oferta. A Justiça pode decidir que sejam declaradas nulas de pleno direito as cláusulas contratuais em desacordo com o CDC, como as que alteram as regras para usufruir da isenção da anuidade. Além das que impossibilitem a utilização dos pontos acumulados em trocas por passagens aéreas ou programas de milhagens.

Acesse nosso site e confira informações exclusivas sobre Direito do Consumidor: www.proteste.org.br/institucional

(Redação – Agência IN)

Fonte http://www.investimentosenoticias.com.br/financas-pessoais/orientacao-ao-consumidor/clientes-de-cartao-santander-free-sao-lesados-por-mudancas-nas-regras-de-isencao-de-anuidade-diz-proteste

Read More
Servidor pode amortizar despesas de cartão de crédito com empréstimo consignado

Servidor pode amortizar despesas de cartão de crédito com empréstimo consignado


Servidor amortizar despesas cartão crédito empréstimo consignado

Os servidores públicos federais já podem solicitar o empréstimo consignado no limite de 5% de sua remuneração para amortizar despesas feitas com o cartão de crédito. A nova norma decorre da necessidade de adequação da regulamentação até então vigente: Lei nº 13.172, de 21 de outubro de 2015, que dispõe sobre o aumento de 30% para 35% do limite de comprometimento de remuneração com consignações. A consignação é o ato pelo qual se faz um desconto de determinado valor na folha de pagamento do servidor público, mediante sua expressa autorização.

Segundo o novo texto, os 5% são de uso exclusivo para pagamento de dívidas e saques feitos por meio de cartão de crédito. Para o secretário de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Sérgio Mendonça, a medida vai possibilitar que o servidor possa pagar, com juros mais baixos, as dívidas do cartão.

Além do servidor público, o decreto regulamenta a margem consignável dos empregados públicos cuja folha de pagamento seja processada por meio do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos – Siape. Esse grupo é composto por servidores do Hospital das Forças Armadas, servidores das empresas estatais dependentes de Tesouro Nacional, entre outros. Para esses empregados, a margem consignável é de 40% e desse total, 5% passa a ser exclusivo para amortização de despesas com o cartão. As mudanças, neste caso, entrarão em vigor dentro de seis meses.

Economia em crise

De acordo com o advogado e professor de Direito Jorge Ulisses Jacoby Fernandes, desde o ano passado, o Brasil passa por uma crise econômica que provoca reflexos nocivos na economia. Diante do cenário específico, 2016 não é um ano para maiores comprometimentos financeiros. Ocorre que há sempre as despesas extras, que acabam surgindo de surpresa e não oferecem qualquer alternativa a não ser recorrer a outras fontes de recursos.

“Essa situação se reflete no alto índice de retirada de recursos de fundos de investimento como a poupança. Apenas em janeiro de 2016, por exemplo, R$ 12 bilhões saíram da caderneta de poupança do País. A medida ajudará os servidores a estabilizarem as dívidas contraídas com o cartão de crédito. É fundamental, no entanto, a cautela nos gastos”, observa Jacoby Fernandes.

Fonte http://www.n3w5.com.br/economia/2016/03/servidor-amortizar-despesas-cartao-credito-emprestimo-consignado

Read More
Cartão de crédito pré-pago é opção para consumidoresGazeta Digital

Cartão de crédito pré-pago é opção para consumidoresGazeta Digital
Com a renda familiar em declínio e os juros do rotativo do cartão de crédito em ascensão, uma modalidade até então pouco utilizada por consumidores surge como opção mais viável para as despesas: o cartão pré-pago. Similar a prática já disseminada para o uso do celular, o sistema pré-pago incorporado aos cartões magnéticos permite efetuar pagamentos a vista em vários estabelecimentos nacionais e internacionais credenciados as operadoras de cartões, dentro de um limite de gastos previamente estabelecido.
Para economistas, o controle financeiro é a principal vantagem. E, por isso, costumava ser mais utilizado por pessoas jurídicas. Outras vantagens é que pode ser adquirido pelo público não-correntista ou que está com o CPF negativado.
‘Além de ser gratuito, não tem taxa de adesão’, detalha o economista Edisantos Amorim. É cobrada apenas uma taxa para confecção do cartão, no valor de R$ 15. ‘Funciona como um celular pré-pago e a aquisição pode ser feita em qualquer estabelecimento, principalmente nas grandes redes e magazines ou até mesmo pela internet’. A cada recarga, são cobrados cerca de R$ 2. Transferências ou saques debitam R$ 5 do saldo, detalha o economista. ‘As grandes redes de cartões já operam com essa modalidade. E, quando for pagar, passa na função crédito com pagamento a vista’, pontua. É como o cartão convencional, que pode agregar duas opções de pagamento, sendo débito e/ou crédito, compara ele.
Para Santos, o interessante do cartão pré-pago é que é um meio de fazer o controle financeiro doméstico ou empresarial. ‘Possibilita dimensionar as despesas mensais com supermercado, mensalidade escolar, telefone, farmácia, com domínio de todos os gastos com o cartão.’ O saldo pré-fixado pode chegar a R$ 5 mil. ‘Algumas empresas incluem até planos de milhagem.’
Ele lembra que no cartão de crédito normal, o consumidor terá acesso ao limite de crédito superdimensionado e gastará muito mais. ‘Vejo como uma grande falha dos bancos disponibilizar um cartão de crédito com limite acima dos ganhos, colocando em risco a capacidade de pagamento. Isso justifica a inadimplência, o superendividamento. Leva o usuário até mesmo a ter os créditos bloqueados por conta desse limite a perder de vista, pois não tem educação financeira para saber controlar os gastos’.
Para a economista e consultora empresarial, Edijeide Freitas, o cartão pré-pago é vantajoso por restringir despesas extras, já que o valor a ser gasto é previamente fixado. ‘Tem sido usado como mesada para os filhos e como controle de custos fixos das empresas.’ Para ela, a desvantagem é não ter acesso a mais recursos, diante do surgimento de imprevistos.
‘Eu já ouvi falar, mas não tenho um destes ainda’, diz a garçonete Maíse dos Santos, 28 anos. ‘Também não conheço alguém que tenha, mas parece interessante, porque não precisaria me preocupar com mais uma conta no final do mês’, pondera. Para a estudante de Direito, Adriana Cazo, 26, a opção parece segura e economicamente mais viável. ‘Eu não tenho, mas se não cobra anuidade e juros, é melhor que o cartão de crédito’.
Perspectiva – Essa nova opção de pagamento contribui ainda mais para a diminuição do uso do dinheiro em cédulas, aponta Amorim. ‘Ainda mais quando há um número expressivo de pessoas endividadas, inadimplentes, que não tem acesso a um cartão de crédito ou conta bancária’. Para possuir um cartão pré-pago basta estar com o CPF ou CNPJ ativo na Receita Federal.
O economista vê no uso do cartão pré-pago uma forma que as operadoras de cartões encontraram para continuar atendendo seus clientes e lucrando com isso, incorporando a parcela dos inadimplentes com os cartoes de crédito. Para ele, essa modalidade surge e ganha força como um novo modelo de negócios. Em 2014, havia pouco mais de 50 mil usuários de cartões pré-pago no país. No ano seguinte, passou para 250 mil e em 2016 as projeções apontam para um milhão de usuários no Brasil.
Cartões de Crédito e Juros – Aqueles que mantem cartões de crédito ativos, vale reforçar o alerta sobre a taxa de juros do rotativo, que atinge 439,5% ao ano, segundo o Banco Central (BC). De dezembro para janeiro, a taxa subiu 8,1 pontos percentuais, sendo a maior registrada pela série histórica do Banco, iniciada em março de 2011. O consumidor terá que arcar com essa taxa sempre que pagar o valor mínimo da fatura do cartão e não o débito total.
Conforme o Banco, a taxa média praticada sobre as compras parceladas com juros, parcelamento da fatura do cartão e dos saques parcelados ficou em 144,5% ao ano, após subir 8,3 pontos percentuais de dezembro para janeiro. Já a taxa do cheque especial chega a 292,3% ao ano, ao incorporar alta de 5,3 pontos percentuais. Para o crédito consignado, o aumento na taxa foi de 0,3 ponto percentual que impulsionou os juros para 26,8% ao ano. O crédito pessoal mantém taxa de 118,4% ao ano, com adição de 0,7% no mesmo período.

Fonte http://ns1.folhamax.com.br/economia/cartao-de-credito-pre-pago-e-opcao-para-consumidores/78230

Read More
RJ – DESVIO DE FUNÇÃO – Oferecer cartões e empréstimo é atividade de instituição financeira, diz TST

RJ – DESVIO DE FUNÇÃO – Oferecer cartões e empréstimo é atividade de instituição financeira, diz TST

Oferecer cartões e empréstimos a clientes é atividade própria de instituição financeira, mesmo quando exercida em lojas do comércio varejista. Com esse entendimento, a 8ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou o recurso de uma rede de lojas de departamento que contestava a decisão de primeira instância que havia enquadrado uma ex-funcionária nessa categoria. Com isso, a trabalhadora deverá receber as diferenças relativas à carga horária e aos benefícios devidos aos financiários.

A trabalhadora contou na ação que foi contratada pela loja, mas oferecia aos clientes os produtos financeiros de uma empresa do mesmo grupo econômico. Por isso, ela pedia o reconhecimento de vínculo com a financeira, assim como e os direitos especiais concedidos aos financiários, como a jornada de seis horas.

A 54ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro julgou improcedente o pedido, por entender que a trabalhadora foi contratada pelo comércio e exercia sua atividade dentro de uma loja da rede. Segundo a sentença, a outra empresa do grupo não pode ser considerada uma instituição financeira, pois não é controlada pelo Banco Central. Além disso, não se trata de sociedade anônima, como determina o artigo 17 da Lei 4595/64, que trata do sistema financeiro nacional.

No entanto, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, ao julgar recurso da funcionária, reformou a decisão e condenou as duas empresas por fraude na terceirização e sonegação de direitos pertencentes aos financiários. A corte entendeu que a financeira fazia todo o atendimento relativo a seus produtos por intermédio de trabalhadores contratados pela loja. De acordo com o acórdão, essa intermediação é ilícita, pois as atividades exercidas pela vendedora se inserem no objeto social da financeira.

As rés recorreram ao TST. Argumentaram que a funcionária apenas abordava os clientes e recolhia dados pessoais, mas não fazia qualquer tarefa de análise e aprovação de crédito. Porém, a relatora do caso, ministra Dora Maria da Costa, não acolheu a explicação.

Para a ministra, o reconhecimento do vínculo com a financeira e dos consequentes direitos previstos nas normas coletivas dos financiários decorre da constatação de que os serviços prestados realmente se inseriam nas atividades da instituição financeira. A decisão foi unânime. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.

Processo RR-10103-95.2013.5.01.0054

Fonte http://www.conjur.com.br/2016-fev-24/oferecer-cartoes-emprestimo-atividade-instituicao-financeira

Read More
Itaú e Banco do Brasil sobem juros do cheque especial e empréstimo pessoal

Itaú e Banco do Brasil sobem juros do cheque especial e empréstimo pessoal

Com a alta de 6,22% para 6,43% ao mês do empréstimo pessoal, Itaú ultrapassou a média da taxa de juros do mercado

O crédito está mais caro em dois dos principais bancos do País. Itaú e Banco do Brasil subiram as taxas de juros do cheque especial e do empréstimo pessoal. Os dados são da pesquisa de taxas de juros realizada pelo Procon-SP e divulgada nesta quinta-feira (11).


PEDRO SILVEIRA
Pesquisa do Procon-SP compilou dados de sete instituições financeiras do País
O Itaú alterou a taxa do cheque especial de 10,56%, em janeiro, para 12,33% ao mês em fevereiro. Já o Banco do Brasil saiu dos antigos 11,80% para 11,91% ao mês. Mesmo com as altas, ambos os bancos ficaram abaixo da média praticada no mercado. De acordo com o levantamento, que abrange sete instituições financeiras, a taxa média neste mês ficou em 12,79%, superior à do mês anterior em 0,27 ponto percentual.

Os juros ao mês do empréstimo pessoal também subiram nas duas instituições financeiras. No entanto, o Itaú foi o único que teve alta acima da média dos sete bancos pesquisados. O banco alterou sua taxa de 6,22% para 6,43% ao mês, ultrapassando a média de 6,41%, que teve leve alta de 0,04 ponto percentual. Já o Banco do Brasil, mesmo com o aumento de 5,50% para 5,60%, ficou bem abaixo.

Além de Itaú e Banco do Brasil, foram pesquisados Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Safra e Santander. Todas essas instituições mantiveram as taxas vigentes em janeiro.

Fonte iG São Paulo
Fotne http://economia.ig.com.br/financas/meubolso/2016-02-11/itau-e-banco-do-brasil-sobem-juros-do-cheque-especial-e-emprestimo-pessoal.html

Read More
Consumidor deve optar por pagar dívida no cartão

Consumidor deve optar por pagar dívida no cartão

Acumular dívidas pode se tornar um problema ainda pior quando o montante devido é no rotativo do cartão de crédito.

Isso porque essa é a modalidade mais cara disponível no mercado brasileiro.

Dados do Banco Central mostram que a taxa de juros do rotativo do cartão chegou a 431,4% ao ano em dezembro do ano passado.

A recomendação é que o consumidor não deve recorrer a esse tipo de crédito.

“A grande armadilha começa no uso não adequado do cartão de crédito. O usuário deve sempre pagar a fatura no total”, diz Ricardo Rocha, professor do Insper.

O professor de matemática financeira José Dutra Sobrinho exemplifica o peso dessas taxas em uma fatura de R$ 1.000.

“Se a pessoa só pagar R$ 200 e ficar devendo R$ 800, no mês seguinte, a dívida já sobe para R$ 924,48.”

Para Rocha, caso o usuário não possua dinheiro suficiente para quitar toda a fatura, ele deve buscar um outro tipo de financiamento.

“A dívida do cartão tem que ser paga, mesmo que para isso ele busque um financiamento consignado, que é mais barato”, diz.

CONSIGNADO

O governo anunciou que pretende permitir que trabalhadores usem recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) como garantia para financiamentos consignados (com desconto em folha).

Para Dutra, a iniciativa pode ser positiva para baratear o consumo.

“Obter esse financiamento com taxas menores pode ficar mais fácil e auxiliar na quitação de dívidas altas, como as do rotativo do cartão”.

Já o professor do Insper, Ricardo Rocha, alerta para o aumento da inadimplência.

“Autorizar o uso do FGTS para captar dinheiro mais fácil pode levar o consumidor que já possui dívidas a se endividar ainda mais, afirma”.

Fonte http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/02/1736129-consumidor-deve-optar-por-pagar-divida-no-cartao.shtml – VINICIUS PEREIRA

Read More
Veja as linhas de crédito que tiveram maior alta dos juros em 2013

Com alta da taxa básica, juros bancários também avançaram no último ano.

Números foram divulgados pelo Banco Central e também pela Anefac.

O crédito ficou mais caro em 2013. Segundo dados do Banco Central, a taxa média de juros dos empréstimos para pessoas físicas subiu 4,1 pontos percentuais, e fechou o ano em 38%, acompanhando a alta na taxa básica de juros, a Selic. O campeão de alta foi o juro para crédito pessoal (exceto consignado), que ficou 19,8 pontos percentuais maior – passando de 66,3% ao ano em dezembro de 2012 para 86,1% no mesmo mês do ano passado.

Em segundo lugar no ranking, que considera as modalidades de crédito com recursos livres (que excluem habitação, BNDES e crédito rural), aparece o cheque especial, que registrou taxa de juros de 147,9% ao ano em dezembro, contra 138% no mesmo mês do ano anterior. Com a alta, de 9,9 pontos percentuais, o cheque especial segue como uma das modalidades mais caras do mercado. Segundo especialistas, o cheque especial ser usado somente em momentos de emergência.
Já a taxa de juros para aquisição de veículos, segundo o BC, registrou crescimento de 1,5 ponto percentual em 2013 – passando de 19,8% ao ano, em dezembro de 2012, para 21,3% ao ano no final do ano passado.
Por outro lado, a taxa de juros do crédito consignado (que tem desconto na folha de pagamento) foi na contramão das outras modalidades e ficou menor em 2013. No fechamento de 2012, segundo o BC, a taxa média dos bancos estava em 24,5% ao ano, passando para 24,4% ao ano no fim do ano passado. Houve um recuo pequeno, assim, de 0,1 ponto percentual nos juros desta modalidade no ano passado.
Cartão de crédito
No caso do cartão de crédito, houve estabilidade nos juros em 2013 – que são cobrados quando o cliente não paga o total da fatura. Neste caso, os dados foram compilados pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), pois o Banco Central não divulga a taxa média destas operações.
A taxa de juros do cartão de crédito fechou o ano passado, de acordo com a Anefac, em 192,94% ao ano – o mesmo valor de dezembro de 2012. Segundo a Associação, é o menor patamar desde o início da série histórica, em 1995. Mesmo assim, é uma das maiores taxas de juros do mercado, e, assim como o cheque especial, também deve ser evitada, na avaliação de economistas.

Fonte Do G1, em Brasília – Alexandro Martello

Read More
Bancos acirram disputa no mercado de cartões de crédito com lançamentos

Setor cresce a taxas de 15% ao ano, movimentou R$ 724,3 bilhões em 2012 e deve girar R$ 833 bilhões em 2013

Bandeiras próprias, reformulações de redes e investimentos em ampliações são algumas das armas utilizadas por grandes bancos — como Itaú Unibanco, Bradesco e Santander — no lucrativo mercado brasileiro de cartões. No centro da disputa, cada vez mais acirrada, está um setor que cresce a taxas de 15% ao ano, movimentou R$ 724,3 bilhões em 2012 e deve girar R$ 833 bilhões este ano. No primeiros semestre foram R$ 384 bilhões no país, uma alta de 17% sobre o mesmo período de 2012, de acordo com dados da Associação Brasileira de Cartões (Abecs).

Os números dos balanços dos dois maiores bancos privados do país dão uma boa medida desse movimento. No Bradesco, 35% de suas receitas com serviços no terceiro trimestre vieram da área de cartões, enquanto as tarifas cobradas pela manutenção das contas correntes representaram 18%. Já no Itaú Unibanco, que incorporou os 50% da Redecard que estavam nas mãos do Citi, 40% da receita com serviços vieram dos cartões, ao passo que a arrecadação com as tarifas de conta representaram 19% do total.

O lançamento da bandeira Hiper e a reformulação da Redecard, rebatizada de Rede, movimentos feitos recentemente pelo Itaú Unibanco, esquentaram a guerra. Do outro lado do front está o Bradesco com a Elo e a Cielo — respectivamente a bandeira e a rede de cadastramento e captura das transações das maquininhas nas lojas (chamada de adquirência). Na empreitada, o Bradesco tem como sócios no negócio a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

Além do potencial de negócios, a opção dos maiores bancos do país por bandeiras próprias de cartões é parte da estratégia de elevar as receitas com serviços, já que as operações de crédito tendem a render menos com a perspectiva de taxas de juros menores no país e a preferência por linhas de crédito mais conservadoras, para fugir da inadimplência.

De olho nas classes emergentes

— Os bancos têm remuneração em toda a cadeia do cartão, desde a cobrança de aluguel da máquina e da antecipação dos pagamentos aos estabelecimentos comerciais, até a taxa de juros do rotativo cobrada dos clientes. Com o padrão de menos risco adotado pelos bancos no crédito, é preciso gerar ganhos em outras fronteiras — explica Luís Miguel Santacreu, analista de bancos da Austin Rating.

Com as bandeiras próprias, os maiores bancos nacionais — que pagam royalties quando emitem cartões das bandeiras internacionais, como Visa, Mastercard e American Express — miram as novas classes emergentes e ampliam as margens nos seus negócios. Atualmente, a posse de cartões é mais representativa nos extratos sociais mais altos. De acordo com a Abecs, nas classes A e B, 90% das pessoas têm cartão; na classe C, são 70%; e nas D e E, são 42%.

— Existe um espaço de crescimento muito grande. Há uma oportunidade enorme de capturar receita, que será disputada pelos bancos — afirma Marcos Bader, diretor-geral do Bradesco Cartões.

Nem no Bradesco nem no Itaú Unibanco é preciso ser correntista para adquirir cartão das bandeiras nacionais. As duas instituições também fazem questão de frisar que os cartões Elo ou Hiper não são necessariamente para as classes C, D e E. Mas compartilham da estratégia de converter as taxas de anuidade do plástico (R$ 10 mensais) em crédito para celular pré-pago.

— Inicialmente, a oferta que pensamos é para rendas média e baixa. E também é um produto que tem apelo aos não bancarizados — conta Marcos Magalhães, diretor de cartões do Itaú Unibanco.

Vale refeição agora com chip

Não por acaso, o Santander também está negociando para aumentar sua participação, hoje de 50%, na processadora de transações GetNet. O presidente do banco, Jesus Zabalza, diz que “quer um percentual muito elevado” da empresa, “quase total”.

A bandeira Elo, do Bradesco, chegou ao mercado em 2011 e não é limitada às operações de crédito, como a Hiper, do Itaú Unibanco. Há cartões de débito e pré-pagos também. Com abrangência maior, o banco já conseguiu uma base de 30 milhões de clientes usando a bandeira.

A estudante de administração e recepcionista Camila Ribeiro, de 22 anos, é uma das usuárias da Elo. Ela teve seu cartão de refeição, o Visa Vale, substituído por um Elo, sem que solicitasse. A surpresa foi bem-vinda.

— Agora meu cartão tem chip, o que é mais seguro. Além disso, percebi que aumentou a quantidade de lugares em que eu posso passar o cartão. A cantina da faculdade, por exemplo, agora aceita meu vale — disse a jovem.

A participação de mercado é disputada. Segundo a Abecs, das transações feitas ao longo do ano passado, 54% foram feitas pela Cielo, 40% pela Redecard e 6% pela GetNet.
Fonte O Globo
Fonte http://correiodopovo-al.com.br/

Read More
BC calcula dívida de rotativo do cartão e sugere troca de crédito

O BC (Banco Central) lançou ontem ferramenta, em seu site (www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO), que ajudará o consumidor a entender sua dívida do rotativo do cartão de crédito, e a conhecer empréstimos mais baratos para realizar a substituição. Basta inserir o custo total da fatura do plástico, os juros da operação, o valor mínimo da parcela que o consumidor conseguirá pagar e clicar em calcular.

A ferramenta simula o CET (Custo Efetivo Total) da operação, o valor apenas dos juros, o número de mensalidades necessárias para a liquidação da dívida e oferece simulações de outras modalidades, no caso, o crédito consignado e empréstimo pessoal – ambos mais baratos do que o cartão de crédito – e o cheque especial.

Conforme a Pesquisa de Juros da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) referente a setembro, a taxa média de juros do rotativo do cartão de crédito era de 9,37% ao mês.

Com base nos resultados da ferramenta do BC, o cheque especial, que é comparado com a operação inscrita pelo consumidor no sistema, tinha custo médio de 7,69% ao mês em setembro.

No caso do empréstimo pessoal, também incluído pela autoridade com modalidade para comparação, a taxa média era de 5,12% ao mês.

Já o crédito consignado, que tem desconto em folha de pagamento e é disponibilizado para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e empregados do setor público e privado, tinha 1,83% de juros ao mês.

SUBSTITUIÇÃO – Em simulação com uma fatura de R$ 2.500, com os juros médios do rotativo, segundo a Anefac, de 9,37% ao mês, o consumidor gastaria R$ 3.548,94 para liquidar a dívida. Apenas o custo desta operação ficaria em exatos R$ 1.048,94, considerando 9,5 parcelas de R$ 375. Na mesma situação, porém utilizando o consignado, sugerido pelo BC, o consumidor pagaria R$ 2.638,91. No entanto, os juros ficariam em R$ 138,91. Portanto, seriam necessárias sete parcelas de R$ 375 – cerca de duas a menos que no rotativo, ou seja, economia de R$ 750.

Para o professor de Economia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Norival Caruso, a ferramenta é válida por contribuir para a educação financeira dos consumidores.
“Mas, infelizmente, ela não deve atingir a amplitude necessária. A cultura do brasileiro é apenas de analisar se a parcela cabe no bolso e, se tiver mais fácil para ele pagar a fatura (e evitar o trabalho de buscar outros empréstimos com parcelas menores), ele vai por esse caminho”, avaliou.

Fonte Diário do Grande ABC – Pedro Souza

Read More