Bancos acirram disputa no mercado de cartões de crédito com lançamentos

Setor cresce a taxas de 15% ao ano, movimentou R$ 724,3 bilhões em 2012 e deve girar R$ 833 bilhões em 2013

Bandeiras próprias, reformulações de redes e investimentos em ampliações são algumas das armas utilizadas por grandes bancos — como Itaú Unibanco, Bradesco e Santander — no lucrativo mercado brasileiro de cartões. No centro da disputa, cada vez mais acirrada, está um setor que cresce a taxas de 15% ao ano, movimentou R$ 724,3 bilhões em 2012 e deve girar R$ 833 bilhões este ano. No primeiros semestre foram R$ 384 bilhões no país, uma alta de 17% sobre o mesmo período de 2012, de acordo com dados da Associação Brasileira de Cartões (Abecs).

Os números dos balanços dos dois maiores bancos privados do país dão uma boa medida desse movimento. No Bradesco, 35% de suas receitas com serviços no terceiro trimestre vieram da área de cartões, enquanto as tarifas cobradas pela manutenção das contas correntes representaram 18%. Já no Itaú Unibanco, que incorporou os 50% da Redecard que estavam nas mãos do Citi, 40% da receita com serviços vieram dos cartões, ao passo que a arrecadação com as tarifas de conta representaram 19% do total.

O lançamento da bandeira Hiper e a reformulação da Redecard, rebatizada de Rede, movimentos feitos recentemente pelo Itaú Unibanco, esquentaram a guerra. Do outro lado do front está o Bradesco com a Elo e a Cielo — respectivamente a bandeira e a rede de cadastramento e captura das transações das maquininhas nas lojas (chamada de adquirência). Na empreitada, o Bradesco tem como sócios no negócio a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

Além do potencial de negócios, a opção dos maiores bancos do país por bandeiras próprias de cartões é parte da estratégia de elevar as receitas com serviços, já que as operações de crédito tendem a render menos com a perspectiva de taxas de juros menores no país e a preferência por linhas de crédito mais conservadoras, para fugir da inadimplência.

De olho nas classes emergentes

— Os bancos têm remuneração em toda a cadeia do cartão, desde a cobrança de aluguel da máquina e da antecipação dos pagamentos aos estabelecimentos comerciais, até a taxa de juros do rotativo cobrada dos clientes. Com o padrão de menos risco adotado pelos bancos no crédito, é preciso gerar ganhos em outras fronteiras — explica Luís Miguel Santacreu, analista de bancos da Austin Rating.

Com as bandeiras próprias, os maiores bancos nacionais — que pagam royalties quando emitem cartões das bandeiras internacionais, como Visa, Mastercard e American Express — miram as novas classes emergentes e ampliam as margens nos seus negócios. Atualmente, a posse de cartões é mais representativa nos extratos sociais mais altos. De acordo com a Abecs, nas classes A e B, 90% das pessoas têm cartão; na classe C, são 70%; e nas D e E, são 42%.

— Existe um espaço de crescimento muito grande. Há uma oportunidade enorme de capturar receita, que será disputada pelos bancos — afirma Marcos Bader, diretor-geral do Bradesco Cartões.

Nem no Bradesco nem no Itaú Unibanco é preciso ser correntista para adquirir cartão das bandeiras nacionais. As duas instituições também fazem questão de frisar que os cartões Elo ou Hiper não são necessariamente para as classes C, D e E. Mas compartilham da estratégia de converter as taxas de anuidade do plástico (R$ 10 mensais) em crédito para celular pré-pago.

— Inicialmente, a oferta que pensamos é para rendas média e baixa. E também é um produto que tem apelo aos não bancarizados — conta Marcos Magalhães, diretor de cartões do Itaú Unibanco.

Vale refeição agora com chip

Não por acaso, o Santander também está negociando para aumentar sua participação, hoje de 50%, na processadora de transações GetNet. O presidente do banco, Jesus Zabalza, diz que “quer um percentual muito elevado” da empresa, “quase total”.

A bandeira Elo, do Bradesco, chegou ao mercado em 2011 e não é limitada às operações de crédito, como a Hiper, do Itaú Unibanco. Há cartões de débito e pré-pagos também. Com abrangência maior, o banco já conseguiu uma base de 30 milhões de clientes usando a bandeira.

A estudante de administração e recepcionista Camila Ribeiro, de 22 anos, é uma das usuárias da Elo. Ela teve seu cartão de refeição, o Visa Vale, substituído por um Elo, sem que solicitasse. A surpresa foi bem-vinda.

— Agora meu cartão tem chip, o que é mais seguro. Além disso, percebi que aumentou a quantidade de lugares em que eu posso passar o cartão. A cantina da faculdade, por exemplo, agora aceita meu vale — disse a jovem.

A participação de mercado é disputada. Segundo a Abecs, das transações feitas ao longo do ano passado, 54% foram feitas pela Cielo, 40% pela Redecard e 6% pela GetNet.
Fonte O Globo
Fonte http://correiodopovo-al.com.br/

Read More
Bancos ganharam 42 mi de clientes em dez anos

Ao mesmo tempo, cresceu também o volume de denúncias e reclamações contra as instituições no BC

Nos últimos dez anos, 42 milhões de brasileiros, de acordo com o Banco Central (BC), passaram a ter conta em banco. Em 2002, os bancos no País possuiam 55 milhões de clientes, saltando para 97 milhões no encerramento do ano passado. Ao mesmo tempo, com uma base maior de consumidores de produtos e serviços financeiros, o número de reclamações contra o setor no BC vem crescendo a cada ano. De 2008 para cá, considerando até outubro deste ano, o volume mais do que triplicou, saindo de 88,86 mil para 311,59 mil. “Só entre 2010 e 2012, o incremento na quantidade de denúncias e reclamações contra instituições financeiras no BC vem crescendo na ordem de 20%”, destacou o chefe do Departamento de Atendimento Institucional do BC, Fernando Lima Pereira Dutra.

Segundo o executivo, que participou na tarde de ontem como debatedor da mesa Regulação Bancária e seus reflexos para os Consumidores, no V Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira, esse crescimento no número de reclamações advém do avanço da bancarização no Brasil e da conscientização do consumidor sobre seus direitos. “Então nada mais natural esse aumento no número de reclamações. Além disso, devido à própria conjuntura, de inflação controlada, isso fez com que o consumidor passasse a ficar mais confiante e aumentasse seu relacionamento com os bancos. O crédito se tornou mais fácil e barato, intensificando essa relação”, justificou Dutra.

´BC está preparado´

Agora, com uma tendência de mais pessoas ingressarem no sistema financeiro, com a criação da figura dos arranjos de pagamento e a regulação de novos meios, explica, o BC inda não tem como mensurar o impacto sobre o mercado. “Mas o banco está preparado para atender e fiscalizar o atendimento a esse maior contingente de consumidores bancários. Já temos competência para isso. Além do que, o prazo de 180 para que a nova regulamentação passe a valer é suficiente para uma adequação”, emendou o chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC, Sérgio Odilon dos Anjos.

Estratégia

“Estamos trabalhando para fortalecer os atuais canais do BC para com o cidadão, atualizando os sistemas de informação, incrementando o atendimento presencial nas dez praças onde o banco atua. Porém, independentemente de estarmos nos capacitando, nossa estratégia é de fazer com que as próprias instituições financeiras sejam responsáveis e capazes de resolver possíveis conflitos por meio de suas estruturas de atendimento, melhorando o fluxo de informações com o cliente”, destacou Dutra.

Um desafio e tanto, sinalizou Sérgio Odilon, ao apresentar a dimensão atual do Sistema Financeiro Nacional: 2.045 instituições supervisionadas pelo BC, 97 milhões de contas de depósito à vista, 112 milhões de depósitos de poupança, 287 milhões de cartões de débito emitidos, 174 milhões de cartões de crédito e 67 milhões de operações de crédito ativas no País, o que equivale a um saldo de R$ 2,5 trilhões (junho de 2013).

Crédito mais robusto obtém maior força em imóveis

O perfil da composição do crédito de pessoas físicas no Brasil vem, nitidamente, sendo reconfigurado ao longo dos últimos anos. Em junho de 2007, por exemplo, 10,3% dos empréstimos correspondiam ao setor imobiliário, número que atingiu 25,8% em igual período de 2013, um aumento de 15,5 pontos percentuais.

Os dados foram divulgados ontem pelo diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil (BCB), Anthero de Moraes Meirelles, durante o painel Educação Financeira e Proteção, que integrou as atividades do segundo dia do V Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira. O evento acontece até hoje no Centro de Eventos do Ceará (CEC), em Fortaleza.

O crescimento do crédito imobiliário no País está ligado, sobretudo, ao programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida. De acordo com dados da Caixa Econômica Federal, desde o início do programa, em 2009, até junho deste ano, foram entregues 1,2 milhão de unidades habitacionais. Outras 1,5 milhão foram concluídas, 780 mil estão em obras, 482 mil estão sendo preparadas e 2,7 milhões de unidades já foram contratadas.

Embora venha crescendo há oito anos, o índice do endividamento imobiliário dos brasileiros frente a outras modalidades de dívidas vem sendo mais representativo desde 2009, ano em que teve início o Minha Casa, Minha Vida.

Veículos

Diferentemente do setor imobiliário, a participação de crédito ligado a veículos diminuiu consideravelmente. Enquanto em junho de 2007 o percentual correspondia a 24,1%, em igual período deste ano, correspondia a 17,7%, uma redução de 6,4 pontos percentuais.

O crédito rural também sofreu redução de 2,9 pontos percentuais, passando de 11,7% para 8,8%. Em contrapartida, o índice relativo a empréstimo consignado subiu de 15,7% para 18,1%, 2,4 pontos percentuais. O crédito referente a cartão (sem juros) também teve leve alta de 2,7 pontos percentuais, saindo de 5% para 7,7%.

Maior risco

Vale lembrar, ainda, que as modalidades de maior risco, como empréstimos sem consignação, cheque especial, crédito rotativo e compras parceladas pelas instituições financeiras vinculadas a cartão de crédito, tiveram queda significativa de 4,5 pontos percentuais. Em junho de 2007, o BCB registrou índice de 19,9% ligado a essas categorias. Em igual período deste ano, foram registrados pela instituição financeira 15%.

Sistema de informação

Quem também participou do painel no Centro de Eventos foi o chefe adjunto do Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro do BCB, José Reynaldo de Almeida Furlani, que falou sobre o Sistema de Informações de Crédito (SCR) da instituição e o endividamento das famílias. Segundo ele, o Brasil conta atualmente com 65 milhões de pessoas físicas e 3,7 milhões de pessoas jurídicas com endividamento superior a R$ 1 mil.

O SCR é um banco de dados sobre operações com as características das operações de crédito realizadas pelas instituições supervisionadas pelo BCB.

Ainda de acordo com Almeida Furlani, a expectativa é que, em dois ou três anos, o SCR seja o único sistema da instituição com informações de crédito, substituindo documentos como Cadip, EstFin e SFH.

Fonte http://diariodonordeste.globo.com/

Read More
BC calcula dívida de rotativo do cartão e sugere troca de crédito

O BC (Banco Central) lançou ontem ferramenta, em seu site (www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO), que ajudará o consumidor a entender sua dívida do rotativo do cartão de crédito, e a conhecer empréstimos mais baratos para realizar a substituição. Basta inserir o custo total da fatura do plástico, os juros da operação, o valor mínimo da parcela que o consumidor conseguirá pagar e clicar em calcular.

A ferramenta simula o CET (Custo Efetivo Total) da operação, o valor apenas dos juros, o número de mensalidades necessárias para a liquidação da dívida e oferece simulações de outras modalidades, no caso, o crédito consignado e empréstimo pessoal – ambos mais baratos do que o cartão de crédito – e o cheque especial.

Conforme a Pesquisa de Juros da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) referente a setembro, a taxa média de juros do rotativo do cartão de crédito era de 9,37% ao mês.

Com base nos resultados da ferramenta do BC, o cheque especial, que é comparado com a operação inscrita pelo consumidor no sistema, tinha custo médio de 7,69% ao mês em setembro.

No caso do empréstimo pessoal, também incluído pela autoridade com modalidade para comparação, a taxa média era de 5,12% ao mês.

Já o crédito consignado, que tem desconto em folha de pagamento e é disponibilizado para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e empregados do setor público e privado, tinha 1,83% de juros ao mês.

SUBSTITUIÇÃO – Em simulação com uma fatura de R$ 2.500, com os juros médios do rotativo, segundo a Anefac, de 9,37% ao mês, o consumidor gastaria R$ 3.548,94 para liquidar a dívida. Apenas o custo desta operação ficaria em exatos R$ 1.048,94, considerando 9,5 parcelas de R$ 375. Na mesma situação, porém utilizando o consignado, sugerido pelo BC, o consumidor pagaria R$ 2.638,91. No entanto, os juros ficariam em R$ 138,91. Portanto, seriam necessárias sete parcelas de R$ 375 – cerca de duas a menos que no rotativo, ou seja, economia de R$ 750.

Para o professor de Economia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Norival Caruso, a ferramenta é válida por contribuir para a educação financeira dos consumidores.
“Mas, infelizmente, ela não deve atingir a amplitude necessária. A cultura do brasileiro é apenas de analisar se a parcela cabe no bolso e, se tiver mais fácil para ele pagar a fatura (e evitar o trabalho de buscar outros empréstimos com parcelas menores), ele vai por esse caminho”, avaliou.

Fonte Diário do Grande ABC – Pedro Souza

Read More
Correntistas poderão consultar dívidas no Banco Central

Os clientes bancários poderão consultar pela internet todas as informações que constam sobre eles na central de risco do Banco Central, o SCR.

O objetivo é que agilizar o acesso à essas informações sem burocracia

Atualmente, o sistema registra todas as pessoas que tem dívidas totais acima de R$ 1.000 com instituições financeiras. Ele identifica o valor, os credores e a parcela que está em dia e a que está em atraso.

A ideia, de acordo com Fernando Pereira Dutra, chefe do Departamento de Atendimento Institucional do BC, é que a consulta esteja liberada a partir do final do primeiro semestre do ano que vem.

O BC está finalizando o desenvolvimento do sistema que garantirá segurança na transferência dos dados.
Segundo Dutra, no ano passado cerca de 35 mil clientes foram a uma das unidades da instituição solicitar esses dados.

A outra alternativa disponível atualmente para quem não pode ir pessoalmente ao BC é mandar uma correspondência com firma reconhecida e cópia autenticada de documentos, como carteira de identidade e CPF.

Com o novo canal que será criado na própria página do BC, essas informações poderão ser acessadas rapidamente e sem burocracia.”A sociedade está descobrindo a utilidade dessas informações para o cidadão. Elas ajudam no próprio exercício de tomar crédito de forma consciente”, argumenta Dutra.

Na avaliação dele, por ser uma fotografia do endividamento pessoal no momento, as informações da central de risco podem auxiliar os clientes a negociarem melhores condições de crédito junto ao comércio em geral. Os lojistas não têm acesso ao sistema do BC.

Fonte Agência Brasil
Fonte http://www.jcnet.com.br/

Read More
PI – Erro transfere 14 mil pensionistas do INSS do Piauí para o Maranhão

Beneficiários tiveram as contas transferidas para a agência de Timon.

Superintendência do INSS confirma problema e que o caso já foi resolvido.

Um erro do Instituto Nacional da Seguridade Social transferiu as contas de 14 mil pensionistas do Piauí para agência de Timon, no Maranhão. Por conta do engano, os aposentados do INSS estão impedidos de fazer empréstimos.
Aposentado do INSS do Piauí há 10 anos, por causa de uma deficiência visual, Carlos Amorim conta que procurou na semana passada o banco para fazer um empréstimo consignado. O beneficiário teve o crédito aprovado, mas o dinheiro não foi liberado, pois segundo a instituição financeira, ele não poderia receber o empréstimo já que era pensionista no estado do Maranhão.
O problema na conta do aposentado foi confirmado na Superintendência do INSS. De acordo com a gerência, além de Carlos Amorim mais 14 mil pensionistas tiveram as contas transferidas para o Maranhão por engano.
Segundo o superintendente executivo do INSS no Piauí, Carlos Viana, a maioria dos aposentados foram transferidos para a agência de Timon, inaugurada a quase dois anos, junto com os pensionistas da cidade maranhense que recebiam o benefício em Teresina. “Nós fizemos o expediente para a direção geral do INSS para transferir todos os benefícios mantidos em Teresina, mas que vivem em Timon, para a agência da cidade vizinha. Acontece que houve este equívoco na hora desta transferência e acabou levando não somente os pensionistas do Maranhão, como alguns do Piauí”, explicou.
O gerente afirma que a situação já foi resolvida e os aposentados com contas transferidas para o Maranhão já voltaram para a sede de origem. Os beneficiários que quiserem fazer um empréstimo, devem procurar antes a agência onde está inscrito.
Para o presidente da Comissão Direito Previdenciário da OAB-PI, Chico Couto, o problema não causou lesões para os aposentados, apenas houve um desencontro de contas. O pensionista Carlos Amorim não concorda e destaca os danos que teve. “Eu tive prejuízos morais e materiais, pois estava contando com este dinheiro. Assumi compromissos e acabei tendo que conseguir o dinheiro de outra forma, não da maneira como eu queria que fosse”, lamentou.

Fonte Do G1 PI

Read More
Grandes bancos priorizam crédito menos arriscado

As três maiores instituições financeiras privadas do País, donas de mais de 30% dos ativos totais do sistema, estão mais seletivas na concessão do crédito e registram crescimento em ritmo mais lento até agora do que em anos anteriores. As carteiras do Bradesco, Itaú Unibanco e Santander cresceram em média 6%, em nove meses até setembro, e 10,5% em doze meses.

Os bancos têm focado principalmente em linhas como as de crédito consignado, em que o trabalhador penhora seu salário, e imobiliário, em que os imóveis são dados em garantias.
Para as grandes empresas, o crédito continua sendo ofertado, mas pequenas e médias tiveram redução de linhas em alguns bancos. Esse movimento reflete o movimento dos bancos privados em manter o retorno a seus acionistas apesar da queda dos spreads (os ganhos com a diferença entre as taxas de juros e as efetivamente cobradas no empréstimo). Eles estão usando o tripé de crédito mais seletivo, redução da inadimplência e corte de despesas para manter lucratividade.
Juntas, as três instituições lucraram neste ano R$ 25 bilhões, segundo mostram os balanços até o terceiro trimestre. Enquanto Itaú e Bradesco tiveram lucros maiores, o banco Santander registrou uma queda de 9% em nove meses, mas está tentando se reestruturar e cortar fortemente as despesas desde que seu novo presidente, Jesús Zabalza, chegou ao Brasil, em junho deste ano.
O banco espanhol teve forte pico de inadimplência no primeiro e segundo trimestres deste ano, mas conseguiu reduzi-la com um programa de renegociação, que dobrou sua carteira de recuperação de ativos. No ano, a queda é de 0,2 ponto, mas em alguns segmentos chegou a registrar queda de dois pontos em seis meses. A maior queda de inadimplência (atrasos de 90 dias) do ano se deu no Itaú, com 0,9 ponto porcentual no ano. No Bradesco, a queda foi de 0,5 ponto.
Carros
Um ponto em comum entre as instituições foi a redução do financiamento de automóveis, depois de terem visto a inadimplência crescer há dois anos. No caso do Itaú, os empréstimos giravam em torno de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões por mês e caíram para R$ 1 bilhão neste último trimestre. Segundo o diretor de relações com investidores do banco, Rogério Calderon, a instituição, que antes financiava 100% dos automóveis, passou a financiar apenas 75%. “O cliente fica mais comprometido com o pagamento e esperamos voltar a crescer no segundo semestre de 2014”, diz Calderon. Da mesma forma, o banco espera voltar a crescer no crédito para pequenas e médias, desde que baseadas em recebíveis.
O diretor do Bradesco, Luiz Carlos Angelotti, explica que a inadimplência teve uma forte alta no fim de 2011 em função da crise na Europa e de um cenário de crescimento menor da economia. Esse não é mais um cenário com que o banco trabalha até o próximo ano e por isso tem a expectativa de que a inadimplência continue controlada. De qualquer forma, não vê a retomada do crédito como nos anos anteriores, quando chegou a crescer mais de 20%. A carteira de crédito de pequenas e médias empresas do Bradesco foi um dos destaques, com crescimento de 12% – mas puxado pelas médias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte Agência Estado – Josette Goulart

Read More
Banco do Brasil lança sistema de pagamento a pessoas sem conta bancária

O Banco do Brasil lançou uma ferramenta que permite aos seus clientes transferir dinheiro para pessoas que ainda não têm conta em banco. Para receber o dinheiro, o beneficiário precisa ter apenas CPF e um número de celular.

No novo sistema, chamado BB Conta de Pagamentos, a transferência do valor é realizada pelo correntista por meio do site do Banco e vai para uma conta-virtual pré-paga vinculada ao celular do beneficiário.

A retirada parcial ou total do dinheiro, por sua vez, pode ser feita nos caixas eletrônicos do Banco ou em correspondentes bancários Mais BB habilitados. Em nota, o BB afirma que a iniciativa busca, além de facilitar o pagamento a pessoas sem conta no banco bancária, maior segurança nas transações.

— Trata-se, portanto, de um produto que alia benefícios como a inclusão bancária, maior segurança no manuseio de dinheiro, educação financeira e acesso aos meios eletrônicos de pagamentos.

Fonte R7

Read More
BB assume carteiras de consignado do Cruzeiro do Sul

Após ser liquidado no ano passado, banco terá suas carteiras de crédito consignados administradas pelo BB a partir de agora

O Banco do Brasil é o novo administrador das carteiras de crédito consignado do banco Cruzeiro do Sul – liquidado em setembro do ano passado pelo Banco Central. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, desta quinta-feira.

O BB vai substituir a IMS Tech, que teve contrato cancelado após denúncias de favorecimento.

De acordo com a reportagem, o liquidante do Cruzeiro do Sul, Eduardo Félix Bianchini, escolheu o Banco do Brasil pela experiência que ele possui no tipo de operação. O BB já possui parte das carteiras de crédito do Cruzeiro do Sul, que pode somar aproximadamente 4 bilhões de reais.

Além do BB, Bradesco Caixa Econômica Federal, Banrisul e Banestes também compraram operações do Cruzeiro do Sul.

Recentemente foi divulgado que o Cruzeiro do Sul aumentou suas perdas o rombo em 70% no período de um ano, totalizando 3,8 bilhões de reais. Os números são referentes a junho deste ano e foram divulgados no balanço patrimonial da empresa.

Fonte http://exame.abril.com.br/ – Daniela Barbosa

Read More
TRT de Rondônia e Acre reconhece competência para julgar processo de quase R$ 6,5 bi

A 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, com jurisdição em Rondônia e Acre, reconheceu a competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho contra o Banco Central do Brasil, Banco do Brasil S/A, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco S/A, Banco Bradesco S/A, HSBC Bank Brasil S/A – Banco Múltiplo, Banco Santander (Brasil) S/A e Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. O valor da causa é de quase seis bilhões e meio de reais.

Com relatoria do desembargador do trabalho Carlos Augusto Gomes Lôbo, a Turma entendeu que a causa de pedir se relaciona diretamente à relação de trabalho, atraindo, assim, a ressalva contida na parte final do inciso I do art. 109 da Constituição de 1988, determinando que o processo retorne para a 4ª Vara do Trabalho de Rio Branco, de origem, para processamento e julgamento da ação.
Segundo Ministério Público do Trabalho, a ação foi ingressada devido a prática de terceirização ilícita e inconstitucional por meio de contratação de correspondentes bancários. Na ação, o MPT pede o pagamento de indenização por dano moral de R$ 3,8 bilhões e dumping social de R$ 2,5 bilhões, em um total de R$ 6,4 bilhões. Além disso, quer a anulação da contratação do serviço e o reconhecimento dos trabalhadores como bancários, o que significa pagamento de diferenças salariais, auxílio-refeição e horas extras e o reconhecimento da jornada especial de trabalho de seis horas. A multa por descumprimento prevê R$ 10 milhões por dia.
Na inicial o MPT esclarece que no decorrer da investigação feita nos Inquéritos Civis n. 000191.2010.14.000/0 e 000061.2013.14.001/6, cujos objetos eram a terceirização ilícita da atividade-fim dos bancos réus mediante a contratação de correspondentes bancários (casas lotéricas, agências dos Correios, farmácias, papelarias, supermercados, imobiliárias, concessionárias de veículos, lan houses, empresas de ônibus, sindicatos, etc.) para prestação de atividades típicas bancárias, após profunda reflexão, pesquisa, estudo e investigação sobre os correspondentes bancários no Brasil, durante os últimos dois anos, constataram que a situação dos correspondentes bancários no Brasil precisa ser revista.
“O Banco Central do Brasil promove e incentiva a transgressão aos direitos sociais, ao permitir aos bancos réus e aos Correios ? inconstitucional e ilicitamente ? a terceirização da atividade-fim das instituições financeiras por meio da contratação de correspondentes bancários. O falso argumento de que ter correspondentes bancários decorre da necessidade de bancarização e inclusão financeira são falácias ? artimanhas da argumentação – para deturpar o Sistema Financeiro Nacional, lesar e pulverizar a categoria bancária, ampliar os lucros dos bancos (que todos os anos batem recorde após recorde) e usar o correspondente bancário como “segmentação e exclusão social, expondo a população a um verdadeiro apartheid social”, diz a inicial.
Ainda afirma que enquanto a população mais rica pode fazer uso de suas pomposas agências Estilo (Banco do Brasil), Personalité (Itaú), Premier (HSBC), Prime (Bradesco), etc., o cidadão pobre é obrigado a realizar suas operações bancárias em pequenos estabelecimentos comerciais como padarias, farmácias, supermercados, papelarias, lojas de varejo de eletrônicos e eletrodomésticos, casas lotéricas, agências dos Correios, etc., sem o mínimo de segurança adequada e sem a prestação de informações bancárias adequadas por trabalhadores bancários preparados e com experiência para presta o serviço bancário.
A Caixa Econômica Federal apresentou recurso de revista, ao Tribunal Superior do Trabalho, para anular a decisão do Tribunal ou, alternativamente, que seja declarada a incompetência da Justiça do Trabalho para conhecimento e julgamento do processo.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO), José Pinheiro, a ação civil pública do MPT é de extrema importância tanto para os bancários como para os clientes e usuários pois hoje os bancos utilizam os correspondentes para praticar a mão-de-obra barata.
“Estes trabalhadores fazem o serviço de bancário e tem uma remuneração infinitamente menor do que um bancário, sem os direitos conquistados nas convenções coletivas de trabalho e os clientes também são penalizados, pois acabam sendo vítimas de um atendimento precarizado, e sendo feito em ambientes sem as mínimas condições de segurança ou de privacidade”, avaliou Pinheiro.

Fonte http://www.rondoniaovivo.com.br/

Read More
Daycoval apura lucro líquido de R$ 59,3 milhões no 3º trimestre

Valor é 11% inferior ao obtido em igual período do ano passado…

O banco Daycoval apurou lucro líquido de R$ 59,3 milhões no terceiro trimestre do ano, queda de 11% em relação a igual período do ano passado, quando a instituição lucrou R$ 77 milhões. No acumulado do ano até setembro, o lucro foi de R$ 190,7 milhões, queda de 19,5% na comparação com igual período do ano passado.

Segundo o diretor institucional e de relações com investidores do Dayocoval, Ricardo Gelbaum, a queda é justificada pelo baixo crescimento da carteira de crédito nos últimos dois anos, fruto de uma decisão do banco de pisar no freio nos empréstimos por conta do baixo crescimento da economia e dos riscos de aumento da alta da inadimplência e das despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD).

“Os grandes bancos privados estão fazendo agora a movimentação que nós fizemos há cerca de dois anos quando nós já avaliávamos que a conjuntura econômica apresentava riscos significativos. Crescemos basicamente em crédito consignado voltado para funcionários públicos e com financiamento de veículos. No entanto reduzimos o peso das empresas na carteira”, afirmou Ricardo.

O banco, no entanto, mudou sua postura e após dois anos voltou a apresentar crescimento dos empréstimos voltados para empresas. A carteira voltada para esse segmento cresceu 4,1% em relação ao segundo trimestre do ano, mas caiu 2,5% na comparação em 12 meses. Enquanto que o crédito consignado subiu 9,9% na no trimestre e 30,1% no ano.

O financiamento para compra de veículos, por sua vez, apresentou crescimento de 1,9% em comparação ao segundo trimestre do ano e de 6% em comparação ao terceiro trimestre do ano passado. No terceiro trimestre, a carteira total banco fechou em R$ 9,379 bilhões, alta de 5,8% em relação ao trimestre passado e de 7% na comparação a igual período do ano passado.

Atualmente, 60% dos empréstimos se concentram em empresas e 40% em consignado e veículos. Segundo Gelbaum, a meta é do banco para os próximos anos é continuar crescendo nas duas linhas, mas reforçando o crédito para empresas chegando a uma relação de 70% para pessoas jurídicas e 30% em consignado.

“Não vamos deixar de crescer em veículos e consignado, mas nosso foco será o empréstimo para empresas de todo porte com prazos e tickets menores o que nos permite ter uma margem maior”, afirmou Ricardo. “Cerca de 40% da nossa carteira vence em 91 dias”, complementou o representante do banco.

Fonte http://www.dci.com.br/financasCaio Zinet

Read More
CVM julga ex-presidente do Banco Panamericano no dia 19 de novembro

Executivo é acusado de uso de informação privilegiada e violação do dever de lealdade

O ex-presidente do Banco Panamericano, Rafael Palladino, será julgado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no próximo dia 19. O executivo é acusado de uso de informação privilegiada (“insider trading”) e violação do dever de lealdade por ter negociado ações da instituição financeira em meio às negociações de um aporte de R$ 2,5 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

A injeção de recursos foi anunciada em 9 de novembro de 2010, em fato relevante. O objetivo era tentar restabelecer o equilíbrio patrimonial do Panamericano e ampliar a sua liquidez operacional, preservando um bom nível de capitalização.

À época, vieram à tona inconsistências contábeis nas demonstrações financeiras do banco, que escondiam sua real situação patrimonial. As fraudes contábeis encobriam um rombo de R$ 4,3 bilhões. A Gerência de Acompanhamento de Mercado da CVM constatou volume, liquidez e oscilação incomuns das ações do banco e passou a apurar a possibilidade de “insider trading” por seus administradores.
AE
O BC solicitou primeiros esclarecimentos acerca dos problemas contábeis identificados em setembro de 2010
As ações do Panamericano (BPNM4) vinham caindo de forma consistente desde 13 de outubro daquele ano, quando fecharam a R$ 9,01. Na data da divulgação do fato relevante — 9 de novembro, após o fechamento do mercado — o papel fechou a R$ 6,77, com queda de 24,86%. No dia seguinte, continuou despencando (-6,75%).

O Banco Central solicitou os primeiros esclarecimentos acerca dos problemas contábeis identificados em 8 de setembro de 2010. A CVM entende que a partir daí estava vetada a negociação de ações do Panamericano por seus diretores, membros do conselho de administração e qualquer pessoa da companhia envolvida nas negociações com o FGC, o que seria o caso de Palladino.

Em setembro, a CVM fechou um acordo no mesmo caso com Sandra Regina de Medeiros Braga, ex-diretora de controle da holding do Grupo Silvio Santos — então dono do Panamericano. Para encerrar o processo contra ela sem julgamento, a autarquia aceitou a proposta de pagamento de R$ 39,092 mil, quantia equivalente ao dobro da suposta vantagem pecuniária obtida nas operações com as ações do Panamericano.

Em maio, a Justiça Federal decretou o arresto dos bens de 13 ex-executivos denunciados por gestão fraudulenta no Panamericano, entre os quais estava Palladino. A medida visava assegurar um eventual ressarcimento ao Tesouro e a investidores, em caso de condenação ao final da ação penal.

O ex-presidente do Panamericano move um processo trabalhista contra o banco. Ele acusa a instituição de pagar os principais executivos por fora para economizar nos encargos trabalhistas. A causa pode chegar a R$ 30 milhões.

Fonte Agência Estado

Read More